sábado, 2 de fevereiro de 2013

QUAL O CORRETO? A poeta ou poetisa?

 
Pela norma padrão da Língua Portuguesa, o feminino da palavra poeta é poetisa! Conforme as gramáticas de Bechara e de Cunha, e os dicionários Houaiss e Aurélio, a palavra Poeta é de gênero masculino que forma feminino ao acrescentar o sufixo nominal "isa".

Esta polêmica surge porque para alguns, atualmente, o substantivo poetisa tem um sentido pejorativo. Esta conotação surge para diferenciar mulheres que frequentam as ditas academias - mais sociais do que literárias - das mulheres realmente vocacionadas e de méritos literários.

Ou seja, como contestação à esta situação, os críticos e intelectuais adotam o vocábulo poeta como se fosse um comum de dois gêneros, ou seja, que tem uma só forma para os dois gêneros, sendo a distinção feita pelo artigo: a poeta - o poeta.

Alguns sitam o poema "Motivo" de Cecília Meireles como exemplo deste uso do vocábulo, mas esquecem de que em poemas existe o chamado "eu lírico" que não se submete ao gênero do escritor. Resta claro, pelo menos para mim, que o "eu lítico" no poema abaixo era masculino. Vejamos:


"Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta".
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.”
Cecília Meireles
Mulher que escreve poesias é poetisa. Não existe um vocábulo para as que escrevem boa poesia e outra para quem escreve poesias sem qualidade. Até porque a poesia é repleta de subjetividade e depende muito do contexto de quem a lê. O leitor é livre até na possibilidade de interpretação. Assim como não tem vocábulos para bons e más escritoras. 
Como a língua é viva e dinâmica, não sou purista a ponto de não aceitar o termo "a poeta", mas minha opção é pela norma culta. O que não aceito é a crítica a quem utiliza o termo corretamente, subvertendo a gramática e invertendo os valores!  Se as pessoas têm o direito de usar fora da norma, mais ainda tem quem a utiliza conforme a norma culta. 
Porém, o que interessa mesmo é a beleza da poesia e o sentimento que ela inspira. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Instituto Memória e Memorial do Ministério Público do Estado do Paraná

Rui Cavallin Pinto, Procurador de Justiça aposentado, é um dos membros do Memorial do Ministério Público do Paraná, desde sua criação em 1986, pelo Procurador-Geral Dr. Olympio de Sá Sotto Maior Neto, e, além de professor licenciado de História é membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, pertence à Academia Paranaense de Letras e é ainda autor de livros e artigos sobre a história e personagens do Ministério Público do Paraná. 


   Em noite de autógrafos, Rui Cavallin Pinto recebeu no Instituto Memória Editora, de Curitiba, seus colegas, amigos e familiares para o lançamento de sua recente obra, Molduras Paranaense - Cenas da Nossa História, a que o Memorial se fez presente e registrou os momentos. 
Dr. Olympio de Sá Sotto Maior Neto – Procurador Geral de Justiça do Paraná
Dr. Ivonei Sfogia – Promotor de Justiça – Diretor secretário da PGJ
Drª. CristIna Maria Suter Correia da Silva –  Assessora do Gab. do PGJ
Dr. Rui Cavallin Pinto – Procurador de Justiça

Dr. Wanderley Carvalho da Silva – Presidente da APMP
Dr. Rui C. Pinto – Procurador de Justiça
Dr. Sérgio Luiz Kukina – Promotor de Justiça

Dr. Rui C. Pinto – Procurador de Justiça
Editor da Editora do Instituto Memória – Sr. Anthony Leahy
Dr. Emílio Rui Kessler e esposa

Srª Laís F. Pinto – Esposa do Dr. Rui C. Pinto
Luiz Felipe Pinto – Filho do Dr. Rui C. Pinto
Almirante – Paulo Dumont e esposa
Claudia Pinto – Filha do Dr. Rui C. Pinto

Estudante Gabriel Bressa Santos
Estudante Diane Jaqueline Doleny
Dr. Rui C. Pinto – Procurador de Justiça
Profº Mauro Domingues dos Santos
Profª Tatiane Fernanda de Almeida 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

INSCRIÇÕES ABERTAS: COLEÇÃO RUMOS - ANTOLOGIA DE CRÔNICAS DE VIAGEM


Viajar é preciso! Porém, se no aspecto de precisar, necessitar, a afirmação está correta, no aspecto de precisão, exatidão deixa muito a desejar. Todos que viajam, seja para a mais distante e exótica localidade, seja para o estado vizinho, enfrentam choques de realidade – culturais e comportamentais – que podem ser classificados de tragicômicos. Trágico no momento e cômico depois... lógico!

