quarta-feira, 21 de novembro de 2012

NOSSO PAPEL DE EDITOR!

Viva o contraditório! Uma sociedade livre se constrói no debate. Fora do debate não existe reflexão inteligente e sim mera submissão. Enquanto Editor, cabe-me garantir a Vez e Voz a todos, incentivando o choque de ideias e ideais. Só assim construiremos uma sociedade realmente civilizada e justa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

AVISO PÚBLICO: SEMEANDO LIVROS & INSTITUTO MEMÓRIA FICAM INDEPENDENTES!



ados Amigos, Autores, Leitores e Parceiros;

“Viver é lutar. 

A vida é combate, 

Que os fracos abate, 

Que os fortes, os bravos Só pode exaltar.”


Comunicamos que a parceria da JURUÁ EDITORA com o INSTITUTO MEMÓRIA para os segmentos de Literatura, Cultura e História – Selo Editorial Semeando Livros que respondo como editor – termina agora em dezembro/12. 
Portanto, só estarei à frente da Juruá Semeando Livros até final de Dezembro próximo. A partir de 2013 cada editora retornará à sua atuação autônoma e independente. 
Aviso a todos os meus amigos, parceiros, leitores e autores, deixando público e notório que - em 2013 - não mais responderei pela Juruá e seus projetos, voltando a responder como EDITOR EXCLUSIVO do INSTITUTO MEMÓRIA.
Forte abraço,
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Anthony Leahy – Editor
E-MAIL: editora@institutomemoria.com.br 
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Anthony Leahy – Editor
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editora@institutomemoria.com.br

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

PAPEL DA ÉTICA FRENTE À MORTE, pelo Dr. Waldo Robatto


“Fomos ajudados para nascer, 
indiscutivelmente também precisamos ser ajudados para morrer.”

Ninguém, sem qualquer dúvida, é o “Dono da Verdade” diante a persistente complexa questão da Eutanásia, a morte piedosa, entre outros sinônimos etimológicos: morte sem agonia, sem dor, morte calma, serena, etc. Idem, para com a Distanásia, neologismo antônimo da Eutanásia, ato defeituoso de prolongamento exagerado do processo do morrer de um paciente . “Obstinação Terapêutica”, medicação fútil, inútil, através a qual, enfim, busca-se desesperadamente curar o impossível, a morte!
Inadmissível, imperdoável, desumano é ainda neste novo século XXI esses importantes temas continuarem sendo veladamente “varridos para debaixo do tapete”. Ação de acomodados, aqueles petrificados na indiferença, invalidados na imparcialidade, imobilizados no fanatismo, até mesmo!
Justifico melhormente o porquê dessa minha indignação, dizendo: há um inconsciente, louvável, extraordinário desenvolvimento da tecnologia aplicada à medicina - que segue um caminho sem volta - trazendo incalculáveis benefícios para toda a humanidade. Contudo, também ele traz, igualmente, os seus correspondentes maléficos.
É o caso, exemplificado, do inegável aumento, em verdadeira progressão geométrica, do número de pacientes terminais! Paciente terminal, aquele que, na evolução de sua doença não tem condição de prolongar  a sobrevida, apesar de todos os recursos médicos disponíveis, estando, pois, num processo de morte inevitável. Processo do morrer, é aquele período mais e/ou menos longo anterior a morte propriamente dita. Processo esse que está sendo no presente mais duradouro como resultante, justamente, é óbvio, do desenvolvimento tecnológico referido. Seja dito, por sinal, que muitos desses padecentes estão subjugados a atrozes sofrimentos, representados principalmente pelas dores física, psiquica, social (“a dor do isolamento”) e a espiritual, com certeza. De modo específico, afirme-se: quando pacientes terminais “não-pagantes”, aqueles designados de uma maneira ignominiosa de indigentes!
A respeito, opinando, disse muito bem Caio Rosenthal, colega infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo - SP, autoridade no trato com pacientes terminais: “O silêncio é a voz da omissão”
A propósito de omissão, ouça-se também Jean D’Ornesson, escritor francês:
“Nada mais parcial do que a imparcialidade”
Contemporaneamente , as polêmicas questões da eutanásia são capítulos próprios da Bioética. Disciplina, matéria de ensino que veio pra ficar devido a sua indiscutível importância, exatamente, na discussão de muitas complexas questões persistentes e emergentes referentes ao que é verdadeiramente mais precioso para todos nós seres humanos: a saúde, a nossa própria vida, enfim.
Nesse artigo, procuro sugerir debates sobre Eutanásia e Distanásia referentes à grave problemática dos pacientes terminais numa pretensão que, pelo menos, a indiferença sobre o assunto tenha fim.
Humanização. aprimoramento de cuidados paliativos para com eles, indispensável alocação de recursos específicos dos governos federal, estaduais e municipais para tal desiderato.
“Fomos ajudados para nascer, indiscutivelmente também precisamos ser ajudados para morrer.”

