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domingo, 21 de abril de 2013
COLEÇÃO PRIMEIRO LIVRO - PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Todo editor tem que ir onde os autores e leitores estão!
Eles são o ponto de partida e de chegada de todos os nossos esforços.
No lançamento do primeiro livro da Coleção Primeiro Livros foi literalmente uma festa, pois o lançamento foi na festa de aniversário da autora. Tudo lindo e maravilhoso.
A Camila Sofia Bueno - autora que fez 11 anos - é filha da também autora Renata Jurach Bueno.
O objetivo desta coleção é incentivar a leitura e a escrita entre alunos do ensino fundamental, mostrando como é fácil e prazeroso.
Gosto da ideia de lançamento festa; lançamento encontro, lançamento descontração.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
VALMOR WEISS: O prisioneiro da cela 310
Alegre, sorridente e afável, como sempre. Valmor Weiss estaciona o carro na Avenida João Gualberto, atravessa a pista do expresso e vai à panificadora Italipan, do amigo Márcio. Cumpre uma rotina: comprar pão para levar para casa. Um cidadão comum, para quem não conhece a sua história. Da época da ditadura e a mais recente, a do empresário.
Aquele homem de pequena estatura, aparência frágil, é uma fortaleza. Carrega uma história com episódios que poderiam tê-lo arrasado, em todos os sentidos. Mas, não, continua o mesmo Valmor Weiss, o sargento expulso do Exército, o jornalista da Última Hora, o prisioneiro da cela 310.
Parte da história do Valmorzinho, como é chamado pelos ex-companheiros de luta e amigos, está contada no livro “O Prisioneiro da Cela 310”, a ser lançado em breve pelo Instituto Memória – Editora&Projetos Culturais, de Curitiba.
Resgate da história
“O Prisioneiro da Cela 310”, escrito pelo jornalista Milton Ivan Heller, conta a história desse catarinense de Rio do Sul, onde nasceu a 8 de outubro de 1937, que enfrentou perseguição em dose dupla com o golpe civil-militar de 64.
Afinal, além de trabalhar como jornalista da Última Hora/Paraná, era sargento do Exército. E assinava na UH a coluna Plantão Militar, que também existia nas demais edições da rede de jornais de Samuel Wainer.
Milton Ivan Heller relata que a intenção do sargento Weiss era divulgar as atividades da Associação dos Subtenentes e Sargentos do Exército, da qual acabaria sendo eleito vice-presidente.
Em 1964, o general Ernesto Geisel comandava a 5.ª Região Militar, em Curitiba. Walmor foi preso como “subversivo” logo após o golpe, acusado de insuflar a indisciplina nas Forças Armadas.
Após tortura e ameaças de fuzilamento, depois de 16 meses de prisão incomunicável foi libertado por decisão do Tribunal Superior Militar (STM).
Weiss, que viraria preso político da cela 310 no Presídio do Ahú, em Curitiba, recorda que eram tempos de radicalização, de ódios exacerbados e de violência por todos os lados.
- Adversários eram inimigos que deveriam ser exterminados e a UDN batia à porta dos quartéis em busca de apoio para derrubar o governo.
O sargento e o general, frente a frente
Natureza Morta teve acesso aos originais do livro, numa cortesia de Valmor e do Milton Ivan. Vai daí que revela como foi o encontro do então sargento com o general então ainda não presidente.
No QG da 5.ª Região, hoje Solar do Barão, Valmor defrontou-se com o general Ernesto Geisel.
No QG da 5.ª Região, hoje Solar do Barão, Valmor defrontou-se com o general Ernesto Geisel.
- Sabemos da sua participação no movimento dos sargentos e o senhor está conturbando o ambiente dentro do Exército.
- General, eu sempre tive orgulho de ser militar e participamos de reuniões para evitar que outros queiram deturpar o movimento, que é legítimo.
Não adiantou. Valmor pegou cadeia por quebra da disciplina e participação em reuniões políticas e subversivas. E, ao ser dispensado, recebeu a advertência:
- Você não perde por esperar.
Não adiantou. Valmor pegou cadeia por quebra da disciplina e participação em reuniões políticas e subversivas. E, ao ser dispensado, recebeu a advertência:
- Você não perde por esperar.
Não deu outra.
Livro fala da importância do toque no desenvolvimento da criança
Destinado aos que trabalham com crianças de zero a três anos.
Por Marisa De Lucia
Título: O Toque: Essência da Educação Infantil: Vislumbre de uma Nova
Humanidade
Autora: Renata Jurach Bueno
Editora: Instituto Memória
Número de páginas: 116
Sinopse “O Toque: Essência da Educação Infantil”
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Como você avalia a proposta do Instituto Memória de dar Vez e Voz ao autor e à cultura regional brasileira, acreditando que ao resgatar e consolidar a identidade regional estará promovendo e protegendo a diversidade cultural nacional, afinal para ser diverso temos que ser vários?
