quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Instituto Memória: 10 anos construindo pontes e derrubando muros!

Duas necessidades essenciais dominam a existência do ser vivo: nutrir-se para viver no espaço; reproduzir-se para viver no tempo. Enquanto animal superior, os seres humanos também obedecem às essas premissas, porém dentro de um contexto mais amplo: Além de alimentar-se e reproduzir-se, sobrevivendo e perpetuando o seu DNA, precisa nutrir-se de informação para alimentar a sua civilidade e gerar conhecimento perpetuando sua visão de mundo.
Se a natureza fez-nos desprotegidos pelo instinto, brindou-nos com a capacidade de comunicação, produção e transmissão de conhecimento.  Somos o único animal que não vive aprisionado no eterno agora, subjugados ao meio ambiente. Muito pelo contrário, fazemos conexões intertemporais, refletimos e aprendemos. Somos criadores e criaturas. Somos agentes do nosso próprio destino, um ser inconcluso, em eterna autoconstrução. E neste processo, emprestamos sentido ao nosso agir e significação a tudo que nos relacionamos. Geramos o amanhã. Reinventamos o existir.
Este conhecimento sociologicamente construído e historicamente formulado tem como propósito atender às necessidades da vida no tempo e no espaço. Faz parte da nossa natureza o querer descobrir, o querer conhecer e o compartilhar. Precisamos saber! Negar-nos a possibilidade de aprender é negar-nos a própria condição humana. E na negação da condição humana surge a barbárie, a violência e todas as mazelas da sociedade.
O Instituto Memória busca incentivar a produção e democratização do saber como forma de promover o desenvolvimento humano e intelectual da sociedade. Temos o ser humano como ponto de partida e meta de todos os nossos esforços, respeitando a perspectiva do equilíbrio entre as necessidades humanas com o ecossistema do qual faz parte.
Acreditamos que a integração entre povos se constrói de forma ética e solidária a partir do resgate e convalidação das diferenças culturais como forma de fortalecer e enriquecer a própria humanidade. Somente a cultura permite quebrar preconceitos e superar barreiras ideológicas.
Defendemos que o livro, enquanto substrato da cultura é o instrumento mais eficaz para a democratização dos saberes, para a interação entre os povos e para a consolidação do desenvolvimento humanitário, técnico e científico que impulsiona o processo civilizatório.
Enxergamos que a dialogicidade que o livro estabelece, entre as diferentes culturas, permite a superação dos limites impostos pela geografia e pelas normas, viabilizando que a integração entre os povos se faça de forma ética e sustentável, formando indivíduos reflexivos e autônomos, comprometidos com os valores que lhe permitam alcançar seus objetivos sem ferir os valores do outro.
Sustentamos que os países são tão mais fortes e ricos, quanto mais cultos e autônomos são os seus cidadãos, verdadeiro capital estratégico.
Então, damos Vez e Voz a cultura nacional e mundial, defendemos a pluralidade a partir do resgate e promoção das identidades, incentivamos o surgimento dos novos talentos e democratizamos, com a publicação de livros, o saber que promove a condição humana à sua verdadeira dimensão e dignidade.
Parafraseando o Mestre Rubens Alves: "Escrever é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra."

Anthony Leahy – Editor

BRDE - INSTITUTO MEMÓRIA: CALENDÁRIO 2013 DE EVENTOS


Prezados Amigos Autores, Leitores e Parceiros;

Informamos o calendário de eventos 2013 da parceria INSTITUTO MEMÓRIA com o BRDE – ESPAÇO CULTURAL PALACETE DOS LEÕES, que entra no seu terceiro ano consecutivo, tendo realizado praticamente 10 eventos por ano e tendo lançado mais de 150 novas obras literárias.

  • MARÇO - 26
  • ABRIL - 30
  • JUNHO - 11
  • JULHO-16
  • AGOSTO - 20
  • SETEMBRO - 24
  • OUTUBRO - 29
  • DEZEMBRO - 13

Em breve liberaremos o cronograma de eventos em outros estados. Já estamos finalizando a programação para São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Em 2013 retomaremos a proposta de fazer os lançamentos dos livros concomitantemente com apresentações musicais, de dança e declamação de poesia. Já realizamos apresentação de Tango, os Meninos Cantores de Angola, Declamação de Trovas Gaúchas, entre outros.

