sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Nossa Senhora da Luz dos Pinhais e a Fundação de Curitiba

“No seio dos Pinhais”... 

Tudo isso vai a esfuminhar-se em lenda... 
-“Aqui!” o bugre disse e a gente aventureira 
No seio dos Pinhais, com a luz por padroeira, 
Plantou de Curitiba a originária tenda. 

Floriu. Outra pepita: o trigo na moenda 
Tosca avisou exausta a antiga faisqueira... 
Depois – filhos e heróis daqui, quanta bandeira
Foi tecer dos sertões a epopéia estupenda! 
(Euclides Bandeira)

Na Vilinha, às margens do rio Atuba, havia uma imagem de Nossa Senhora da Luz na capela deste primeiro vilarejo de Curitiba. Porém, todas os dias essa imagem amanhecia voltada para a mesma direção (não adiantava mudar a santa de posição porque ela se virava para aquele lugar). Esta situação inusitada foi interpretada como a vontade de Nossa Senhora em criar uma cidade naquele lugar. O cacique dos índios tingui, o Tindiquera, guiou até o local onde teria colocado uma vara de Arueira no chão, dizendo "Taki Keva - Coré Etuba", que significaria "Aqui muito pinhão". Essa vara teria brotado e virado uma frondosa árvore, sendo este o marco zero da cidade de Curitiba, atual Praça Tiradentes.
Dicionário de Curitibanês 
e Curitibanices
Autor: Anthony Leahy
Páginas: 54 pgs.
Ano da Publicação: 2010
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 20,00

 
SINOPSE
Expressões, Gírias, Curiosidades, História, Memória e o jeito de ser e ver do mundo 
dos Curitibanos. Indispensável para quem é de fora e imperdível para quem é daqui!
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 CAPAZ!, GURIA...
ESCUTE! SEU PIÁ PANÇUDO...
Mais de 5 MIL exemplares vendidos!
Também, lá você encontra as Balas Zequinha, Jogo de Búrico, Setra... 
e mais de 500 palavras e expressões tipicamente curitibanas. 
E de ynhapa, ainda leva a História e as histórias - curiosidades de 
todas as épocas - de Curitiba (CASA FERES:PEQUENA POR FORA E 
GRANDE POR DENTRO - CASAS DAS MEIAS, TEL 666 - HM: DO RIO 
GRANDE AO GRANDE RIO - MARIA DO CAVAQUINHO - TRAVESTI GILDA - 
OTÍLIA - PIÁ DE PORÃO - PIÁ DE PRÉDIO - NHÔ BELARMINO E 
NHÁ GABRIELA E AS MOCINHAS DA CIDADE - CAFÉ ALVORADINHA - 
PEDRA DA GAZETA...
OU SEJA: É CURITIBANÊS MAIS CURITIBANICES!
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Curitiba nas curvas do tempo
Autor: Anthony Leahy
Páginas: 60 pgs.
Ano da Publicação: 2008
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 20,00

 
SINOPSE
Fragmentos da História e da crônica cotidiana de Curitiba. 
Locais, personagens, políticos, fatos, costumes, cultura... 
um passeio pelo tempo...

Pense nisto e repense suas atitudes!

Para fechar a semana da pátria, fica a reflexão acima. 
Afinal, os políticos, e corruptos em geral, não são extraterrestres... 
São amostragem do que somos enquanto sociedade. 

Meu caminho pelo mundo Eu mesmo traço A Bahia já me deu Régua e compasso Quem sabe de mim sou eu!

Eu sou amante da gostosa Bahia, porém 

Pra saber seu segredo serei baiano também.

Dá licença, de gostar um pouquinho só 
A Bahia eu não vou roubar, tem dó! 

Ah! Já disse um poeta que terra mais linda não há 

Isso é velho e do tempo em que se escrevia Bahia com H!

VISTA AÉREA DO FAROL DA BARRA
Viajo amanhã para renovar as forças nas terras sagradas da Bahia de Todos os Santos! Mais de dois anos que não recebo a benção do Senhor do Bonfim e nem rego as minha raízes com água da fonte. Como CuritiBaiano, preciso de um equilíbrio entre pinheiro e coqueiro. Apesar de ser uma viagem de trabalho onde tenho reunião com o Secretário de Justiça e com o Secretário de Educação, além de visitas ao Instituto Histórico e à Academia de Letras, como faço o que gosto nunca trabalho e ainda posso matar a saudade e renovar o espírito. 

