sábado, 16 de fevereiro de 2013

POR QUE NO RELÓGIO DA PRAÇA OSÓRIO - CURITIBA - ENTRE OUTROS - O NÚMERO 4 ROMANO APARECE COMO IIII e não como IV?

A grande maioria dos relógios com mostradores em algarismo romanos adota a forma IIII para representar o número 4. Para alguns, é apenas motivo de simetria estética. Veja no mostrador: que as primeiras quatro horas são representadas pelo numeral I (I, II, III, IIII), as quatro seguintes utilizam o V (V, VI, VII, VIII) e as restantes o X (IX, X, XI, XII). Dessa forma, realmente a estética fica mais simétrica.  No entanto, uma história que ganhou fama afirma que há anos, em uma estação ferroviária, uma pequena confusão causou um terrível acidente. O funcionário da estação, encarregado de liberar a saída dos trens, olhou distraidamente para o relógio e viu que ele marcava 5 horas (V) e autorizou que um trem saísse. No entanto, o ponteiro das horas estava em cima do I, do algarismo IV. Eram 4 horas e não 5. Nesse mesmo momento, um outro trem estava chegando e os dois colidiram gravemente. Por causa do ocorrido, ficou estabelecido que todo o numeral IV seria escrito IIII.

O que é certo e comprovado é que é a forma  arcaica utilizada no sistema de numeração romana. 

Quanto ao Relógio da Parça Osório, veja o que ensina Cid Destefani:


"O relógio da Praça Osório é, sem dúvida, o que tem mais histórias entre os marcadores das horas curitibanas. Foi inaugurado junto com os melhoramentos feitos naquele logradouro pelo prefeito Cândido de Abreu, em 1914. Acontece que ficou no local apenas como um totem durante quatro anos, pois seu mecanismo, encomendado na Alemanha, somente chegaria após o término da Primeira Guerra Mundial, em 1918. Por sinal, seu pedestal foi usado para colocar as bandeiras dos países aliados em sinal de repúdio pelo torpedeamento de embarcações brasileiras por submarinos germânicos.

O relógio da Osório funcionava aos trancos e barrancos. Vivia mais parado e, quando não, nunca estava com a hora certa. O povo comentava: relógio que atrasa não adianta! Por duas vezes sua caixa foi mudada, assim como os mostradores. De redondo passou a ser quadrado e tornou a forma circular. A última mexida que deram no coitado foi por volta de 1993, quando foi retirado da Praça Osório e colocado na Avenida Luiz Xavier, onde em seu pedestal o trêfego prefeito, tentando se eternizar, colocou uma placa de bronze com seu nome que, por sinal, já foi devidamente retirada por algum gatuno."

O GREGÓRIO DE MATTOS CURITIBANO QUE ADOTOU O RIO DE JANEIRO

EMÍLIO DE MENEZES - (1866-1918)
  
Emílio Nunes Correia de Meneses nasceu em Curitiba, Paraná. Jornalista e poeta, foi eleito para a Academia brasileira de Letras mas faleceu antes de tomar posse. Era filho do também poeta Emílio Nunes Correia de Menezes e de Maria Emília Correia de Menezes, único homem dentre oito irmãs. Muda-se para o Rio de Janeiro, deixando em Curitiba a marca de uma conduta já destoante ao formalismo vigente: nas roupas, no falar e nos costumes. Boêmio, na capital do país encontra solo fértil para destilar sua fértil imaginação, satírica comparada a Gregório de Mattos. Em 1914, teve seu nome aprovado para suceder Salvador de Mendonça, na cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras. Emílio escreveu um discurso de posse, mas eram tantas as impropriedades, no entender da Academia, que o poeta foi orientado a mudar palavras e conceitos, “aberrantes às praxes acadêmicas”. Emílio protelou o quanto pode para fazer as emendas sugeridas e faleceu, quatro nos depois de ter sido eleito, sem ter tomado posse de sua cadeira.
Tornou-se jornalista no RJ e, por intercessão do escritor Nestor Vítor, trabalha com o Comendador Coruja, afamado educador. Em 1888 casa-se com uma filha deste, Maria Carlota Coruja, em 1888, com quem tem no ano seguinte seu filho, Plauto Sebastião. Neste mesmo ano separa-se da esposa, mantendo um romance com Rafaelina de Barros. Obras publicadas: Marcha fúnebre - sonetos – 1892; Poemas da morte -1901; Dies irae - A tragédia de Aquidabã – 1906; Poesias – 1909; Últimas rimas – 1917; Mortalha - Os deuses em ceroulas - reunião de artigos, org. Mendes Fradique – 1924; Obras reunidas– 1980.