Nosso lema em 2013 será USAR A CULTURA PARA CONSTRUIR PONTES E DESTRUIR MUROS! Pontes entre almas e muros da ignorância, preconceito e indiferença!
Livros - Revistas - Eventos - Palestras
10 anos usando a cultura para construir pontes e derrubar muros!
Editora Destaque Nacional pela Câmara Brasileira de Cultura

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

NOSSO PAPEL DE EDITOR!

Viva o contraditório! Uma sociedade livre se constrói no debate. Fora do debate não existe reflexão inteligente e sim mera submissão. Enquanto Editor, cabe-me garantir a Vez e Voz a todos, incentivando o choque de ideias e ideais. Só assim construiremos uma sociedade realmente civilizada e justa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

AVISO PÚBLICO: SEMEANDO LIVROS & INSTITUTO MEMÓRIA FICAM INDEPENDENTES!



ados Amigos, Autores, Leitores e Parceiros;

“Viver é lutar. 

A vida é combate, 

Que os fracos abate, 

Que os fortes, os bravos Só pode exaltar.”


Comunicamos que a parceria da JURUÁ EDITORA com o INSTITUTO MEMÓRIA para os segmentos de Literatura, Cultura e História – Selo Editorial Semeando Livros que respondo como editor – termina agora em dezembro/12. 
Portanto, só estarei à frente da Juruá Semeando Livros até final de Dezembro próximo. A partir de 2013 cada editora retornará à sua atuação autônoma e independente. 
Aviso a todos os meus amigos, parceiros, leitores e autores, deixando público e notório que - em 2013 - não mais responderei pela Juruá e seus projetos, voltando a responder como EDITOR EXCLUSIVO do INSTITUTO MEMÓRIA.
Forte abraço,
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Anthony Leahy – Editor
E-MAIL: editora@institutomemoria.com.br 
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Anthony Leahy – Editor
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editora@institutomemoria.com.br

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

PAPEL DA ÉTICA FRENTE À MORTE, pelo Dr. Waldo Robatto


“Fomos ajudados para nascer, 
indiscutivelmente também precisamos ser ajudados para morrer.”

Ninguém, sem qualquer dúvida, é o “Dono da Verdade” diante a persistente complexa questão da Eutanásia, a morte piedosa, entre outros sinônimos etimológicos: morte sem agonia, sem dor, morte calma, serena, etc. Idem, para com a Distanásia, neologismo antônimo da Eutanásia, ato defeituoso de prolongamento exagerado do processo do morrer de um paciente . “Obstinação Terapêutica”, medicação fútil, inútil, através a qual, enfim, busca-se desesperadamente curar o impossível, a morte!
Inadmissível, imperdoável, desumano é ainda neste novo século XXI esses importantes temas continuarem sendo veladamente “varridos para debaixo do tapete”. Ação de acomodados, aqueles petrificados na indiferença, invalidados na imparcialidade, imobilizados no fanatismo, até mesmo!
Justifico melhormente o porquê dessa minha indignação, dizendo: há um inconsciente, louvável, extraordinário desenvolvimento da tecnologia aplicada à medicina - que segue um caminho sem volta - trazendo incalculáveis benefícios para toda a humanidade. Contudo, também ele traz, igualmente, os seus correspondentes maléficos.
É o caso, exemplificado, do inegável aumento, em verdadeira progressão geométrica, do número de pacientes terminais! Paciente terminal, aquele que, na evolução de sua doença não tem condição de prolongar  a sobrevida, apesar de todos os recursos médicos disponíveis, estando, pois, num processo de morte inevitável. Processo do morrer, é aquele período mais e/ou menos longo anterior a morte propriamente dita. Processo esse que está sendo no presente mais duradouro como resultante, justamente, é óbvio, do desenvolvimento tecnológico referido. Seja dito, por sinal, que muitos desses padecentes estão subjugados a atrozes sofrimentos, representados principalmente pelas dores física, psiquica, social (“a dor do isolamento”) e a espiritual, com certeza. De modo específico, afirme-se: quando pacientes terminais “não-pagantes”, aqueles designados de uma maneira ignominiosa de indigentes!
A respeito, opinando, disse muito bem Caio Rosenthal, colega infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo - SP, autoridade no trato com pacientes terminais: “O silêncio é a voz da omissão”
A propósito de omissão, ouça-se também Jean D’Ornesson, escritor francês:
“Nada mais parcial do que a imparcialidade”
Contemporaneamente , as polêmicas questões da eutanásia são capítulos próprios da Bioética. Disciplina, matéria de ensino que veio pra ficar devido a sua indiscutível importância, exatamente, na discussão de muitas complexas questões persistentes e emergentes referentes ao que é verdadeiramente mais precioso para todos nós seres humanos: a saúde, a nossa própria vida, enfim.
Nesse artigo, procuro sugerir debates sobre Eutanásia e Distanásia referentes à grave problemática dos pacientes terminais numa pretensão que, pelo menos, a indiferença sobre o assunto tenha fim.
Humanização. aprimoramento de cuidados paliativos para com eles, indispensável alocação de recursos específicos dos governos federal, estaduais e municipais para tal desiderato.
“Fomos ajudados para nascer, indiscutivelmente também precisamos ser ajudados para morrer.”