Waldo Robatto, Médico, Profº Universitário, Membro Conselheiro do CREMEB.


Eutanásia: Sim ou Não? - Aspectos Bioéticos
Autor: Waldo Robatto
Páginas: 90 pgs.
Ano da Publicação: 2008
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 35,00

 
"A morte é um fenômeno natural e irreversível.
As tentativas para evitá-la deverão ter,
portanto, seus limites!"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Raia, Setra, Sapecada e Outras Narrativas Curitibanas! de Ubiratan Lustosa


Ubiratan Lustosa é uma legenda no rádio e televisão do Paraná. Advogado, publicitário, jornalista e escritor, depois de lançar "Rádio do Paraná: Fragmentos de sua história", contando de sua longa vivência nas ondas do rádio, agora nos brinda com "Raia, setra, sapecada e outras narrativas curitibanas", onde conta com graça e boa memória as lembranças de sua Curitiba perdida.  

Outra profissão, o que seria: Advocacia, na qual me formei e não exerci.
Dando a semana por finda, um fim de semana como deve ser: Descontraindo.
Serra abaixo ou serra acima: A praia é uma boa.
A mais bonita paisagem do Paraná: Cataratas do Iguaçu.
A mais bonita paisagem de Curitiba: Qualquer um dos nossos parques.
Uma rua da cidade: A Nunes Machado, onde nasci e me criei.
Um sábado de chuva: Nostalgia.
Um domingo de sol: Alegra a gente.
O que não dispensa no inverno: Comida quente e uma taça de vinho.
O que não dispensa em qualquer estação do ano: Outra taça de vinho.
Um lugar para iniciar o fim de semana: Minha casa.
O que estraga o fim de semana: Chuva forte e frio intenso.
O acepipe de boteco: Batata frita e linguiça . Quem não gosta? (Com cerveja, é claro).
O jantar no sábado: Trivial, em casa.
O almoço de domingo: Feito por minha mulher, neta de italianos.
O restaurante de estimação: O que não me engana.
A receita de estimação: Camarão à grega.
Nenhum, pouco ou bastante alho: O suficiente. Dá mais sabor à comida.
Uma sobremesa: Torta de morango.
Um copo para o espírito: Ah, se fosse possível beber sabedoria...
Metade cheio, metade vazio: Não resolve. Melhor é cheio por inteiro.
O que é muito bom fazer sozinho: Pensar.
Uma música para ouvir hoje: Uma valsa bem antiga.
Um livro na estante: A Bíblia.
Um livro na cabeceira: Durmo antes de ler.
Um filme de ontem: "Casablanca" , Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.
Um filme de hoje: Estou em recesso.
Um retrato na parede: Muitos, colocados por  minha mulher, de filhas, netos e agora um bisneto.
Saudades de um sábado qualquer: Jogo de bola na praça Ouvidor Pardinho quando era criança.
Uma viagem: Itália e França, na Copa de 90.
Noite de domingo, o que lhe parece: Fim de festa.
Há a perspectiva de segunda-feira, o que lhe assusta embaixo da cama: Nada, se eu estiver em cima.
Um passarinho (sonho) na mão: Livro lançado.
Outro voando: Novo livro.

http://www.institutomemoria.com.br/pesquisa.asp


SINOPSE

O tempo é como um véu a envolver o passado, uma neblina que deixa entrever sem revelar, pondo um fascinante toque de poesia em tudo que já se foi.
Sim, são muitos os motivos para sentir saudade, essa vontade ardente de viajar nas asas do pensamento e reviver o tempo que passou. Este livro foi escrito com o desejo de avivar na memória dos mais idosos a nossa Curitiba de outrora e deleitar os que gostam de curtir saudade. E para contar aos mais jovens como eram as coisas antigamente.


