segunda-feira, 10 de setembro de 2012

INDICAÇÃO DO EDITOR: EDUQUE COM CARINHO - Este livro traz o que há de mais recente em pesquisas científicas sobre educação de filhos e uma nova abordagem que se chama de Disciplina Positiva. Disciplinar é ensinar autocontrole para os filhos poderem se virar quando chegarem à adolescência e, mais tarde, na vida adulta. Disciplinar é ensinar como estar no mundo, disciplinar é educar com afeto, com carinho. Em verdade, Eduque com Carinho não serve somente para pais e para filhos, mas também, para as pessoas e profissionais que trabalham com crianças. É um livro que traz reflexões, histórias interessantes, exercícios para treinamento de certos comportamentos e atitudes essenciais, além de detalhar os 12 princípios da Educação Positiva embasados em pesquisas científicas. Além disso, há deliciosos textos poéticos e bem humorados sobre o desenvolvimento dos seus filhos: leia as peripécias do bebê, da criancinha que começa a andar e a falar, do menino pequeno, da menina pequena, da menina pré-adolescente e do menino pré-adolescente.

Capa do livro: Eduque com Carinho - Para Pais e Filhos, Marília Antunes DantasEduque com Carinho - Para Pais e Filhos - 2ª Edição - Revista e Atualizada
Lidia Weber, 192 pgs.
Publicado em: 7/3/2007
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853621492-4
Preço: R$ 34,90

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.           

SINOPSE
Kit com 2 livros na caixinha
1 para pais 162 pgs / 1 para filhos 30 pgs...total 192 pgs
Baseado no princípio da psicologia positiva (amor e limites), a doutora em psicologia Lidia Weber, guia os pais de forma objetiva e com fácil linguagem para que sejam mais seguros e participativos, e, assim, ajudem seus filhos a se tornarem responsáveis, autônomos, competentes, autoconfiantes e afetivos.
A edição vem em uma caixa com dois exemplares: um, para os pais, e outro, de textos e atividades, para crianças onde você poderá ler para o seu filho, ler com o seu filho, pedir para ele ler para você ou deixá-lo ler sozinho.
Mais do que um livro, é um manual de relacionamento da família.
São dois livros juntos, um para você e outro para o seu filho pequeno, que terá mais facilidade para entender a idéia da disciplina positiva ( amor e limites).
"Não há um manual de perfeição, mas atualmente existem respostas claras e precisas sobre como a criança aprende a se comportar e o que é importante para o desenvolvimento infantil nas interações entre filhos e pais", afirma Lidia Weber
Eduque com carinho, para pais, com textos leves, mas embasados em pesquisas científicas sobre Educação e Disciplina Positiva, é direcionado a pais e profissionais que trabalham com crianças.

Eduque com Carinho, para pais e filhos, com textos que ajudarão seu filho a entender os princípios da Disciplina Positiva. Um livro que você pode ler para o seu filho, ler com o seu filho, pedir para ele ler para você ou deixá-lo ler sozinho. Os cartuns desenhados por Benett falam por si, e pais e filhos irão se divertir com eles.
CURRÍCULO DO AUTOR
Lidia Weber é psicóloga há 24 anos e professora de cursos de graduação e pós-graduação na Universidade Federal do Paraná há 23 anos. Tem mestrado e doutorado em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo e é coordenadora do Núcleo de Análise do Comportamento da UFPR, onde realiza inúmeras pesquisas com centenas de pais, crianças e adolescentes sobre interações familiares. Além disso, orienta alunos e coordena Grupos de Capacitação para Pais por meio do seu Programa de Qualidade de Interação Familiar. Lidia atua como palestrante, consultora e parecerista das mais importantes revistas e jornais do país (e algumas internacionais) e tem sido convidada para participar como especialista em inúmeros programas regionais e nacionais de rádio e televisão. Além de ser presença constante em congressos científicos nacionais, Lidia já ministrou palestras a convite e recebeu prêmios de viagem para apresentar suas pesquisas em diferentes países: Argentina, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Marrocos, Portugal e Suécia. Este livro não é fruto de opiniões pessoais, mas, do que há de mais recente em pesquisas científicas sobre educação de filhos.
ENTREVISTA NA VEJA
O que falta é afeto
Psicóloga diz que educar dá trabalho e que
os pais fazem mal aos filhos com punições
sem lógica e às vezes até cruéis