Gosto e admiro a proposta do Instituto Memória. Precisamos apoiar estes movimentos e incentivá-los cada vez mais, afinal, é a nossa história, nossa identidade. Marcos Pedri, diretor comercial do grupo Livrarias Curitiba.
Por que 19 de abril é o dia do índio?
segunda-feira, 15 de abril de 2013
INSTITUTO MEMÓRIA: Conheça nossa História!
Fernando Pessoa disse que "Para viajar basta existir".
Eu afirmo que para escrever basta existir... e assim continuaremos existindo
muito além do amanhã!
10 anos de
luta incondicional pela cultura nacional. 10 anos acreditando no poder das
palavras na construção de um novo mundo! Um mundo que coubesse todo mundo! Tudo
começou quando eu pedi para sair da Direção Executiva da Editora Fama que à
época editava a Revista Where Curitiba. Fundei o Instituto Memória que passou a
funcionar em uma sala emprestada pela PUCPR no Edifício Tijucas. Lá produzimos a
nossa primeira revista a pedido da CNBB: RESOL – Revista da Rede Solidária, de
circulação nacional e que tinha a previsão de 02 edições. Circulou 04 edições!
Em 2005 produzimos, também para a CNBB, a revista
AMAZÔNIA discutindo a realidade e o futuro dos povos da
Amazônia.
Foi então
que surgiu o primeiro livro de minha autoria e o primeiro publicado pelo
Instituto Memória: Curitiba nas Curvas do Tempo. Em parceria com o Instituto
Pró-Cidadania de Curitiba vendemos mais de 10 mil
exemplares. Em função deste livro fui agraciado com o Prêmio de Mérito Cultural Fernando Amaro pela Câmara Municipal de Curitiba.
Logo após lançamos os nossos dois primeiros autores: Cláudio Slaviero <livro A vergonha nossa de cada dia> e Elmo Heck <livro O padre e a Judia>.
De lá para cá já escrevi 12 livros e já publiquei, enquanto editor, mais de 250 obras, entre literárias e acadêmicas. Já desenvolvemos inúmeros projetos de responsabilidade cultura e social por todo o país e já ganhamos mais de 20 prêmios nacionais, inclusive a Cidadania Honorária de Curitiba, a Comenda Nobres Cavaleiros de São Paulo, a Comenda Rui Barbosa e o Prêmio Nacional de Qualidade Editorial no segmento Cultura Regional.
Temos o orgulho de ter lançado livros de todas as ideologias políticas e credos. Lançamos livros de capitalistas fervorosos e de comunistas históricos. Lançamos livros de Católicos, Evangélicos, Mórmons, Espíritas e Ateus. Muita vezes civilizadamente juntos no mesmo evento. Defendemos e promovemos o contraditório como estratégia essencial de construção de uma sociedade digna e justa. A exigência é que a obra seja boa, bem escrita, bem desenvolvida e com uma proposta clara. O resto é debate que enriquece! Não acreditamos em patrulhamento ideológico e nem na padronização da escrita. Entendemos a escrita como extensão da forma de ser do escritor e isto tem que ser respeitado. Devemos lembrar que mesmo sem editoras e livrarias sempre existirão autores, mas sem autores, não existirão editoras e livrarias!
Não quero julga aos outros, mas faço questão de conhecer, pessoalmente ou por telefone, todos os autores que publico. Leio todos os originais aprovados pelo Conselho Editorial. Participo de todos os lançamentos. Afinal, para se afirmar editor tem que ter um real comprometimento com o autor e sua obra. Nestes 10 anos foram mais de 300 eventos, entre lançamentos, feiras, palestras e bate-papo em livrarias. Construir pontes entre o Autor e o Leitor: esta é a nossa missão!
Nada do que fazemos é descomprometido! Rechaçamos qualquer descomprometimento, pois entendemos como covardia e cumplicidade. Quem cala, consente... submete - se! Mais, quem submete-se, é cúmplice! Quem é cúmplice, é co-autor! Responsabilidade solidária! “Para que o mau vença basta que os bons nada façam”, afirma Burke. Luther King complementa: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Nenhum saber é descomprometido e tem fim em si mesmo! Todas as nossas ações têm como ponto de partida e meta o Ser - Humano. Cada palavra, cada palestra, cada livro nosso está a serviço do resgate e convalidação da dignidade humana.
