sexta-feira, 19 de abril de 2013

Por que 19 de abril é o dia do índio?


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Os Índios e seus Algozes
Autor: Milton Ivan Heller
Páginas: 168 pgs.
Ano da Publicação: 2011
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 35,00

SINOPSE

Uma data que só não cai no esquecimento porque é lembrada aqui e ali pelos jornais, com entrevistas de antropólogos ou representantes de uma ONG supostamente defensora dos índios. Por vezes repetindo melancolicamente as mazelas do passado, raramente denunciando os crimes que continuam sendo praticados e acobertados pela velha impunidade de sempre. Não há o que comemorar mas há muito a lamentar. Porque raios então esse dia do índio? Esta história começou em 1940 no México. Antropólogos, pesquisadores e curiosos reuniram-se na cidadezinha de Patzcuaro, no I Congresso Indigenista Americano. Uma reunião que teve muito bla-bla-blá e pouquíssimos índios e que não decidiu nada, a não ser consagrar o 19 de abril como o dia anual do índio, sem que alguém se lembrasse de avisar os povos da floresta. No Brasil, a pedido do general Cândido Mariano da Silva Rondon e por decreto de 2 de junho de 1943, o presidente Getúlio Vargas decretou que o 19 de abril fosse dedicado aos índios, como nos demais países americanos. O falado descobrimento do Brasil já foi badalado de todas as maneiras. Poucos autores lembram que a chegada da frota de Pedro Alvares Cabral representou parte da política expansionista de Portugal, segundo a lógica mercantilista de estabelecer e explorar colônias de além-mar. Para desgraça geral de todas as tribos, os portugueses consideravam os indígenas como seres “sem alma” que deveriam ser cristianizados e trabalhar de graça para honra e glória da metrópole e dos comerciantes lusos. E os índios que viviam sem subordinação alguma e não conheciam o conceito de riquezas baseadas na acumulação e na rapina, viram-se constrangidos a trabalhos forçados, até para substituir as bestas de carga que na Terra de Sta. Cruz não existiam. A exploração da colônia começou com a exploração do índio, quase sempre com o amparo da Igreja católica. Há estimativas divergentes e pouco confiáveis, mas acredita-se que de três a cinco milhões de índios viviam no Brasil, divididos em tribos maiores ou menores, com idiomas aparentados, em sua maioria derivados da língua tupi-guarani. Com o massacre iniciado logo após o desembarque dos marinheiros de Cabral e aventureiros que muito se admiraram da exuberância das matas de um país tropical e da higidez e o asseio dos nativos que andavam nus e banhavam-se nos rios várias vezes ao dia, perderam-se mais de 1.200 dialetos e reduziu-se drasticamente a população. A conquista dos povos pré-colombianos realizada pelas coroas de Portugal e da Espanha foi uma das mais sangrentas da história da humanidade, referida pelo filósofo Michel de Montaigne: “... quantas cidades arrasadas, quantas nações exterminadas, quantos milhões de povos passados a fio de espada. Nunca a ambição humana chegou a promover coisas tão horríveis e miseráveis”. Antes da chegada de Colombo as Américas eram habitadas por enorme quantidade de povos, cerca de 500 a 700 milhões de pessoas ou 2 0% da população mundial em fins do século XV. Principalmente na América Central e ao noroeste da América do Sul, além do México e do Peru. Para alguns historiadores no restante do continente parece ter existido um grande vazio, abrangendo a região platina, o Brasil, o Caribe e praticamente toda a América do Norte. Porém estudos mais recentes vieram problematizar este quadro e as pesquisas feitas na Amazônia brasileira indicam concentrações maiores de povos do que admitia nossa vã sabedoria, cerca de cinco milhões de anos atrás, ou em tempos ainda mais remotos. Há controvérsias, mas predomina a hipótese de que os índios do Brasil e da América espanhola chegaram a estas paragens