Daniela Pinheiro

Jair da Rocha
"Tem-se a impressão de que os pais são tolerantes demais com os filhos. Descobri o contrário"
A maioria dos pais se martiriza com questionamentos intermináveis sobre como criar os filhos. Por mais que evitem, estão sempre esquadrinhando seu comportamento. Estariam sendo muito duros? Muito permissivos? Muito autoritários? Como agir em determinada situação? Para a psicóloga Lidia Weber, de 46 anos, o tema é uma fonte inesgotável de indagações das quais já se consolidaram, felizmente, algumas certezas. Autora de seis livros sobre relações intrafamiliares, coordenadora de um programa de dinâmica familiar na Universidade Federal do Paraná, ela costuma aconselhar seus alunos e os pais que a procuram da seguinte maneira: "Siga sua consciência, obedeça a seus valores". É essa a maneira de educar. Para ela, o sucesso na criação passa pelo fortalecimento da auto-estima das crianças. E isso se faz, ao contrário do que diz o senso comum, mais com elogios do que com punições. "Muitos pais não sabem elogiar. Têm vergonha", diz. Casada, mãe de três filhos entre 10 e 16 anos, Lidia – que nunca apanhou dos pais e nunca bateu nos filhos – é uma entusiasta do castigo e uma inimiga da palmada, que ela considera dispensável mesmo nas situações de limites.
Veja – Por que os pais parecem tão assustados com a tarefa de educar os filhos?

Lidia – Acho que há duas razões principais. Primeiro, pela realidade mesmo. Somos todo o tempo bombardeados com notícias sobre violência. Isso dá muito medo. Outra razão eu acho que se deve ao que chamo de quebra da solidariedade entre os adultos. Antes, tínhamos a sensação – e era verdade – de que poderíamos contar com outras pessoas para cuidar do bem-estar de nossos filhos. Os vizinhos, os parentes, os professores faziam parte dessa rede de segurança. Hoje isso não existe mais. É cada um por si. O perigo pode morar ao lado. Esse medo do "outro" é a expressão mais tangível da paranóia dos pais.
Veja – Qual a melhor maneira de os pais lidarem com esses medos?

Lidia – Acho fundamental a retomada da rede de segurança. Contar com os avós, com amigos próximos. Voltar a aprender a confiar. Isso conforta e dá segurança. Os pais também têm de se focar. Gasta-se muito tempo com preocupações menores. Se o filho não comeu verdura, se o outro deixou os tênis espalhados pelo quarto, se a filha saiu sem casaco, e por aí vai. Isso não quer dizer nada. Só provoca angústia e insegurança nos pais e nos filhos. Antes de fazer tantas ressalvas, questione-se: "Isso realmente é crucial?" ou "Que lição meu filho vai levar disso?". Às vezes, a obsessão com a segurança pode ser mais danosa que os próprios riscos.
Veja – Livros de auto-ajuda ou de como criar os filhos vendem como nunca. Eles são úteis?

Lidia – Depende. A maioria dos pais ignora a fase de desenvolvimento dos filhos. Se soubessem como são os comportamentos típicos de cada idade, educar ficaria mais fácil. Por exemplo: é normal um menino de 6 anos querer comer com a mão. É normal chegar à adolescência e, durante uma briga, dizer que odeia os pais. Ciente disso, fica mais fácil gerenciar, lidar com essas questões. Ao contrário, tudo pode se tornar um drama. A mãe pensa: "Ah, vou deixar minha filha fazer o que ela quiser, porque eu não agüento ouvir isso". Os livros são úteis para isso. Para informar como é uma criança, um adolescente. Mas livros que falam como fazer seu filho ficar rico ou virar um gênio não podem ser levados a sério.
Veja – Por quê?

Lidia – Porque não existe um padrão, um modelo em que se possa enquadrar todo mundo. Esses livros servem para aliviar a culpa de alguns pais. Eles acham que lendo um manual vão aprender a ser perfeitos. Os pais sentem muita culpa porque passam muito tempo longe dos filhos. Mas é uma realidade hoje. É preciso ter noção de que seu filho não vai virar um desajustado porque não está 24 horas a seu lado. Nem ele nem os amiguinhos ficam tanto com os pais. Dito assim, parece óbvio, mas os pais devem educar os filhos de acordo com seus valores pessoais, não pelo valor dos autores de livros. Têm de entender que só eles são capazes de tomar decisões e passar valores para suas crianças.
Veja – A senhora costuma dizer que não há pais permissivos, há pais negligentes e com pouco afeto. Por quê?