Curtir Saudade - 9
Os Velhos Casarões - 10
A Cidade Mudou - 11
Os Partos de Antigamente - 14
Chá de Casca de Laranja - 16
Os Costumes de Outrora - 18
Armazém de Secos e Molhados - 20
Fogão A Lenha - 22
O Footing Da Rua XV - 25
As Matinês do Cine Luz - 27
A Diversão da Piazada - 29
Vingança de Guri - 31
Sic Transit Gloria Mundi - 33
O Mendigo da Zacarias - 35
Os Cafés de Curitiba - 37
Pião e Outros Brinquedos - 40
Cantigas de Roda - 42
No Tempo do Bonde de Burros - 44
O Bonde Elétrico - 46
O Frio Curitibano - 47
O Revólver - 49
Nossos Cantores - 50
Gravar em Disco era Difícil - 53
Fotógrafos do Passado - 55
Batendo Matraca - 57
Dia de Malhar Judas - 58
O Velho Realejo - 60
Bebedouros - 61
Sapecada - 62
Barbeiros Antigos - 64
As Festas Paroquiais - 65
Na Frente do Freguês - 67
As Vendas em Domicílio - 68
Passeio Público - 70
Os Mascates - 72
Narrando Ciclismo - 74
O Relógio da Praça Osório - 76
O Anjinho do Presépio - 78
As Topadas - 80
Maria Polenta - 82
Tipos Populares - 84
Cavalgando em Pelo - 86
A Antiga Temperança - 87
Empinar Raia - 89
Crendices de Nossa Gente - 91
O Natal em Curitiba - 93
Galochas e Tamancos - 95
Ferro de Passar Roupas - 97
Colchão de Palha - 98
Forno de Quintal - 99
Os Banhos de Outrora - 100
Na Falta de Geladeira - 101
Passado e Presente - 102
Poema Infância - 103
Curitiba, Cidade Sorriso - 105

PARADIGMAS: ÂNCORAS OU TRAMPOLINS?


Paradigmas são modelos, referenciais que delimitam o nosso modo de agir, pensar e produzir. Representam a nossa visão de mundo. Neles temos a nossa educação doméstica, nossa crença religiosa, nossas influências escolares e de amizades.

O exemplo clássico é a indústria de relógios da Suíça que até a década de 1970 era líder mundial do mercado. Seus pesquisadores buscavam sempre aperfeiçoar o modelo do relógio mecânico. Mas o surgimento de uma nova tecnologia passou despercebido por eles, estamos falando do relógio eletrônico a quartzo. Os americanos e japoneses possuíram a tecnologia eletrônica e acreditaram no sucesso do produto, quebrando os paradigmas existentes na época. Qual foi a conseqüência? Alguns anos mais tarde, os relógios a quartzo alcançaram absoluto sucesso. A indústria suíça, despreparada para uma súbita mudança de paradigma, mergulha numa profunda crise. Fábricas vão à falência e inúmeras pessoas perdem seus empregos. Neste caso foi uma âncora. Os pesquisadores suíços estavam “presos” ao paradigma do relógio mecânico e não deram crédito para a inovação, mas esta seria o futuro dos relógios!

Os paradigmas não são bons nem ruins em si, mas ele pode tornar-se ruim à medida que engessa as atitudes da pessoa e limita de modo comprometedor seu modo de agir. Também pode bloquear a criatividade e trazer o conformismo com a situação, mesmo que esta não seja boa. 