Tentarei postar algumas matérias e fotos sobre as minhas andanças soteropolitanas. Mas, para deleite, já posto alguns pontos turísticos essenciais.  
BAIA DE TODOS OS SANTOS VISTA DO ELEVADOR LACERDA
 VISTA A PARTIR DO ELEVADOR LACERDA - POR DO SOL
VISTA DA FONTE DA RAMPA DO MERCADO MODELO
VISTA DO ELEVADOR LACERDA E CIDADE ALTA A PARTIR DA CIDADE BAIXA
VISTA FRONTAL DO MERCADO MODELO

FORTE SÃO MARCELO E QUEBRA MAR
VISTA AÉREA DO FORTE SÃO MARCELO E DO MERCADO MODELO
OUTRA VISTA DO FORTE SÃO MARCELO

POR DO SOL NO FORTE SÃO MARCELO
 FAROL DA BARRA
VISTA FRONTAL FAROL DA BARRA
POR DO SOL NA ORLA DA BARRA COM FAROL AO FUNDO
 VISTA DA ORLA DA BARRA COM O FAROL AO FUNDO
PELOURINHO
PELOURINHO
PELOURINHO - TERREIRO DE JESUS
MIRANTE DA PRAÇA DA SÉ
PRAÇA DA SÉ - PALÁCIO DOS ESPELHOS
PRAÇA CASTRO ALVES
PRAIA DA RIBEIRA - CIDADE BAIXA
FAROL DE ITAPUÃ
DIQUE DO TORORÓ - ORIXÁS
DIQUE DO TORORÓ - ORIXÁS
ORLA MARÍTIMA
LAGOA DO ABAETÉ
TABULEIRO DA BAIANA - ACARAJÉ

A grande maioria dos hinos pátrios enfatiza fatos e feitos heroicos, a bravura, os aspectos guerreiros, esquecendo da importância da cultura desse povo e a sua esperança no futuro em dias mais luminosos. O Hino Nacional Brasileiro, nas suas estrofes, inspira o valor do povo e mostra quão maravilhoso e imenso é este país com privilegiada natureza, sem acidentes e incidentes naturais expressivos, com florestas exuberantes, rios caudalosos, longo e luminoso litoral, riquezas minerais, um território continental, num “berço esplêndido ao som do mar e à luz de um céu profundo”.

Capa do livro: Em Defesa do Hino Nacional Brasileiro, Organizadores: Maria Beatriz Balena Duarte, João Luiz MedeirosEm Defesa do Hino Nacional Brasileiro
Pedro Nicolau Pinto, 118 pgs.
Publicado em: 29/6/2007
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853621636-2
Preço: R$ 30,00

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.           
SINOPSE
"Quando me deparei, na internet, com a publicação de uma análise do Hino Nacional Brasileiro por alunos da USP, agora formados professores de História, os quais diziam estar o Hino Nacional eivado de irregularidade, repleto de erros, propugnando inclusive pela sua extinção, não pude furtar-me a oportunidade de contestá-los da forma mais veemente. Apontam aqueles críticos (assim se intitulam) que o nosso Hino Nacional contém 16 erros e passam a analisá-lo, dando suas versões, mas, desde o início, pela simples leitura de suas exposições, nota-se que longe estão de fazer qualquer crítica ou análise, mesmo porque, para fazê-la, cometeram 77 erros ortográficos e concordâncias gramaticais, excetuando-se pontuações desnecessárias. Não merece fé nem credibilidade quem, apontando 16 erros, comete 77 para corrigi-los, dando interpretação errônea a sinônimos tão ricos de nossa língua. Embora contendo poucas páginas e sem pretensão de esgotar o assunto, acredito que alunos, professores e quem mais venha a tomar conhecimento desta defesa, por certo despertarão para um civismo mais intenso no que diz respeito à forma e à maneira de entoá-lo."  Pedro Nicolau Pinto - Autor

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"Perante o nascer da aurora, os mistérios do mar e da tormenta, as belezas da natureza, o pavor do fogo abrasador, o amor à terra, o louvor às divindades, às glórias do povo, suas conquistas, feitos heróicos e bravura, o poeta procurou expandir em efeito sonoro, o seu respeito, admiração e entusiasmo. Desde a antiguidade o homem cultiva o aspecto poético e musical, produzindo o Hino. Muitos são cânticos glorificando as divindades mitológicas e os santos e sua dedicação a obras pias, outros são essencialmente guerreiros, exaltando a bravura e o destemor de um povo, incitando-o à guerra. A grande maioria dos hinos pátrios enfatiza fatos e feitos heróicos, a bravura, os aspectos guerreiros, esquecendo da importância da cultura desse povo e a sua esperança no futuro em dias mais luminosos. O Hino Nacional Brasileiro, nas suas estrofes, inspira o valor do povo e mostra quão maravilhoso e imenso é este país com privilegiada natureza, sem acidentes e incidentes naturais expressivos, com florestas exuberantes, rios caudalosos, longo e luminoso litoral, riquezas minerais, um território continental, num “berço esplêndido ao som do mar e à luz de um céu profundo”. O autor, agora despertado sobre as origens do nosso Hino, procurou reunir em uma só obra tudo o que se refere ao assunto motivo de sua pesquisa. Foi às fontes mais primárias, corrigiu e explicou as diferenças, juntando as comprovações, manteve uma preocupação em apresentar não mais uma obra, mas compilar com rigor a exatidão as informações. É um trabalho de valor que servirá como bússola para aqueles que se dedicam ao estudo desse assunto patriótico. " - Ernani Costa Straube - Do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e da Academia Paranaense de Letras.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