através de grandes migrações, desde a Sibéria e o Nordeste da Ásia. Persistem muitas dúvidas e isso se deve em grande parte ao nosso sistema educacional arcaico. Os livros didáticos ainda omitem questões importantes, relativas ao papel dos povos précolombianos, a distribuição espacial das populações, sua diversidade cultural, o nível de desenvolvimento tecnológico, compreendendo desde a elaboração de calendários astronômicos que exigem cálculos matemáticos avançados e o estudo do universo, até mentalidades animistas (a crença de que todos os seres naturais possuem alma). Assim como a presença de culturas que remetem ao período paleolítico, o mais antigo da pré-história, o que não é o caso das tribos encontradas no Brasil que tinham suas leis (embora não escritas), praticavam a agricultura e tinham habilidades manuais representadas por  suas armas, cestaria e cerâmica diversificadas, redes, enfeites, colares, braçadeiras e utensílios de cozinha, armadilhas para pescar e por aí vai. Dito isso fica evidente que povos canibais e grupos coletores e caçadores conviviam com civilizações que possuíam conhecimentos científicos, desenvolvimento comercial, produção coletiva e técnicas de irrigação. O confronto com os europeus foi dramático para os indígena s  que tiveram seus padrões culturais transformados, em virtude da aculturação sofrida. A maioria dos povos simplesmente desapareceu, como os tupinambás da costa brasileira. Outros mantiveram-se precariamente à custa de incessantes deslocamentos para fugir do homem branco, das doenças que ele trazia e do trabalho forçado nas minas e serviços gerais. Além dos ataques corriqueiros aos seus aldeamentos que resultavam em mortes e aprisionamentos, e na separação entre pais e filhos. Os aventureiros que aqui chegavam em bandos vinham solteiros. Diz a lenda que as índias de grande beleza e sensualidade ofereciam-se para gerar os primeiros mamelucos que tempos depois integrariam as tropas de bandeirantes para chacinar e aprisionar índios de centenas de etnias em todo país. Mas é certo que as mulheres que repudiavam o assédio dos lusitanos eram espancadas e estupradas. Há exceções como os povos guaranis e kaigangs que ora conforma vam-se com os métodos dos conquistadores e dos colonos europeus que viriam mais tarde, ora resistiam disputando palmo a palmo as terras que haviam sido concedidas aos europeus em léguas. Lutavam de peito aberto contra inimigos bem armados e bem nutridos, ou desenvolviam tocaias e práticas de guerrilha que semeavam o pânico entre os latifundiários, os colonos, os jagunços e os militares destacados para exterminá-los. Estes e outros episódios e fatos que nos enchem de vergonha e repugnância são relatados neste livro, com algumas revelações surpreendentes. Entre elas a existência de um número maior de indígenas entre Mato Grosso e o Rio Grande do Sul do que na Amazônia, que permaneceu isolada e com precárias comunicações durante séculos, o que permitiu a sobrevivência de povos que naqueles estados foram exterminados. O Paraná foi um dos mais castigados pela violência dos europeus, registrando-se nada menos de cinco ciclos de crimes hediondos contra os indígenas. Portugueses e e spanhóis alternaram-se e aliaram-se nesta empresa sinistra. Particularmente no período em que Portugal foi subordinado à coroa espanhola, entre 1580 e 1640, quando se intensificou a caça aos índios, provocando o esvaziamento demográfico de extensas áreas, não só no Paraná mas também em Sta. Catarina. Para isso tivemos que consultar uma extensa bibliografia, recolhendo informações com espírito crítico alerta. Embora discordemos aqui e ali de suas interpretações e conclusões, é obrigatório reconhecer a contribuição de cada um, os esforços e pesquisas que realizaram para manter viva a tragédia dos índios brasileiros. Lembrar e relembrar é preciso, pois um povo que não tem memória não tem história.