Tudo na vida está em constante mudança e exigindo uma readequação aos novos cenários. Uma atitude que foi vantajosa em um momento pode virar desvantajosa noutro. Esta dinâmica exige um continuo analisar da situação e das perspectivas. Seja em relação à nossa vida pessoal ou profissional. Algo como a esfinge que nos desafia: "decifra-me ou devoro-te!". Se não nos adaptarmos aos novos cenários e contextos, podemos ser devorados e extintos como dinossauros. Precisamos nos reinventar a cada dia de nossa vida para manter a nossa competitividade. 

Lembremo-nos que adaptabilidade é uma das nossas maiores forças competitivas. O mercado está repleto de casos de grandes empresas que não conseguiram se reinventar e foram extintas. Também sabemos de grandes profissionais que não evoluíram e ficaram parados no tempo, perdendo o seu prestígio e eficácia...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

MISTÉRIOS NÃO RESOLVIDOS: o sumiço do navio Mary Celeste











Foto: Cumberland County Museum and Archives, Amherst, Nova Scotia Canada


Foto do famoso bergantim/navio Mary Celeste, encontrado à deriva em 1872, sem vestígios de sua tripulação. Até hoje não há um consenso do que houve com os sete marinheiros, o capitão, sua esposa e sua filha. 
Benjamin Briggs

Sob o comando do famoso capitão Benjamin Briggs, Mary Celeste partiria em 5 de Novembro da ilha Staten em Nova Iorque com rumo a Itália. A tripulação, além do capitão, era composta por sete experimentados homens de mar e duas passageiras. Sarah, a esposa do capitão e Sophia Matilda, sua pequena filha de 2 anos, já que passariam um tempo em família por Itália.

Em 5 de Dezembro, aproximadamente a 370 milhas da costa portuguesas, o timoneiro de um navio mercante de origem britânica, chamado Dei Gratia, avistou Mary Celeste. Depois de anos como marinheiro imediatamente notou algo fora do comum, apesar de que a embarcação avistada viajava com suas velas estendidas. Depois de conversar com outros oficiais, avisaram ao capitão do navio, David Morehouse que ficou surpreso e preocupado pois Briggs era seu grande amigo, e sabia que naquela data o Mary Celeste já deveria ter aportado na Itália.
Morehouse imediatamente ordenou sua tripulação a abordar ao navio com bastante cautela, e quando estavam a uns 400 metros aguardaram duas horas observando e tentando se comunicar com a tripulação do Mary Celeste. Não obstante, e apesar que o navio não apresentasse nenhum sinal de ter sido atacado ou avariado, o mesmo parecia estar vazio. Razão suficiente para enviar um pequeno contingente para abordar a nave e ver o que tinha ocorrido com a tripulação.

Depois de horas de espera os marinheiros retornaram ao Dei Gratia, reportando não ter encontrado nenhum ser humano na embarcação, mas que sua valiosa carga (álcool industrial), salvo por nove barris, permanecia intacta. Mais curioso ainda era que o único bote salva-vidas do navio não estava presente e as provisões de alimentos comida, bem como também a água fresca, ainda se encontravam nos porões da embarcação. Entre outros objetos encontrados estavam os objetos pessoais de toda a tripulação, jóias, a roupa da menina, diário do capitão e inclusive uma navalha de barbear ainda com espuma [Arthur Conan Doyle depois exageraria ao contar esta história dizendo que também encontraram pratos com a comida dos tripulantes ainda quente].

O porque do desaparecimento da tripulação permanece até hoje como um grande mistério. No exterior da nave não existia sinal alguma de que tenha sido atacada ou de que tivesse atravessado um temporal, e no interior da mesma não tinha sinais de violência e tanto a carga quanto as posses pessoais da tripulação permaneciam intactas, motivo pelo qual não pôde ter sido um ato de pirataria ou de motim. O diário do capitão não continha registro algum de mau tempo. Sua última entrada havia sido realizada em 25 de novembro a 160 quilômetros dos Açores.