Lidia – Fizemos várias pesquisas na Universidade Federal do Paraná com cerca de 1 500 crianças de escolas públicas e particulares. Hoje, tem-se a impressão de que a maioria dos pais é tolerante demais. Descobrimos o contrário. Há muito pouco afeto em jogo.
Veja – Qual o maior dilema dos pais?

Lidia – Sem dúvida, é a questão de bater ou não bater. Porque a maioria apanhou, e quem apanhou acha normal bater. A outra dificuldade é sobre questões cotidianas, que a gente chama de supervisão inadequada, excessiva. Os pais estão estressados, têm pouca paciência. É muito mais eficiente dizer: "Olhe, eu vou chamar você uma vez para almoçar. Se não vier agora, só vai comer na próxima refeição".
Veja – A senhora coloca a palmadinha de leve no mesmo patamar de uma surra? Não é exagero?

Lidia – O princípio é o mesmo: eu uso o poder e a força para obrigar você a parar de fazer alguma coisa. Em 99% dos casos a palmada é usada quando os pais estão com raiva. Isso aumenta o risco de a punição se transformar em maus-tratos porque você está descontrolado. O único resultado positivo da palmada é que a criança pára de perturbar na hora. E esse é um dos aspectos perversos do tapa: por ter efeito imediato, os pais o utilizam com muito mais facilidade e freqüência. Há um estudo da professora Elizabeth Gershoff, da Universidade Columbia, provando o mal da palmada a longo prazo. Há dez aspectos negativos observados para cada um positivo. Mulheres que apanharam dos pais na infância costumam encarar com mais naturalidade a violência do marido, por exemplo. Há uma ligação estreita com o aumento de agressividade, de comportamento delinqüente e anti-social.
Veja – Estamos falando de uma palmadinha...

Lidia – Ainda assim. No estudo de Gershoff é feita essa diferença. São várias análises que levam em conta o que se chama de punição normativa e o abuso físico de fato. Então, alguém pode dizer: "Eu apanhei dos meus pais e não sou anti-social". Tudo bem. Mas isso não prova muita coisa. A pesquisa é mais esclarecedora nesses casos porque reflete o que ocorre com a maioria das pessoas. É claro que, se você leva um tapinha mas é estimulado em casa a ter uma boa auto-estima, não vai virar um marginal. Se os pais forem muito competentes e usam uma palmadinha de vez em quando, isso não causa prejuízo. Mas eu pergunto: se são tão competentes, por que precisam bater?
Veja – E o castigo?

Lidia – O castigo é muito eficiente. A retirada de privilégios é uma conseqüência lógica: "Você chegou às 11 da noite, era para chegar às 10, então da próxima vez vai chegar às 9". O filho precisa de regras, pois a vida adulta é cheia delas. Com adolescente, saber negociar também é vital. Outro dia, minha filha foi advertida na escola porque não fez a tarefa. Ela mesma veio até mim e disse: "Então, vamos ver o castigo que eu posso ter. Vai ter a festa da fulana, então eu não vou à festa". Causa e conseqüência. Isso vem de berço. É uma doutrina que se ensina desde pequeno.
Veja – Qual o grande erro dos pais na hora de castigar?

Lidia – É quando não conseguem estabelecer regras coerentes de acordo com a idade, e consistentes de acordo com sua conduta. Você não pode dar um castigo conforme o seu humor. Por exemplo, aquela mãe que, depois que uma criança aprontou algo, começa a berrar: "Vai ficar um mês sem usar a internet!" ou "Vai ficar uma semana sem sair de casa!". É quase impossível manter isso. Então, só imponha castigos que você pode cumprir. Do contrário, seu filho vai perder a confiança e o respeito por você.
Veja – Há técnicas eficientes de castigo para cada idade?