MILTON IVAN HELLER: Um dia entrei no velho Diário da Tarde, de Curitiba, como “repórter”. A profissão não era regulamentada e qualquer um que soubesse ler, escrever e contar podia ser admitido. Tive que subir degrau a degrau o ofício que apesar de mal remunerado me ligava aos fatos correntes do mundo. Todo dia conhecia gente nova e aprendia alguma coisa. Achei o meu caminho. Passei pelo O Dia, o Diário do Paraná, a Rádio Cultura, Revista Panorama e em 1959 ingressei na sucursal da Última Hora, dirigida por Carlos Coelho, um mestre do jornalismo brasileiro. Aquilo era um verdadeiro Butantã, reunindo os melhores profissionais da praça, como Mussa José Assis, Jairo Régis, Adherbal Fortes de Sá Júnior, Sílvio Back, Ronald Osty Pereira, Cícero Catani, Celina Luz, Luiz Geraldo Mazza, Aramis Milarch, Maurício Távora, Maurício Fruet etc. Profissionais conscientes do papel do jornal numa época de grande efervescência política, a responsabilidade dos jornalistas no dia a dia, a obrigação de ser fiel aos fatos, de escrever de forma sucinta e objetiva, o direito de criticar e denunciar e por aí vai. Eu bebi desta água e segui em frent e, passando pela TV Globo de Minas Gerais, Jornal do Brasil, Editora Abril (Revista Placar), etc. Pendurei as chuteiras em 2001 e passei a escrever livros, sendo o último a Conspiração Nazista nos Céus da América. Último não porque apesar da minha senilidade galopante ainda tenho outros projetos pela frente. A começar por uma nova visão do Contestado, de triste memória, focalizando principalmente a história e o drama dos vencidos.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

INSTITUTO MEMÓRIA: Conheça nossa História!


Fernando Pessoa disse que "Para viajar basta existir". Eu afirmo que para escrever basta existir... e assim continuaremos existindo muito além do amanhã!


10 anos de luta incondicional pela cultura nacional. 10 anos acreditando no poder das palavras na construção de um novo mundo! Um mundo que coubesse todo mundo! Tudo começou quando eu pedi para sair da Direção Executiva da Editora Fama que à época editava a Revista Where Curitiba. Fundei o Instituto Memória que passou a funcionar em uma sala emprestada pela PUCPR no Edifício Tijucas. Lá produzimos a nossa primeira revista a pedido da CNBB: RESOL – Revista da Rede Solidária, de circulação nacional e que tinha a previsão de 02 edições. Circulou 04 edições! Em 2005 produzimos, também para a CNBB, a revista AMAZÔNIA discutindo a realidade e o futuro dos povos da Amazônia.


Foi então que surgiu o primeiro livro de minha autoria e o primeiro publicado pelo Instituto Memória: Curitiba nas Curvas do Tempo. Em parceria com o Instituto Pró-Cidadania de Curitiba vendemos mais de 10 mil exemplares. Em função deste livro fui agraciado com  o Prêmio de Mérito Cultural Fernando Amaro pela Câmara Municipal de Curitiba.




Logo após lançamos os nossos dois primeiros autores: Cláudio Slaviero <livro A vergonha nossa de cada dia> e Elmo Heck <livro O padre e a Judia>.




De lá para cá já escrevi 12 livros e já publiquei, enquanto editor, mais de 250 obras, entre literárias e acadêmicas. Já desenvolvemos inúmeros projetos de responsabilidade cultura e social por todo o país e já ganhamos mais de 20 prêmios nacionais, inclusive a Cidadania Honorária de Curitiba, a Comenda Nobres Cavaleiros de São Paulo, a Comenda Rui Barbosa e o Prêmio Nacional de Qualidade Editorial no segmento Cultura Regional.




