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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
DIA DO RADIALISTA: 21 DE SETEMBRO OU 07 DE NOVEMBRO?
Por Ubiratan Lustosa, Radialista;
Na verdade, a Radiodifusão é de importância imensurável. E o homem de Rádio que leva a sério a sua profissão, que nela crê e a ela se dedica, presta um serviço de inestimável valor à coletividade e faz jus a essas comemorações.
No dia 21 saudamos os radialistas. No dia 25 homenageamos os radiodifusores, os proprietários de Emissoras. É muito grande a sua luta, são enormes os investimentos necessários, não é fácil a seleção de profissionais, são preocupantes as despesas enormes que se repetem todos os meses. Com tantos compromissos, não foram poucos os que desistiram no meio da jornada.
Durante muito tempo o Dia do Rádio, ou da Radiodifusão, e o Dia do Radialista foram comemorados juntamente, em 21 de Setembro que é também o Dia da Árvore. A celebração teve início em 1945, quando um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas fixou os níveis mínimos de salário dos trabalhadores em empresas de radiodifusão.
Nos anos 80, por ocasião do IV Congresso Brasileiro de Radiodifusão, realizado na Bahia, os proprietários de Emissoras decidiram estabelecer uma data para comemorar em separado O Dia da Radiodifusão. Escolheram 25 de Setembro, pois nesse dia nasceu Roquette-Pinto. Edgard Roquette-Pinto, médico, antropólogo e professor, nascido em 1.884, fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1923.
Dessa forma, passamos a comemorar em 21 de Setembro o Dia do Radialista e em 25 desse mês o Dia do Rádio, ou da Radiodifusão.
Dessa forma, passamos a comemorar em 21 de Setembro o Dia do Radialista e em 25 desse mês o Dia do Rádio, ou da Radiodifusão.
Mais recentemente, em decreto assinado pelo Presidente Lula, foi instituído no calendário de efemérides nacionais o Dia do Radialista a ser comemorado em 7 de Novembro, data de nascimento do compositor, músico e radialista Ary Barroso.
Costumes não se criam por decreto e em razão disso continuo recebendo e enviando cumprimentos na data original da qual todos os radialistas gostam: 21 de Setembro.
Costumes não se criam por decreto e em razão disso continuo recebendo e enviando cumprimentos na data original da qual todos os radialistas gostam: 21 de Setembro.
Na verdade, a Radiodifusão é de importância imensurável. E o homem de Rádio que leva a sério a sua profissão, que nela crê e a ela se dedica, presta um serviço de inestimável valor à coletividade e faz jus a essas comemorações.
Seja na informação precisa e imediata, seja no aviso de utilidade pública, seja no lazer proporcionado pelos programas que divertem e deleitam, seja na orientação dada, na cultura difundida, na transmissão dos eventos esportivos, seja nas mensagens de paz e amor e fraternidade, o profissional de Rádio presta um grande serviço à nação.
E não são apenas os locutores, os comentaristas, os noticiaristas, os repórteres, aqueles apresentadores que vocês ouvem, que desempenham papel importante na Radiodifusão. Há todo um exército de pessoas cujos nomes vocês nem conhecem, cuja voz vocês nunca escutam e que estão dia e noite, domingos e feriados, trabalhando para que a Emissora possa fazer suas transmissões. São os proprietários e diretores das empresas de radiodifusão, os técnicos, os operadores, o pessoal da área artística, os redatores e produtores, os integrantes do setor comercial e da administração, muita gente mais, compondo uma colmeia que não pára, que trabalha, produz e realiza, fazendo-se merecedora de admiração e respeito.
E não são apenas os locutores, os comentaristas, os noticiaristas, os repórteres, aqueles apresentadores que vocês ouvem, que desempenham papel importante na Radiodifusão. Há todo um exército de pessoas cujos nomes vocês nem conhecem, cuja voz vocês nunca escutam e que estão dia e noite, domingos e feriados, trabalhando para que a Emissora possa fazer suas transmissões. São os proprietários e diretores das empresas de radiodifusão, os técnicos, os operadores, o pessoal da área artística, os redatores e produtores, os integrantes do setor comercial e da administração, muita gente mais, compondo uma colmeia que não pára, que trabalha, produz e realiza, fazendo-se merecedora de admiração e respeito.