EMÍLIO DE MENEZES ABORDA TEMA ATUALÍSSIMO:

Sem ter ofício certo, o nosso papa
Matuta agora em que passar o dia.
Da prisão que o envolve não se escapa
E, de Veneza, sofre a nostalgia.

Do mundo crente dominando o mapa
E, exercendo a maior soberania,
Vê, entretanto, que o mundo se lhe escapa
E, não conhece o que dirige e guia.

Para se distrair, o prisioneiro,
Os dias santos, impiedoso, corta
Mas um concede ao celestial porteiro!

E não fizesse que, de cara torta,.
Quando soltasse o alento derradeiro,
São Pedro, à face, lhe trancava a porta !

NO ANEDOTÁRIO EMÍLIO ERA IMBATÍVEL E INCORRIGÍVEL:

Em um de seus prediletos pontos de observação – a mesa de um bar – Emílio bebia com amigos quando vê passar uma pessoa com fama de conquistador, de nome Penha. Os amigos comentaram que Penha estava, no momento, sofrendo de males de amor não correspondido por uma mulher de duvidosa reputação. O poeta saiu-se com esta:
— Um homem que se diz Penha sofrendo por uma mulher que se disputa…
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Manhã de sexta-feira santa. As famílias de Curitiba saem das missas de rememoração da morte de Cristo. Algumas passam pela Praça Osório e encontram Emílio embriagado, amparando-se em uma das palmeiras do logradouro. Imediatamente reconhecido, vão até ele e o censuram.
— Sr. Emílio, mas nem o dia de hoje, em que todos se recolhem para lembrar a morte de Nosso Senhor, você respeita?
Nem sua visível embriaguez não o impede de uma tirada inteligente:
— Não foi no dia de hoje que se cometeu o maior crime da humanidade, em que mataram o Filho de Deus feito homem?
— Foi, é claro!… — responderam os piedosos conhecidos. E ele completou:
— Pois quando a divindade sucumbe, a humanidade cambaleia…
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Postado em um banco de lotação, Emílio vê uma senhora bastante obesa a tentar acomodar sua massa corporal no banco de madeira. Mas o assento não suporta o peso e cede, para susto da untuosa dama. Emilio não demora a fazer sua observação:
— É a primeira vez que vejo um banco quebrar por excesso de fundos…
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Perguntado  se sabia qual a parte mais bonita do corpo da mulher, respondeu imediatamente: — Sei-o!
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Ainda estudante, Emílio se aborrecia com os discursos certo Professor Saboya, na sala de aula. Percebendo seu desinteresse, o mestre lhe pergunta:
— Senhor Emílio, defina a Sabedoria!
Resposta rápida:
— A sabedoria, professor, é algo que tem efetivamente muito peso… se colocada n’água, ela afunda.
— E a ignorância, então?
— A ignorância? Ora, essa bóia!

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Certa vez, ao tomar o trem em São Paulo para voltar ao Rio de Janeiro, um amigo literato levou-o a estação e na despedida disse a Emílio: Adeus, insigne partinte. Ao que o poeta respondeu: Adeus, insigne ficante.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

CAROLINA VILA NOVA: MAIS UMA CONTRATAÇÃO PARA O INSTITUTO MEMÓRIA

Carolina Vila Nova é a autora o excelente livro MINHA VIDA NA ALEMANHA onde narra de forma sensível e entusiasmante suas aventuras e desventuras de morar em outro país. 

Agora, o Instituto Memória tem o orgulho de acolher o seu novo livro: A DOR DE JOANA. Apaixonante e inebriante! Lançamento em breve!

Para o Instituto Memória é uma honra poder lançar obras de qualidade e autores sérios e comprometidos com a sua escrita e o seu leitor. 

Bem-vinda, Carol, a esta luta que já fez 10 anos pela cultura brasileira, dando vez e voz aos autores nacionais. Já somos mais de 200 autores nesta luta e queremos ter qualidade em quantidade. Nossa cumplicidade apenas está começando!  "Um sonho sonhado só é só um sonho sonhado só! Um sonho sonhados juntos é a realidade."

Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe -- que faz a palma,
É chuva -- que faz o mar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

NOVAS AUTORAS CONTRATADAS PELO INSTITUTO MEMÓRIA

Eugênia Vianna Picone, Anthony Leahy, Eliete Maceno e Arlete Zagonel Galperin na assinatura do contrato com o Instituto Memória Editora & Projetos Culturais na sede do Instituto Memória.