Temos o orgulho de ter lançado livros de todas as ideologias políticas e credos. Lançamos livros de capitalistas fervorosos e de comunistas históricos. Lançamos livros de Católicos, Evangélicos, Mórmons, Espíritas e Ateus. Muita vezes civilizadamente juntos no mesmo evento. Defendemos e promovemos o contraditório como estratégia essencial de construção de uma sociedade digna e justa. A exigência é que a obra seja boa, bem escrita, bem desenvolvida e com uma proposta clara. O resto é debate que enriquece! Não acreditamos em patrulhamento ideológico e nem na padronização da escrita. Entendemos a escrita como extensão da forma de ser do escritor e isto tem que ser respeitado. Devemos lembrar que mesmo sem editoras e livrarias sempre existirão autores, mas sem autores, não existirão editoras e livrarias! 


Não quero julga aos outros, mas faço questão de conhecer, pessoalmente ou por telefone, todos os autores que publico. Leio todos os originais aprovados pelo Conselho Editorial. Participo de todos os lançamentos. Afinal, para se afirmar editor tem que ter um real comprometimento com o autor e sua obra. Nestes 10 anos foram mais de 300 eventos, entre lançamentos, feiras, palestras e bate-papo em livrarias. Construir pontes entre o Autor e o Leitor: esta é a nossa missão!





Nada do que fazemos é descomprometido! Rechaçamos qualquer descomprometimento, pois entendemos como covardia e cumplicidade. Quem cala, consente... submete - se! Mais, quem submete-se, é cúmplice! Quem é cúmplice, é co-autor! Responsabilidade solidária! “Para que o mau vença basta que os bons nada façam”, afirma Burke. Luther King complementa: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Nenhum saber é descomprometido e tem fim em si mesmo! Todas as nossas ações têm como ponto de partida e meta o Ser - Humano. Cada palavra, cada palestra, cada livro nosso está a serviço do resgate e convalidação da dignidade humana.

As dificuldades foram muitas... mas “o que não nos mata nos fortalece” e estamos, com a cumplicidade dos nosso autores e leitores, cada vez mais fortes dando Vez e Voz à cultura nacional.

Valeu a pena?

Respondo com Leminski:

"valeu encharcar esse planeta de suor
valeu esquecer as coisas que eu sei de cor
valeu encarar essa vida que podia ser melhor

valeu"

Lembrem-se: o que não se compartilha, se perde!

MARQUE SEU TEMPO E DEIXE O SEU LEGADO.

Anthony Leahy – Editor

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Revisando a história oficial: “Os imigrantes europeus exterminaram os povos indígenas. Não foi brincadeira. Desde o século 16, foram quatro ciclos de massacre aqui no Paraná. Por que ninguém estuda o assunto?” Milton Ivan Heller, jornalista e escritor