Waldo Robatto, Médico, Profº Universitário, Membro Conselheiro do CREMEB.


Eutanásia: Sim ou Não? - Aspectos Bioéticos
Autor: Waldo Robatto
Páginas: 90 pgs.
Ano da Publicação: 2008
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 35,00

 
"A morte é um fenômeno natural e irreversível.
As tentativas para evitá-la deverão ter,
portanto, seus limites!"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Raia, Setra, Sapecada e Outras Narrativas Curitibanas! de Ubiratan Lustosa


Ubiratan Lustosa é uma legenda no rádio e televisão do Paraná. Advogado, publicitário, jornalista e escritor, depois de lançar "Rádio do Paraná: Fragmentos de sua história", contando de sua longa vivência nas ondas do rádio, agora nos brinda com "Raia, setra, sapecada e outras narrativas curitibanas", onde conta com graça e boa memória as lembranças de sua Curitiba perdida.  

Outra profissão, o que seria: Advocacia, na qual me formei e não exerci.
Dando a semana por finda, um fim de semana como deve ser: Descontraindo.
Serra abaixo ou serra acima: A praia é uma boa.
A mais bonita paisagem do Paraná: Cataratas do Iguaçu.
A mais bonita paisagem de Curitiba: Qualquer um dos nossos parques.
Uma rua da cidade: A Nunes Machado, onde nasci e me criei.
Um sábado de chuva: Nostalgia.
Um domingo de sol: Alegra a gente.
O que não dispensa no inverno: Comida quente e uma taça de vinho.
O que não dispensa em qualquer estação do ano: Outra taça de vinho.
Um lugar para iniciar o fim de semana: Minha casa.
O que estraga o fim de semana: Chuva forte e frio intenso.
O acepipe de boteco: Batata frita e linguiça . Quem não gosta? (Com cerveja, é claro).
O jantar no sábado: Trivial, em casa.
O almoço de domingo: Feito por minha mulher, neta de italianos.
O restaurante de estimação: O que não me engana.
A receita de estimação: Camarão à grega.
Nenhum, pouco ou bastante alho: O suficiente. Dá mais sabor à comida.
Uma sobremesa: Torta de morango.
Um copo para o espírito: Ah, se fosse possível beber sabedoria...
Metade cheio, metade vazio: Não resolve. Melhor é cheio por inteiro.
O que é muito bom fazer sozinho: Pensar.
Uma música para ouvir hoje: Uma valsa bem antiga.
Um livro na estante: A Bíblia.
Um livro na cabeceira: Durmo antes de ler.
Um filme de ontem: "Casablanca" , Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.
Um filme de hoje: Estou em recesso.
Um retrato na parede: Muitos, colocados por  minha mulher, de filhas, netos e agora um bisneto.
Saudades de um sábado qualquer: Jogo de bola na praça Ouvidor Pardinho quando era criança.
Uma viagem: Itália e França, na Copa de 90.
Noite de domingo, o que lhe parece: Fim de festa.
Há a perspectiva de segunda-feira, o que lhe assusta embaixo da cama: Nada, se eu estiver em cima.
Um passarinho (sonho) na mão: Livro lançado.
Outro voando: Novo livro.

http://www.institutomemoria.com.br/pesquisa.asp


SINOPSE

O tempo é como um véu a envolver o passado, uma neblina que deixa entrever sem revelar, pondo um fascinante toque de poesia em tudo que já se foi.
Sim, são muitos os motivos para sentir saudade, essa vontade ardente de viajar nas asas do pensamento e reviver o tempo que passou. Este livro foi escrito com o desejo de avivar na memória dos mais idosos a nossa Curitiba de outrora e deleitar os que gostam de curtir saudade. E para contar aos mais jovens como eram as coisas antigamente.