Lidia – Com crianças menores, há técnicas eficientes como otime out. É o famoso ficar no quarto trancado ou sentado sem levantar ou falar por alguns minutos. É preciso ter muito controle porque a criança pode chorar e berrar e você tem de se manter firme. Crianças nessa idade querem muita atenção. É nesses poucos minutos que elas vão sentir a pena. Calcule um minuto por ano. Três anos, três minutos de castigo. O que conta é que haja conseqüências imediatas.
Veja – E se você está no shopping com seu filho de 6 anos, ele se joga no chão, começa a berrar feito louco porque quer um tênis de 300 reais? Como falar "Vamos conversar, meu filho" com o menino dando um escândalo?

Lidia – Você não vai falar isso na hora. Até porque vai estar com raiva também. Segure-o pelo braço e leve-o embora dali. Quando ele se acalmar, mostre as conseqüências da má atitude dele. Criança não nasce chata. Ela fica chata por causa dos pais. Se a criança faz birra e os pais cedem para se ver livres do escândalo, eles estão recompensando esse comportamento. Aí vira aquela criança insuportável, da qual os pais mesmos vão se afastar e dizer: "O gênio dela é ruim". Não existe isso.
Veja – Os pais têm preguiça de ensinar?

Lidia – Eles têm de argumentar, o que é mais complicado. Dá muito mais trabalho do que simplesmente dizer não. Se seu filho quer um tênis de 300 reais "porque todos os amigos têm" e você não vai comprar, explique as razões. Diga que não é com um tênis que ele vai se tornar alguma coisa ou que é contra seus princípios pagar tão caro por um sapato ou simplesmente que você não tem o dinheiro. Mas diga o motivo sincero. Você não pode sair de lá e cinco minutos depois comprar uma bolsa de 500 reais para você.
Veja – Como convencer pais que trabalharam o dia todo, brigaram com o chefe, passam por uma crise no casamento a chegar em casa e ter ânimo de argumentar com as crianças?

Lidia – Educação é trabalho. Se você tem um relatório para entregar para seu chefe no dia seguinte, você vai virar a noite, mas vai escrevê-lo. Se está com TPM mas tem uma reunião decisiva, você toma um comprimido e vai. Por que muitas pessoas não têm esse empenho quando se trata de educar suas crianças? É o que chamamos de "investimento parental". Tem de investir, tem de fazer um esforço, tem de dar a real importância a esse tempo com os filhos. Mas, se você não conseguir um dia ou outro, também não é o fim do mundo.
Veja – E se os pais nunca fizeram isso? É possível mudar o comportamento depois de muitos anos?

Lidia – Há uma técnica que chamamos de quadrinho de recompensas, em que você foca nas coisas positivas feitas pela criança. É muito eficiente se usada depois dos 4 anos. Liste todas as tarefas que você considera positivas. Pode colocar até arrumar a cama, escovar os dentes, comer tudo. Quando a criança fizer isso, ela mesma vai até o quadrinho e se dá uma estrela. Quando um pai permissivo resolve mudar de atitude, a criança piora o comportamento no primeiro momento. Ela vai tentar obter a atenção com as armas que usava antes. Se fazia birra, vai fazer ainda mais. Então, tem-se de agüentar esse começo.
Veja – Existe um caminho de como fazer de seu filho um adulto feliz?

Lidia – Fortalecer a auto-estima. É surpreendente, mas a maioria dos pais tem dificuldade de elogiar seu filhos. Eles temem parecer falsos. Mas é preciso insistir até conseguir. Se dois irmãos estão brincando e eles costumam brigar, em vez de dizer "Até que enfim, vocês estão brincando", diga: "Que bom, vocês estão brincando juntos". Sem sarcasmo, sem provocação. Os pais devem sempre mostrar que o amor deles pelos filhos é incondicional. Aquela coisa de dizer: "Ah, se você não comer tudo não vou mais gostar de você" mina a auto-estima da criança de um jeito quase irreversível. A criança tem de contar com o seu amor, mesmo que ela faça algo errado.
Veja – Como fazer com que seu filho confie em você?

Lidia – Ouça, não julgue. Não avalie seu filho pelos seus padrões. Se sua filha vier lhe contar que "ficou" com dois meninos numa festa, não faça escândalo. O mundo mudou. Hoje isso é plenamente aceitável. Se você brigar, ela nunca mais lhe contará nada. Mas, se ela contar que transou com dois, aí é outra coisa. Seu papel é explicar que isso não é aceitável. Exponha as causas e as conseqüências de tal atitude, mas sem puni-la. Ensine desde a tenra idade seu filho a falar sobre si próprio.
Veja – O que é fundamental na relação entre pais e filhos?