O navio foi rebocado pela tripulação do Dei Gratia até o Estreito de Gibraltar, onde uma corte Britânica em conjunto com o cônsul estadunidense em Gibraltar, Horatio J. Sprague, se encarregariam de pesquisar o ocorrido. Conquanto em um primeiro instante criam ter encontrado uma espada cheia de sangue, terminaram descobrindo que seria somente oxidação e, até os dias de hoje, o destino da tripulação permanece no maior mistério.

O destino do navio: Mary Celeste foi novamente vendido e utilizada durante 12 anos transportando todo tipo de objetos e mercadorias. Seu destino final foi o Caribe, onde um mercador chamado GC Parker carregou-a de lixo e dizendo para a seguradora que se tratava de uma carga valiosa, tentou afundá-la ao jogá-la contra um recife. No entanto, a maldição da Mary Celeste cairia sobre Parker, e a nave não afundou. Inclusive, depois de que tentassem colocar fogo na embarcação. Parker foi descoberto, preso e enviado a julgamento, ainda que tenha morrido por causa de uma doença desconhecida antes de chegar ao tribunal. 

O que aconteceu? Uma das teorias mais aceitas indica que durante uma pequena tormenta, o capitão, temendo que sua carga explodisse, ordenou sua tripulação a baixar o bote salva-vidas, e ato seguido amarraram o barco à popa do navio com uma uma longa corda. Desta maneira, seguiriam o barco desde o bote enquanto eram rebocados sem o perigo da explosão. Mas algo imprevisto teria acontecido, e o bote se soltou, deixando a tripulação à deriva. A Wikipedia em inglês tem uma boa lista de teorias que vai desde as mais possíveis até as mais fantasiosas. 
No início de 1873, foi reportado que dois barcos salva-vidas encalharam na Espanha, um com um corpo e uma bandeira americana, o outro contendo cinco corpos. Tem sido alegado que esses devem ter sido os resquícios da tripulação do Maria Celeste. Entretanto, aparentemente os corpos nunca foram identificados.

domingo, 4 de novembro de 2012

O FRANCÊS QUE NÃO EXISTE NA FRANÇA!



Não se sabe quando o pão começou a ser feito nem como era o pão de antigamente! Historiadores defendem que o pão tenha surgido há 12 mil anos, na Mesopotâmia, juntamente com o cultivo do trigo. Outros defendem que o pão está ligado aos homens desde 300.000 a.C. 

Os primeiros pães eram achatados, duros, secos e muitos amargos. Eram assados sobre pedras ou embaixo de cinzas. O primeiro pão assado em forno de barro foi a 7000 a.C. no Egito, que mais tarde descobriram o fermento. O pão chegou à Europa em 250 a.C. sendo preparado em padarias, mas com a queda do império romano, as padarias fecharam e o pão teve que ser feito em casa. Somente a partir do século XII a França começou a melhorar e então no século XVII o país se destacou como centro mundial de fabricação de pães.

No Brasil, o pão começou a ser popular no século XIX, apesar de ser conhecido desde os colonizadores. Os pães feitos no Brasil eram escuros enquanto na França o pão era de miolo branco e casca dourada. O pão francês que tanto é usado no Brasil não tem muito a ver com os verdadeiros pães francês, pois a receita do pão francês no Brasil só surgiu no início do século XX e difere do pão europeu por conter um pouco de açúcar e gordura na massa.

A receita do pão francês hoje mais consumido no Brasil surgiu no início do século XX, provavelmente perto da Primeira Guerra Mundial, por encomenda de brasileiros endinheirados que voltavam de viagem a países da Europa. Os viajantes de famílias ricas que voltavam de lá descreviam o produto a seus cozinheiros, que tentavam então reproduzir a receita pela aparência. Surge, assim,o pão francês brasileiro. 

Com o tempo, o novo pão foi ganhando apelidos locais diferentes, como pãozinho (São Paulo), pão massa grossa (Maranhão), cacetinho (Rio Grande do Sul, Bahia), pão careca (Pará), média (Baixada Santista), filão, pão jacó (Sergipe), pão aguado (Paraíba), pão de sal, ou pão carioquinha (Ceará) em diferentes cidades do Brasil.