Os índios e os seus algozes
Milton Ivan Heller discute a importância dos povos indígenas no território paranaense na obra Os Índios e os Seus Algozes editado pelo Instituto Memória Editora & Projetos Culturais.
A obra, que contou com pesquisa formal de três anos, mas esteve no imaginário do autor por décadas, trata, de maneira geral, da matança dos povos indígenas.
“No que diz repeito à História do Brasil, o sistema educacional é falho. Escrevi este livro com a finalidade de discutir um assunto muito importante, que não costuma ser estudado”, afirma Heller, um jornalista, atualmente aposentado, que atuou nos jornais Diário do Paraná, Última Hora, Jornal do Brasil, entre outros veículos de comunicação.
Neste livro, Heller direciona o seu olhar para os índios de quase todo o Brasil, mas foca, com mais precisão, nos povos indígenas que habitaram o território parananese, entre os quais guaranis, caingangues, botocudos e xetás. “Houve uma matança geral desses índios, verdadeiras ações de extermínio”, diz o autor. Ele, inclusive, faz uma divisão da matança, no Paraná, em quatro ciclos.
De 1530, início da presença portuguesa no estado, a 1853, emancipação política do Paraná, ocorreu a primeira parte do extermínio. “Os portugueses estavam em conflito com os espanhóis, e ambos [portugueses e espanhóis] exterminaram os índios, além de levá-los acorrentados para vendê-los, como escravos, em São Paulo”, conta o jornalista e escritor.
O segundo ciclo, comenta Heller, seguiu do final do século 19 até meados do século 20, período que diz respeito à chegada de variados imigrantes europeus ao estado. “Os índios não gostavam de ser escravizados, eram rebeldes, portanto, precisavam ser eliminados. E, nesse segundo ciclo, já havia levas de europeus aqui para trabalhar”, explica.
Durante a primeira metade do século 20, quando ocorreu a ocupação de Guarapuava e Palmas, houve o terceiro ciclo de extermínio de índios.
E, em 1955, com o avanço da cafeicultura no norte do Paraná, é o momento do quarto, e último, ciclo de “caça ao índio” no estado. “Nesse período, foram exterminados os xetás”, afirma Heller.
Os homens sem alma
Se o jornalista não tem um nú­­mero preciso de quantos índios foram assassinados, apesar de muita pesquisa, ele coleciona outros dados que ajudam a entender quem foram, de modo geral, esses povos que viveram, desde muito tempo, no território paranaense. De guaranis a xetás, diz o autor, os indígenas eram polígamos. “Cada homem vivia com mais de uma esposa”, e as tribos tinham, em média, de 70 a cem pessoas.
Para justificar o ataque aos índios, diz Heller, os europeus valeram-se de diversos argumentos. “Os homens sem alma. Dizia-se isso sobre os índios. Também era comum afirmar que os índios não eram gente. E, não sendo gente, poderiam ser ‘abatidos’”, completa Heller.
O jornalista, conhecido pelo seu engajamento na resistência ao golpe militar, autor, entre outros, do livro Memórias de 1964 no Paraná (em parceria com Maria de Los Angeles G. Duarte), afirma que a sua obra mais recente é uma denúncia. “Contra uma chacina que ocorreu no Paraná”, diz.
Reprodução / “Os imigrantes europeus exterminaram os povos indígenas. Não foi brincadeira. Desde o século 16, foram quatro ciclos de massacre aqui no Paraná. Por que ninguém estuda o assunto?” Milton Ivan Heller, jornalista e escritor 
“Os imigrantes europeus exterminaram os povos indígenas. Não foi brincadeira. Desde o século 16, foram quatro ciclos de massacre aqui no Paraná. Por que ninguém estuda o assunto?” 
Milton Ivan Heller, jornalista e escritor

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GAZETA DO POVO - CADERNO G - Publicado em 26/04/2011 | MARCIO RENATO DOS SANTOS

domingo, 7 de abril de 2013

Destaque: João Manuel Simões - Autor do Instituto Memória

"Do sonho, sempre eu empunhei a lança,
vendo de longe o farol do meu ideal.
Montado no corcel da esperança,
como Amadis busquei o Santo Graal:
mãos de soldado e olhos de criança.
Quem dirá se fiz bem ou se fiz mal?

Eu nunca fui derrotado.
Perdendo embora, ganhei.
Mesmo quando derrubado,
eu venci. Porque lutei.

Destemido, lutar a toda hora,
mesmo quando cansado,
foi minha perpétua lei,
meu duro fardo.
O que dizer mais? Não sei!"

João Manuel Simões

Ladainha do Ser
Autor: João Manuel Simões
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 30,00

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Os Criadores e suas Obras
Autor: João Manuel Simões
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 55,00

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Palestras & Ensaios sobre Autores de Língua Portuguesa
Autor: João Manuel Simões
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 55,00

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Pensamentos Extraídos do meu Diário Intemporal
Autor: João Manuel Simões
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 55,00

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sábado, 6 de abril de 2013

DESTAQUE PARANAENSE: ESCRITORA NEYD MONTINGELLI

CRIANÇAS ROUBADAS: O mesmo começo com outro fim!
Autor: Neyd Montingelli
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 35,00