Lidia – Afeto, envolvimento, participação, saber quem são os amigos. É preciso monitorar. Não é ligar para o celular da criança ou adolescente a cada dez minutos. É mostrar que você se importa, que participa da vida deles, mesmo que, num primeiro momento, isso pareça intromissão. Não tenha dúvida: no futuro, eles agradecerão.

sábado, 8 de setembro de 2012

EU NÃO VEJO COM BONS OLHOS... E VOCÊ?

Na língua culta, o correto é que haja correspondência entre o pronome e o verbo.

IMPERATIVO:

Segunda pessoa = “VEM para a Caixa TU também” 
ou 
Terceira pessoa = “VENHA para a Caixa VOCÊ também”


DEFENDEM que se tratando de uma peça publicitária, assim como na música e na poesia, há liberdades linguísticas. É a famosa licença poética onde o conceito de certo ou errado não se aplica. O que vale é a expressividade. Será? E o poder educacional de uma peça publicitária fartamente divulgada na grande mídia? 

EU NÃO VEJO COM BONS OLHOS... E VOCÊ?

Inveterados cínicos, grandes hipócritas ou autistas alienados?

Desculpem-me o infantil desabafo, mas acho que somos inveterados cínicos, grandes hipócritas ou autistas alienados. Sempre tem honrosas exceções, lógico, mas basta um simples passeio pela cidade e notamos um abismo entre o que repetidamente todos falam (principalmente por esta querência do facebook) e o que vemos nas ruas e no convívio social.

Motoristas egoístas e irresponsáveis (carros caros...!?! foi-se o tempo em que dinheiro representava bom berço e boa educação!), filas furadas, cachorros grandes sem focinheiras (ele manso... mas é um animal e como irracional pode ter ações/reações inesperadas, sem falar da insegurança que os outros passam. Noutro dia ainda, um recém-renomado jurista curitibano que anda por aqui postando fotos do seu enorme cachorro solto pelas ruas, ao ser questionado, afirmou que não cumpria a Lei da focinheira pois não concordava com ela... PODE? e é criminalista!), carros parados em filas duplas ou em cima do passeio (sempre é rapidinho!), em vagas de idosos ou deficientes... e é daí para pior! E ai de quem reclame... mas omissão não é cumplicidade? Dilema...

Falamos, gritamos, reclamamos dos políticos corruptos mas tudo isto, todas estas desobediências civis, toda vez que coloco o meu interesse à frente do pacto social, estou corrompendo o sistema, ou seja, sou corrupto! Políticos não são extraterrestres, são pessoas da sociedade que assumem cargos públicos e levam consigo os seus parâmetros morais.

Nunca é demais lembrar que IDIOTA na Grécia antiga era quem colocava seu interesse particular à frente do interesse coletivo. Vivemos um mundo de idiotas!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Nossa Senhora da Luz dos Pinhais e a Fundação de Curitiba

“No seio dos Pinhais”... 

Tudo isso vai a esfuminhar-se em lenda... 
-“Aqui!” o bugre disse e a gente aventureira 
No seio dos Pinhais, com a luz por padroeira, 
Plantou de Curitiba a originária tenda. 

Floriu. Outra pepita: o trigo na moenda 
Tosca avisou exausta a antiga faisqueira... 
Depois – filhos e heróis daqui, quanta bandeira
Foi tecer dos sertões a epopéia estupenda! 
(Euclides Bandeira)

Na Vilinha, às margens do rio Atuba, havia uma imagem de Nossa Senhora da Luz na capela deste primeiro vilarejo de Curitiba. Porém, todas os dias essa imagem amanhecia voltada para a mesma direção (não adiantava mudar a santa de posição porque ela se virava para aquele lugar). Esta situação inusitada foi interpretada como a vontade de Nossa Senhora em criar uma cidade naquele lugar. O cacique dos índios tingui, o Tindiquera, guiou até o local onde teria colocado uma vara de Arueira no chão, dizendo "Taki Keva - Coré Etuba", que significaria "Aqui muito pinhão". Essa vara teria brotado e virado uma frondosa árvore, sendo este o marco zero da cidade de Curitiba, atual Praça Tiradentes.
Dicionário de Curitibanês 
e Curitibanices
Autor: Anthony Leahy
Páginas: 54 pgs.
Ano da Publicação: 2010
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 20,00