Esta coleção visa resgatar os guardados da memória propiciando reviver a partir do compartilhamento destes momentos. Quantos livros vão ser? Tantos quantos foram as viagens e o prazer de imortalizá-las.

Estamos inscrevendo pessoas que desejem participar do primeiro livro da coleção – E AGORA? – que será lançado no próximo 26/03/2013 no Palacete dos Leões em Curitiba. Cada autor terá direito a 10 páginas no formato A5, letra Times 12. Cada livro terá a participação de 20 escritores. A taxa de participação é de R$ 500,00 e cada autor terá direito a 20 livros e a participar do lançamento.

MAIORES INFORMAÇÕES: editora@institutomemoria.com.br

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

CONHEÇA O INSTITUTO MEMÓRIA EDITORA & PROJETOS CULTURAIS


Av. Munhoz da Rocha, 143, Curitiba/PR  –  ao lado do Hospital São Lucas
Editor Anthony em sua mesa de trabalho. 
Na parede os vários premios recebidos pelo Instituto Memória
Vista panorâmica da sala. 
                                       Vista panorâmica da sala. 

Venha tomar um cafezinho com o editor!
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ANTHONY LEAHY - Editor - TIM 41.9911 2217 - CLARO 41.8735 4899
Cidadão Honorário de Curitiba
Comenda Bravos Cavaleiros do Estado de São Paulo entre outras mais de 20 premiações
Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná
Membro da Academia de Cultura de Curitiba
Conselheiro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História

INSTITUTO MEMÓRIA EDITORA & PROJETOS CULTURAIS – 41. 4009 3929 - www.institutomemoria.com.br / http://teiadehistorias.blogspot.com.br/
10 anos de atuação nacional, detentor, entre outros 20 prêmios, das Comendas "Editora Destaque Nacional" e "Prêmio Qualidade Editorial" pela Câmara Brasileira de Cultura, como reconhecimento da nossa luta pela identidade brasileira, dando vez e voz aos nossos autores, promovendo a nossa cultura. Temos orgulhosa e bem sucedida experiência no mercado editorial nacional, desde impressão e publicação de obras até o seu posicionamento e comercialização, apresentando um catálogo com mais de 500 títulos publicados.
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Publique já a sua obra! – “O que não se compartilha... se perde!”

sábado, 26 de janeiro de 2013

PUBLICAR UM LIVRO? EU? SERÁ?

Lançar um livro é sempre uma decisão difícil! Expor-se às críticas dos inimigos e, o pior, dos amigos é sempre complicado. Será que o livro é bom? Sera que merece ser lido por outras pessoas? Será que não é petulância ? ORA, são dúvidas de quem não publica livros por editora e imprime por gráficas - a chamada Edição do Autor. Quando é por uma editora, principalmente as que têm Conselho Editorial, quer dizer que um editor e vários críticos literários acreditaram em sua proposta. 

Veja o que o poeta Damário da Cruz ensina sobre risco:


TODO RISCO

A possibilidade de arriscar
é que nos faz homens
Voo perfeito
no espaço que criamos
Ninguém decide
sobre os passos que evitamos
Certeza
de que não somos pássaros
e que voamos
Tristeza
de que não vamos
por medo dos caminhos.

VISITE O NOSSO SITE: 
www.institutomemoria.com.br

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

ONDE FUNCIONA E QUAIS OS CONTATOS DO INSTITUTO MEMÓRIA?

INSTITUTO MEMÓRIA EDITORA & PROJETOS CULTURAIS
editora@institutomemoria.com.br 
              Av. Munhoz da Rocha, 143 - Juvevê - Curitiba - Paraná - CEP 80030-475
                                                         Tel.: 41. 4009 3919

10 anos de atuação nacional, detentor, entre outros 20 prêmios, das Comendas "Editora Destaque Nacional" e "Prêmio Qualidade Editorial" pela Câmara Brasileira de Cultura, como reconhecimento da nossa luta pela identidade brasileira, dando vez e voz aos nossos autores, promovendo a nossa cultura. Temos orgulhosa e bem sucedida experiência no mercado editorial nacional, desde impressão e publicação de obras até o seu posicionamento e comercialização, apresentando um catálogo com mais de 500 títulos publicados.