Curtir Saudade - 9
Os Velhos Casarões - 10
A Cidade Mudou - 11
Os Partos de Antigamente - 14
Chá de Casca de Laranja - 16
Os Costumes de Outrora - 18
Armazém de Secos e Molhados - 20
Fogão A Lenha - 22
O Footing Da Rua XV - 25
As Matinês do Cine Luz - 27
A Diversão da Piazada - 29
Vingança de Guri - 31
Sic Transit Gloria Mundi - 33
O Mendigo da Zacarias - 35
Os Cafés de Curitiba - 37
Pião e Outros Brinquedos - 40
Cantigas de Roda - 42
No Tempo do Bonde de Burros - 44
O Bonde Elétrico - 46
O Frio Curitibano - 47
O Revólver - 49
Nossos Cantores - 50
Gravar em Disco era Difícil - 53
Fotógrafos do Passado - 55
Batendo Matraca - 57
Dia de Malhar Judas - 58
O Velho Realejo - 60
Bebedouros - 61
Sapecada - 62
Barbeiros Antigos - 64
As Festas Paroquiais - 65
Na Frente do Freguês - 67
As Vendas em Domicílio - 68
Passeio Público - 70
Os Mascates - 72
Narrando Ciclismo - 74
O Relógio da Praça Osório - 76
O Anjinho do Presépio - 78
As Topadas - 80
Maria Polenta - 82
Tipos Populares - 84
Cavalgando em Pelo - 86
A Antiga Temperança - 87
Empinar Raia - 89
Crendices de Nossa Gente - 91
O Natal em Curitiba - 93
Galochas e Tamancos - 95
Ferro de Passar Roupas - 97
Colchão de Palha - 98
Forno de Quintal - 99
Os Banhos de Outrora - 100
Na Falta de Geladeira - 101
Passado e Presente - 102
Poema Infância - 103
Curitiba, Cidade Sorriso - 105

PARADIGMAS: ÂNCORAS OU TRAMPOLINS?


Paradigmas são modelos, referenciais que delimitam o nosso modo de agir, pensar e produzir. Representam a nossa visão de mundo. Neles temos a nossa educação doméstica, nossa crença religiosa, nossas influências escolares e de amizades.

O exemplo clássico é a indústria de relógios da Suíça que até a década de 1970 era líder mundial do mercado. Seus pesquisadores buscavam sempre aperfeiçoar o modelo do relógio mecânico. Mas o surgimento de uma nova tecnologia passou despercebido por eles, estamos falando do relógio eletrônico a quartzo. Os americanos e japoneses possuíram a tecnologia eletrônica e acreditaram no sucesso do produto, quebrando os paradigmas existentes na época. Qual foi a conseqüência? Alguns anos mais tarde, os relógios a quartzo alcançaram absoluto sucesso. A indústria suíça, despreparada para uma súbita mudança de paradigma, mergulha numa profunda crise. Fábricas vão à falência e inúmeras pessoas perdem seus empregos. Neste caso foi uma âncora. Os pesquisadores suíços estavam “presos” ao paradigma do relógio mecânico e não deram crédito para a inovação, mas esta seria o futuro dos relógios!

Os paradigmas não são bons nem ruins em si, mas ele pode tornar-se ruim à medida que engessa as atitudes da pessoa e limita de modo comprometedor seu modo de agir. Também pode bloquear a criatividade e trazer o conformismo com a situação, mesmo que esta não seja boa. 

Tudo na vida está em constante mudança e exigindo uma readequação aos novos cenários. Uma atitude que foi vantajosa em um momento pode virar desvantajosa noutro. Esta dinâmica exige um continuo analisar da situação e das perspectivas. Seja em relação à nossa vida pessoal ou profissional. Algo como a esfinge que nos desafia: "decifra-me ou devoro-te!". Se não nos adaptarmos aos novos cenários e contextos, podemos ser devorados e extintos como dinossauros. Precisamos nos reinventar a cada dia de nossa vida para manter a nossa competitividade. 

Lembremo-nos que adaptabilidade é uma das nossas maiores forças competitivas. O mercado está repleto de casos de grandes empresas que não conseguiram se reinventar e foram extintas. Também sabemos de grandes profissionais que não evoluíram e ficaram parados no tempo, perdendo o seu prestígio e eficácia...