 
SINOPSE
Expressões, Gírias, Curiosidades, História, Memória e o jeito de ser e ver do mundo 
dos Curitibanos. Indispensável para quem é de fora e imperdível para quem é daqui!
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 CAPAZ!, GURIA...
ESCUTE! SEU PIÁ PANÇUDO...
Mais de 5 MIL exemplares vendidos!
Também, lá você encontra as Balas Zequinha, Jogo de Búrico, Setra... 
e mais de 500 palavras e expressões tipicamente curitibanas. 
E de ynhapa, ainda leva a História e as histórias - curiosidades de 
todas as épocas - de Curitiba (CASA FERES:PEQUENA POR FORA E 
GRANDE POR DENTRO - CASAS DAS MEIAS, TEL 666 - HM: DO RIO 
GRANDE AO GRANDE RIO - MARIA DO CAVAQUINHO - TRAVESTI GILDA - 
OTÍLIA - PIÁ DE PORÃO - PIÁ DE PRÉDIO - NHÔ BELARMINO E 
NHÁ GABRIELA E AS MOCINHAS DA CIDADE - CAFÉ ALVORADINHA - 
PEDRA DA GAZETA...
OU SEJA: É CURITIBANÊS MAIS CURITIBANICES!
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Curitiba nas curvas do tempo
Autor: Anthony Leahy
Páginas: 60 pgs.
Ano da Publicação: 2008
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 20,00

 
SINOPSE
Fragmentos da História e da crônica cotidiana de Curitiba. 
Locais, personagens, políticos, fatos, costumes, cultura... 
um passeio pelo tempo...

Pense nisto e repense suas atitudes!

Para fechar a semana da pátria, fica a reflexão acima. 
Afinal, os políticos, e corruptos em geral, não são extraterrestres... 
São amostragem do que somos enquanto sociedade. 

Meu caminho pelo mundo Eu mesmo traço A Bahia já me deu Régua e compasso Quem sabe de mim sou eu!

Eu sou amante da gostosa Bahia, porém 

Pra saber seu segredo serei baiano também.

Dá licença, de gostar um pouquinho só 
A Bahia eu não vou roubar, tem dó! 

Ah! Já disse um poeta que terra mais linda não há 

Isso é velho e do tempo em que se escrevia Bahia com H!

VISTA AÉREA DO FAROL DA BARRA
Viajo amanhã para renovar as forças nas terras sagradas da Bahia de Todos os Santos! Mais de dois anos que não recebo a benção do Senhor do Bonfim e nem rego as minha raízes com água da fonte. Como CuritiBaiano, preciso de um equilíbrio entre pinheiro e coqueiro. Apesar de ser uma viagem de trabalho onde tenho reunião com o Secretário de Justiça e com o Secretário de Educação, além de visitas ao Instituto Histórico e à Academia de Letras, como faço o que gosto nunca trabalho e ainda posso matar a saudade e renovar o espírito. 

Tentarei postar algumas matérias e fotos sobre as minhas andanças soteropolitanas. Mas, para deleite, já posto alguns pontos turísticos essenciais.  
BAIA DE TODOS OS SANTOS VISTA DO ELEVADOR LACERDA
 VISTA A PARTIR DO ELEVADOR LACERDA - POR DO SOL
VISTA DA FONTE DA RAMPA DO MERCADO MODELO
VISTA DO ELEVADOR LACERDA E CIDADE ALTA A PARTIR DA CIDADE BAIXA
VISTA FRONTAL DO MERCADO MODELO

FORTE SÃO MARCELO E QUEBRA MAR
VISTA AÉREA DO FORTE SÃO MARCELO E DO MERCADO MODELO
OUTRA VISTA DO FORTE SÃO MARCELO

POR DO SOL NO FORTE SÃO MARCELO
 FAROL DA BARRA
VISTA FRONTAL FAROL DA BARRA
POR DO SOL NA ORLA DA BARRA COM FAROL AO FUNDO
 VISTA DA ORLA DA BARRA COM O FAROL AO FUNDO
PELOURINHO
PELOURINHO
PELOURINHO - TERREIRO DE JESUS
MIRANTE DA PRAÇA DA SÉ
PRAÇA DA SÉ - PALÁCIO DOS ESPELHOS
PRAÇA CASTRO ALVES
PRAIA DA RIBEIRA - CIDADE BAIXA
FAROL DE ITAPUÃ
DIQUE DO TORORÓ - ORIXÁS
DIQUE DO TORORÓ - ORIXÁS
ORLA MARÍTIMA
LAGOA DO ABAETÉ
TABULEIRO DA BAIANA - ACARAJÉ