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Memórias de um caixa da Caixa
Autor: Neyd Maria Makiolka Montingelli
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 25,00

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Só Sei Que Foi Assim! Crônicas Escolhidas
Autor: Alcione Prá - Jocelino Freitas - Neyd Montingelli
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 25,00

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E AGORA? Crônicas de Viagem. Coleção Rumos.
Autor: Anthony Leahy - Organizador
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 30,00

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Capa do livro: Sangue é Sangue - E Outras Histórias
Sangue é Sangue - E Outras Histórias
Neyd Maria Makiolka Montingelli, 2ª Edição, 151 pgs.
Publicado em: 29/5/2012
ISBN: 978853623802-9
Preço: R$ 29,90


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VIVA E DEIXE VIVER! "Mesmo calada a boca resta o peito, silêncio na cidade não se escuta... Mesmo calado o peito, resta a cuca dos bêbados do centro da cidade"

"Quem gosta disto é idiota! Quem gosta daquilo é promiscuo! Quem admira aquilo outro é alienado!". 

E por aí vai, os donos do mundo a ditar padrões estéticos, comportamentais e morais que cabem no seu próprio umbigo, que mais parece o umbigo do mundo! 

QUE PERIGO! QUE PREPOTÊNCIA! Patrulhamento? Padronização! Uniformização?

Devemos ter muito cuidado com os esteriótipos... Hitler gostava de música clássica... 

"Judeus, negros, homossexuais, roqueiros, drogados, ..."  e por aí vão arrotando suas sentenças contra tudo e todos que ousam a ser diferentes do seu onipotente gosto e padrão. A história revela vários destes. Perigosos se com poder... Feliciano que o diga! 

"Veja aquele que pinta o cabelo... que horror! E aquele que usa piercing? Aquele escuta funk... sei não!". E daí para agruparem-se em grupos que agridem, matam homossexuais e tudo mais que não concordam é um pulo!

"Comunistas! Sequestrem-os; Torturem-os; Matem-os, Sumam com eles!" 

E daí para agruparem-se em grupos que agridem, matam homossexuais e tudo mais que não concordam...  

Incrível como gostam de esteriótipos e os fomenta em redundantes brincadeiras que escondem uma raiva e uma reveladora agressividade...

Patrulhamento ideológico/de gostos e opções é fascismo? SIM! 

"MEU DIREITO SÓ VAI ATÉ ONDE COMEÇA O DO OUTRO!". Respeitado esta premissa, vivo e deixo viver. Se não gosto, E TENHO DIREITO A NÃO GOSTAR, exerço o meu livre arbítrio e não acompanho. Mas daí a denegrir... julgar e condenar publicamente aos outros apenas e tão somente por não concordar com as minhas opções e gostos ?!?!?! Quem sou eu? DEUS?! Quem me deu este poder? Respeito é bom e eu gosto e portanto tenho que respeitar aos outros! Ou é hipocrisia? "Faço o que eu digo mas não faça o que faço?". 

Defendo a diversidade, em todos os seus aspectos, como elemento enriquecedor do mundo. Para que sermos um se podemos ser muitos? A escolha e opção é minha e para mim, apenas e tão somente!

O mundo cabe todo mundo. Só tem valor os meus pares, os meus iguais? Aos amigos tudo e ao restante o repúdio, o escárnio... e depois? a morte? "Matem o negros, os judeus, os homossexuais... as aberrações que ousam pensar e ser diferentes de mim..."

Já vi este filme e não gostei! Que tipo de tapete é este a cobrir anseios e frustrações transformados em raiva e perseguição implacável?

Feio, obsceno e vergonhoso é a fome, a corrupção e a covarde apatia que faz-nos calar diante de tanta injustiça contra o ser humano! O que é lixo para uns é luxo para outros. 