VULTUOSA OU VULTOSA? APENADO OU PENALIZADO?


Vultoso é algo grande, muito volumoso, como na frase: “A dívida pública dos Estados Unidos atingiu um valor vultoso”. Já vultuoso vem do termo “vultuosidade”, palavra mais usada em medicina, que significa uma congestão da face ou inchaço. Ou seja, se nos referimos a uma grande soma, por exemplo, a palavra correta seria 'vultoso', isto é – liberação de vultoso empréstimo de dinheiro. 
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Penalizar é sentir Pena de algo ( causar dó, piedade Apenar é Punir, Prejudicar, Castigar. As pessoas usam erradamente a palavra penalizar no sentido de castigo, de punição, quando deveriam usar APENAR. Por Ex:"o jogador foi penalizado" ( significando punido ), quando o correto seria: "o jogador foi apenado"Penalizar pode ser usado quando significa causar ou sentir dó, piedade: “Ficamos penalizados com aquela situação”. A confusão se dá porque a palavra pena é polissêmica: tanto significa punição como significa compaixão. Mas a polissemia não se transmite ao verbo. O verbo liga-se a pena/dó, mas não se liga apena/punição, apesar de alguns dicionários já constarem em nome do uso consagrado.

Semeando Livros - Destaque para a quarta edição do Literatyba no Palacete dos Leões



    02/09/2012 às 22:25:34 - Atualizado em 02/09/2012 às 22:25:38

Semeando Livros

Destaque para a quarta edição do Literatyba – Juruá - Semeando Livros, que aconteceu na semana passada no Palacete dos Leões, sob o comando do editor Anthony Leahy e do gerente geral da editora Juruá Ivan Winter.
Autor e Des. do Trabalho Luiz Eduardo Ghunter - Editor Anthony Leahy  - Autor e Promotor (Ministério Público Estadual) Rogério Moreira Orruteia
Autor Jocelino Freitas - Editor Anthony Leahy - Autor Alessandro Casagrande (IHGPR)  - Autor Carlos Zatti - Jornalista Willy Schumann - Vereador Aladim Luciano
Editor Anthony Leahy - Autor Marcelo Zanello Milléo (ex-prefeito de Piraí do Sul)
Autora Juliana Busnardo de Araújo - Editor Anthony Leahy - Autora Simone Mastrantonio
Gerente Editorial da Juruá Ivan Winter e Autora Sueli Monteiro

RISCO DE VIDA OU RISCO DE MORTE?

Elipse. É a omissão de um termo ou oração que facilmente podemos subenteder no contexto. É uma espécie de economia de palavras. São comuns as elipses dos pronomes sujeitos, dos verbos e de palavras de ligação… Pode ocorrer a elipse total ou parcial de uma oração…
Pois bem, “risco de vida” significa  Risco de vida é risco para a vida, ou seja, risco de (perder a) vida. Ou seja, é uma elipse. Na verdade, são duas elipses! “Risco de morte” vem de “risco de (encontrar a) morte”. Se quisesse evitar a elipse deveria utilizar “risco de morreR“. 

Além disso, nossas Leis falam em "gratificação por risco de vida", o Código de Ética Médico fala de "iminente risco de vida" e o dicionário do Houaiss, no verbete "risco", exemplifica com risco de vida

Podemos encontrar a expressão também no Inglês (risk of life), no Espanhol (riesgo de vida) e no Francês (risque de vie).

Quando Cazuza cantou, em 1988, “o meu prazer agora é risco de vida” (na canção Ideologia), não passou pela cabeça de ninguém corrigi-lo.

MAS não se trata de dizer que risco de morte seja, como alegam seus defensores a respeito de risco de vida, uma expressão “errada”. Não é!  Pode-se usá-la (como também grandes romancistas o fizeram) sem risco para a adequada comunicação de uma mensagem. 

OU SEJA, as duas formas estão corretas, tanto pela norma culta como pela consagração popular.