As
dificuldades foram muitas... mas “o que não nos mata nos fortalece” e estamos,
com a cumplicidade dos nosso autores e leitores, cada vez mais fortes dando Vez
e Voz à cultura nacional.
Valeu a
pena?
Respondo com
Leminski:
"valeu encharcar esse planeta de
suor
valeu esquecer as coisas que eu sei de cor
valeu encarar essa vida que podia ser melhor
valeu"
valeu esquecer as coisas que eu sei de cor
valeu encarar essa vida que podia ser melhor
valeu"
Lembrem-se: o que não se compartilha, se
perde!
MARQUE SEU TEMPO E DEIXE O SEU LEGADO.
Anthony Leahy –
Editor
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Revisando a história oficial: “Os imigrantes europeus exterminaram os povos indígenas. Não foi brincadeira. Desde o século 16, foram quatro ciclos de massacre aqui no Paraná. Por que ninguém estuda o assunto?” Milton Ivan Heller, jornalista e escritor
Os índios e os seus algozes
A obra, que contou com pesquisa formal de três anos, mas esteve no imaginário do autor por décadas, trata, de maneira geral, da matança dos povos indígenas.
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GAZETA DO POVO - CADERNO G - Publicado em 26/04/2011 | MARCIO RENATO DOS SANTOS
Milton Ivan Heller discute a importância dos povos indígenas no território paranaense na obra Os Índios e os Seus Algozes editado pelo Instituto Memória Editora & Projetos Culturais.
“No que diz repeito à História do Brasil, o sistema educacional é falho. Escrevi este livro com a finalidade de discutir um assunto muito importante, que não costuma ser estudado”, afirma Heller, um jornalista, atualmente aposentado, que atuou nos jornais Diário do Paraná, Última Hora, Jornal do Brasil, entre outros veículos de comunicação.
Neste livro, Heller direciona o seu olhar para os índios de quase todo o Brasil, mas foca, com mais precisão, nos povos indígenas que habitaram o território parananese, entre os quais guaranis, caingangues, botocudos e xetás. “Houve uma matança geral desses índios, verdadeiras ações de extermínio”, diz o autor. Ele, inclusive, faz uma divisão da matança, no Paraná, em quatro ciclos.
De 1530, início da presença portuguesa no estado, a 1853, emancipação política do Paraná, ocorreu a primeira parte do extermínio. “Os portugueses estavam em conflito com os espanhóis, e ambos [portugueses e espanhóis] exterminaram os índios, além de levá-los acorrentados para vendê-los, como escravos, em São Paulo”, conta o jornalista e escritor.
O segundo ciclo, comenta Heller, seguiu do final do século 19 até meados do século 20, período que diz respeito à chegada de variados imigrantes europeus ao estado. “Os índios não gostavam de ser escravizados, eram rebeldes, portanto, precisavam ser eliminados. E, nesse segundo ciclo, já havia levas de europeus aqui para trabalhar”, explica.
Durante a primeira metade do século 20, quando ocorreu a ocupação de Guarapuava e Palmas, houve o terceiro ciclo de extermínio de índios.
E, em 1955, com o avanço da cafeicultura no norte do Paraná, é o momento do quarto, e último, ciclo de “caça ao índio” no estado. “Nesse período, foram exterminados os xetás”, afirma Heller.
Os homens sem alma
Se o jornalista não tem um número preciso de quantos índios foram assassinados, apesar de muita pesquisa, ele coleciona outros dados que ajudam a entender quem foram, de modo geral, esses povos que viveram, desde muito tempo, no território paranaense. De guaranis a xetás, diz o autor, os indígenas eram polígamos. “Cada homem vivia com mais de uma esposa”, e as tribos tinham, em média, de 70 a cem pessoas.
Para justificar o ataque aos índios, diz Heller, os europeus valeram-se de diversos argumentos. “Os homens sem alma. Dizia-se isso sobre os índios. Também era comum afirmar que os índios não eram gente. E, não sendo gente, poderiam ser ‘abatidos’”, completa Heller.
O jornalista, conhecido pelo seu engajamento na resistência ao golpe militar, autor, entre outros, do livro Memórias de 1964 no Paraná (em parceria com Maria de Los Angeles G. Duarte), afirma que a sua obra mais recente é uma denúncia. “Contra uma chacina que ocorreu no Paraná”, diz.
“Os imigrantes europeus exterminaram os povos indígenas. Não foi brincadeira. Desde o século 16, foram quatro ciclos de massacre aqui no Paraná. Por que ninguém estuda o assunto?”
Milton Ivan Heller, jornalista e escritor
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GAZETA DO POVO - CADERNO G - Publicado em 26/04/2011 | MARCIO RENATO DOS SANTOS
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