No dia 21 saudamos os radialistas. No dia 25 homenageamos os radiodifusores, os proprietários de Emissoras. É muito grande a sua luta, são enormes os investimentos necessários, não é fácil a seleção de profissionais, são preocupantes as despesas enormes que se repetem todos os meses. Com tantos compromissos, não foram poucos os que desistiram no meio da jornada.
Recebam nosso abraço, heroicos radialistas e radiodifusores. Recebam a nossa homenagem e os nossos votos de sucesso.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
V LITERATYBA - JURUÁ SEMEANDO LIVROS
25/09/2012 - 19H00 - PALACETE DOS LEÕES
A Juruá Editora e o BRDE - Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul convidam para o evento onde será entregue o PRÊMIO LITERATYBA DE RESPONSABILIDADE CULTURAL para as personalidades abaixo que se destacaram na promoção da cidadania a partir da democratização do saber, valorizando os autores e a cultura nacional:
ALADIM LUCIANO - ALESSANDRO CASAGRANDE - WILLY SCHUMANN - JOCELINO FREITAS - LUIZ FRANÇA - PAULO 'FIGARO' JOSÉ DA COSTA - LEON KNOPFHOLZ - ADÉLIA WOELLNER - NEYD MONTINGELLI
Durante o evento serão lançadas as seguintes obras:
Resolução Alternativa de Conflito: Complexidade, Caos e Pedagogia - O Contemporâneo Continuum do Direito
Nadia Bevilaqua Martins
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A Magia da Dança dos Tangarás
(Rastros da Memória) - Crônicas
Reginaldo França
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Manual de Contabilidade - Plano de Contas, Escrituração e as Demonstrações Financeiras de Acordo com as IFRS
Wilson Alberto Zappa Hoog
Revista e Atualizada, 2ª Edição
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Demonstrações Contábeis e Financeiras
Aspectos Essenciais à Luz dos Novos Padrões de Contabilidade
Wilson Alberto Zappa Hoog
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Prova Pericial Contábil - Teoria e Prática
Wilson Alberto Zappa Hoog
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Código Civil - Especial para Contadores
Livro II - Do Direito da Empresa - Comentado Wilson Alberto Zappa Hoog
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Manual de Auditoria Contábil - Teoria e Prática
Abordagem da Auditoria nas Sociedades Limitadas e Anônimas - 5a. Edição - Revista e Atualizada
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Everson Luiz Breda Carlin
Revista e Atualizada, 2ª Edição
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Constituições do Brasil - 1824-1988
Documento Histórico
Organizador: Antonio Devechi
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Prática Processual Penal - Passo a Passo Com Exercícios e Modelos Práticos Para Concursos e Exame da OAB - 9a. Edição - Revista e Atualizada
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Exame de Ordem e Concursos - Prova Objetiva
Antonio Devechi
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A Dermatologia e o Relacionamento Médico-Paciente
Aspectos Psicossociais e Bioéticos
Katlein França
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Direitos Humanos
e Cidadania no Pensamento de Hannah Arendt
Iara Lúcia Santos Mellegari
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Adoção - O Amor faz o Mundo Girar mais Rápido
Hália Pauliv de Souza
Renata Pauliv de Souza Casanova
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Hália Pauliv de Souza
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Grandes - Álvaro de Campos
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.
Grandes são os desertos, minha alma!
Grandes são os desertos.
Grandes são os desertos.
Não tirei bilhete para a vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,
Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ser que ser assim.
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ser que ser assim.
Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.
Mas tenho que arrumar mala,
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.
Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.
Tenho que arrumar a mala de ser.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Ergo-me de repente todos os Césares.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.
Grandes são os desertos e tudo é deserto,
Salvo erro, naturalmente.
Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!
Salvo erro, naturalmente.
Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!
Mais vale arrumar a mala.
Fim.
Fim.
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