A grande maioria dos hinos pátrios enfatiza fatos e feitos heroicos, a bravura, os aspectos guerreiros, esquecendo da importância da cultura desse povo e a sua esperança no futuro em dias mais luminosos. O Hino Nacional Brasileiro, nas suas estrofes, inspira o valor do povo e mostra quão maravilhoso e imenso é este país com privilegiada natureza, sem acidentes e incidentes naturais expressivos, com florestas exuberantes, rios caudalosos, longo e luminoso litoral, riquezas minerais, um território continental, num “berço esplêndido ao som do mar e à luz de um céu profundo”.

Capa do livro: Em Defesa do Hino Nacional Brasileiro, Organizadores: Maria Beatriz Balena Duarte, João Luiz MedeirosEm Defesa do Hino Nacional Brasileiro
Pedro Nicolau Pinto, 118 pgs.
Publicado em: 29/6/2007
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853621636-2
Preço: R$ 30,00

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.           
SINOPSE
"Quando me deparei, na internet, com a publicação de uma análise do Hino Nacional Brasileiro por alunos da USP, agora formados professores de História, os quais diziam estar o Hino Nacional eivado de irregularidade, repleto de erros, propugnando inclusive pela sua extinção, não pude furtar-me a oportunidade de contestá-los da forma mais veemente. Apontam aqueles críticos (assim se intitulam) que o nosso Hino Nacional contém 16 erros e passam a analisá-lo, dando suas versões, mas, desde o início, pela simples leitura de suas exposições, nota-se que longe estão de fazer qualquer crítica ou análise, mesmo porque, para fazê-la, cometeram 77 erros ortográficos e concordâncias gramaticais, excetuando-se pontuações desnecessárias. Não merece fé nem credibilidade quem, apontando 16 erros, comete 77 para corrigi-los, dando interpretação errônea a sinônimos tão ricos de nossa língua. Embora contendo poucas páginas e sem pretensão de esgotar o assunto, acredito que alunos, professores e quem mais venha a tomar conhecimento desta defesa, por certo despertarão para um civismo mais intenso no que diz respeito à forma e à maneira de entoá-lo."  Pedro Nicolau Pinto - Autor

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"Perante o nascer da aurora, os mistérios do mar e da tormenta, as belezas da natureza, o pavor do fogo abrasador, o amor à terra, o louvor às divindades, às glórias do povo, suas conquistas, feitos heróicos e bravura, o poeta procurou expandir em efeito sonoro, o seu respeito, admiração e entusiasmo. Desde a antiguidade o homem cultiva o aspecto poético e musical, produzindo o Hino. Muitos são cânticos glorificando as divindades mitológicas e os santos e sua dedicação a obras pias, outros são essencialmente guerreiros, exaltando a bravura e o destemor de um povo, incitando-o à guerra. A grande maioria dos hinos pátrios enfatiza fatos e feitos heróicos, a bravura, os aspectos guerreiros, esquecendo da importância da cultura desse povo e a sua esperança no futuro em dias mais luminosos. O Hino Nacional Brasileiro, nas suas estrofes, inspira o valor do povo e mostra quão maravilhoso e imenso é este país com privilegiada natureza, sem acidentes e incidentes naturais expressivos, com florestas exuberantes, rios caudalosos, longo e luminoso litoral, riquezas minerais, um território continental, num “berço esplêndido ao som do mar e à luz de um céu profundo”. O autor, agora despertado sobre as origens do nosso Hino, procurou reunir em uma só obra tudo o que se refere ao assunto motivo de sua pesquisa. Foi às fontes mais primárias, corrigiu e explicou as diferenças, juntando as comprovações, manteve uma preocupação em apresentar não mais uma obra, mas compilar com rigor a exatidão as informações. É um trabalho de valor que servirá como bússola para aqueles que se dedicam ao estudo desse assunto patriótico. " - Ernani Costa Straube - Do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e da Academia Paranaense de Letras.