ANTHONY LEAHY - Editor - TIM 41.9911 2217 - CLARO 41.8735 4899
Cidadão Honorário de Curitiba
Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná
Membro da Academia de Cultura de Curitiba
Conselheiro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Palavras do Editor: "Sou um editor da velha escola, mais para fogão a lenha do que para um micro-ondas"


Palestra com Anthony Leahy sobre "Identidade Nacional e Cultura Regional" no SESC Água Verde: "Profissionalizar os processos de produção, agregando valor tecnológico, sim! Deixar de ser amador, ou seja, fazer o que ama porque ama e acredita, nunca! O Instituto Memória é 'industrial' enquanto produção e 'artesanal' enquanto acompanhamento ao autor e suas obras."

Sou um editor da velha escola, onde o ser - humano é o ponto de partida e de chegada de todos os nossos esforços. Leio todas as obras enviadas para publicação antes de enviar para análise pelo Conselho Editorial. Converso com todos os autores. Pode ser pelo telefone ou pessoalmente, mas a conversar é essencial. Nada de automatizar e impessoalizar o processo. Nada de receber um mero arquivo pela internet e devolver um livro pelo correio... de forma fria e impessoalmente!

Tenho, enquanto editor, que ter empatia com cada autor. Posso não concordar com a premissa defendida no livro, mas se o autor defende uma posição de forma embasada e coerente, publico! Sou um defensor obcecado do Direito ao Contraditório que tanto enriquece a humanidade. Quem não gostar que publique uma refutação. Respeito às pessoas e combate às ideias!

Mas o autor é submetido à minha subjetividade e discricionariedade de editor. Tenho que sentir paixão e coerência entre o autor e seu escrito. Afinal, não se trata de uma relação distante e meramente comercial entre editor e autor. Trata-se de uma cumplicidade, de um pacto em prol da sociedade a partir das letras. Por isto digo que não sou um burocrata dos livros. Muito menos um oportunista ganhando um "graninha" para pagar as contas no final do mês! Tenho um histórico de luta nacional pela democratização do saber como forma de resgate do ser - humano enquanto agente construtor da sociedade. E assim já lancei - orgulhosamente - mais de 500 obras! 

Por isto, publicar um livro é um ato de generosidade e de coragem. A sociedade e as futuras gerações agradecem. Mas conheça e converse com o editor – com ele e não com prepostos que mudam de empresa (e até de segmento empresarial) e deixam a sua obra para trás, para outro contratado que a olhará burocraticamente. Conheça a história de vida e de luta do editor. Importante verificar quantos livros já lançou, pois só assim – sendo autor – saberá valorizar o hercúleo trabalho de escrever um livro. O trabalho, a ansiedade, a insegurança... o vendaval de emoções que é publicar um livro, de virar uma vitrine exposto à pedradas de todos, principalmente dos frustrados e covardes que por não terem coragem, vivem de criticar quem a tem.

Vejo vários autores que já estão na quinta obra e ainda não conhecem o editor!?!?!? Não estão nas livrarias - posto que não são famosos - e são tratados contratualmente – frio e distante – pela sua editora, ou melhor, pelos circulantes prepostos de sua editora...
Afinal, um livro é muito mais do que uma performance comercial. Lógico que vender é importante, tanto para o autor como para a editora, mas todos sabem que se não é estrangeiro ou famoso, é muito difícil conseguir um espaço ao sol. Difícil, mas prazeroso. A luta é quixotesca, mas vale a pena. E cada autor deve ser tratado e respeitado como único e não somente se vende bem. Repito, sempre, que sem autores não existiriam editoras e livrarias, mas autores existirão sempre.  Graças a Deus! Tenho orgulho e agradeço a todos e a cada autor que já tive a honra de publicar. 

Com a devida permissão da metáfora, estou mais para 'fogão a lenha' do que para 'micro-ondas'! 

E POR OPÇÃO! 

Não sou vendedor de "comida enlatada", de "ração"... Cada prato exige seu tempo e receita própria! sou um "SEMEADOR DE LIVROS E AMIGOS" e para tanto, temos que seguir uma ritualística necessária para poder criar vínculos e raízes. Não negocio com segundos, minutos, horas... vislumbro a eternidade através de cada página impressa, cada palavra dita, cada leitor atento.  Se o alimento sustenta o corpo, a leitura sustenta a alma! Porém, cada receita tem seu paladar! Bom Apetite!