Não julgo ninguém pelo jeito de falar, mas, antes, pela sua mensagem. Não julgo ninguém pela sua forma de vestir, dançar, suas opções sexuais, estéticas e ideológicas, mas, antes, e principalmente, pelas sementes que planta nas suas atitudes diárias, reais, efetivas, em prol da construção de um futuro mais justo e digno em um mundo que caiba todo mundo.

E para os que pensam diferente, parabéns e graças a Deus. Gosto e defendo o contraditório como particular "mater" de uma sociedade de direito. Fica o pensamento largamente utilizado e creditado a Voltaire, mas que é de Evelyn Beatrice Hall, que a utilizou em correspondência com o ensaísta: "Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderia até a morte o direito de dizê-las!". 

Poema de autoria de Eduardo Alves da Costa, 1935, no caminho com Maiakóvski:

"Na primeira noite, eles se aproximam 
e roubam uma flor do nosso jardim. 
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. 
E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, 
rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, 
arranca-nos a voz da garganta."

OU NA VERSÃO DE Bertold Brecht:

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. 
Como não sou comunista, não me incomodei .

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar... "

quarta-feira, 3 de abril de 2013

"VIAJAR É PRECISO? CRÔNICAS DE VIAGEM" - COLEÇÃO RUMOS - LIVRO II

Sucesso absoluto o livro I da coleção Rumos: E AGORA?

E agora? 
Resta-nos lançar o livro II: 
VIAJAR É PRECISO? CRÔNICAS DE VIAGEM

Veja quem já confirmou presença neste livro: 

Beto Richa (Governador do Paraná) – Estrela Ruiz Leminski (Escritora e Música) - Eri Kunrath (Empresário e Presidente do Rotary Club de Curitiba – Curitibão) – José Aparecido Fiori (Jornalista) - Bebeti Mader do Amaral Gurgel (Jornalista) - Marilena Wolf de Mello Braga (Empresária e Escritora) – Fabiano Bley (Juiz Federal e Escritor) – Luiz Eduardo Gunther (Desembargador do Trabalho e Escritor) ...

E você? Vai participar ou não? 

Saia da sombra e compartilhe suas experiência de viagem. Maiores informações no E-MAIL 

editora@institutomemoria.com.br 


Viajar é preciso! Porém, se no aspecto de precisar, necessitar, a afirmação está correta, no aspecto de precisão, exatidão deixa muito a desejar. Todos que viajam, seja para a mais distante e exótica localidade, seja para o estado vizinho, enfrentam choques de realidade – culturais e comportamentais – que podem ser classificados de tragicômicos. Trágico no momento e cômico depois... lógico!

Esta coleção visa resgatar os guardados da memória propiciando reviver a partir do compartilhamento destes momentos. Quantos livros vão ser? Tantos quantos foram as viagens e o prazer de imortalizá-las.

CONHEÇA O LIVRO I – E AGORA? – CRÔNICAS DE VIAGEM – COLEÇÃO RUMOS


Álvaro Dias (Senador) - Lígia Guerra (Psicologa, Escritora e Consultora da RPC/Rede Globo) - Marcos Meier (Educador, Escritor e Consultor da RPC/Rede Globo) - Marcos Cordiolli (Escritor, Presidente da Fundação Cultural de Curitiba) - Anthony Leahy (Escritor, Palestrante e Editor) -Eloi Zanetti (Escritor e Publicitário) – Helio de Freitas Puglielli (Jornalista e Professor UFPR) - Jocelino Freitas (Escritor e Advogado) - Neyd Montingelli (Escritora e Palestrante) - Willy Schumann (Escritor, Jornalista e Cineasta) - Carlos Fernando Mazza (Ator e Jornalista) – Adauto Suannes (Escritor e Desembargador/SP) – Sérgio Luiz Sottomaior Arzua Pereira (Escritor e Palestrante) – Inara Francisco (Psicológa e Palestrante) – Ana Carolina Pacheco Bittencourt (Psicológa e Editora da Juruá Psicologia) – Carolina Vila Nova (Escritora e Roteirista).