Para mim, enquanto editor, é um orgulho poder publicar autoras competentes de livros consistentes e de qualidade efetiva, em um mundo onde impera a tirania da banalidade, da superficialidade e da mediocridade. Após mais de 500 livros lançados, cada novo autor renova a motivação e a alegria.

Agradeço a honra de ser editor de vocês. Parabéns! Lembrem-se que sem autores não existiriam editores e livrarias, mas autores existiriam independentemente de tudo!

Bem-vindas ao Instituto Memória Editora & Projetos Culturais. Nossa relação será de cumplicidade. A luta apenas começou! Mas vale a pena!

título

Nada do que fazemos é descomprometido! Rechaçamos qualquer descomprometimento, pois entendemos como covardia e cumplicidade. Quem cala, consente... submete - se! Mais, quem submete-se, é cúmplice! Quem é cúmplice, é co-autor! Responsabilidade solidária! “Para que o mau vença basta que os bons nada façam”, afirma Burke. Luther King complementa: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Nenhum saber é descomprometido e tem fim em si mesmo! Todas as nossas ações têm como ponto de partida e meta o Ser - Humano. Cada palavra, cada palestra, cada livro nosso está a serviço do resgate e convalidação da dignidade humana.

A modernidade produziu um mundo menor do que a humanidade. Sobram milhões de pessoas, mas o conhecimento é a grande estratégia de inclusão e integração. E o livro é a grande ferramenta do conhecimento. A palavra escrita não apenas permanece, ela floresce e frutifica. Então, damos Vez e Voz à cultura nacional como forma de convalidar a nossa identidade enquanto povo e nação. Defendemos a pluralidade a partir do resgate e promoção das identidades, incentivamos o surgimento dos novos talentos e democratizamos, com a publicação de livros, o saber que promove a condição humana à sua verdadeira dimensão e dignidade.

Esta identidade, sociologicamente construída e historicamente formulada, tem como propósito atender às necessidades da vida no tempo e no espaço. Faz parte da nossa natureza o querer descobrir, o querer conhecer e o compartilhar. Precisamos saber para poder realmente ser! Negar-nos a possibilidade de aprender é negar-nos a própria condição humana. E na negação da condição humana surge a barbárie, a violência e todas as mazelas da sociedade, como a indiferença e o preconceito.

Acreditamos que a integração entre povos se constrói de forma ética e solidária a partir do resgate e convalidação das diferenças culturais como forma de fortalecer e enriquecer a própria humanidade. Somente a cultura permite quebrar preconceitos e superar barreiras ideológicas. Defendemos que o livro, enquanto substrato da cultura é o instrumento mais eficaz para a democratização dos saberes, para a interação entre os povos e para a consolidação do desenvolvimento humanitário, técnico e científico que impulsiona o processo civilizatório. Enxergamos que a dialogicidade que o livro estabelece, entre as diferentes culturas, permite a superação dos limites impostos pela geografia e pelas normas, viabilizando que a integração entre os povos se faça de forma ética e sustentável, formando indivíduos reflexivos e autônomos, comprometidos com os valores que lhe permitam alcançar seus objetivos sem ferir os valores do outro. Sustentamos que os países são tão mais fortes e ricos, quanto mais cultos e autônomos são os seus cidadãos, verdadeiro capital estratégico.

ANTHONY LEAHY - Editor - TIM 41.9911 2217 - CLARO 41.8735 4899Cidadão Honorário de Curitiba
Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná
Membro da Academia de Cultura de Curitiba
Conselheiro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História

INSTITUTO MEMÓRIA EDITORA & PROJETOS CULTURAIS - editora@institutomemoria.com.br
Av. Munhoz da Rocha, 143 - Juvevê - Curitiba - Paraná - CEP 80030-475 - Tel.: 41. 4009 3919

10 anos de atuação nacional, detentor, entre outros 20 prêmios, das Comendas "Editora Destaque Nacional" e "Prêmio Qualidade Editorial" pela Câmara Brasileira de Cultura, como reconhecimento da nossa luta pela identidade brasileira, dando vez e voz aos nossos autores, promovendo a nossa cultura. Temos orgulhosa e bem sucedida experiência no mercado editorial nacional, desde impressão e publicação de obras até o seu posicionamento e comercialização, apresentando um catálogo com mais de 500 títulos publicados.

Dia internacional do amor- Dia dos namorados no hemisfério norte - Dia de São Valentim, ou Valentine's Day

A comemoração desta data remonta o Império Romano. Um bispo da Igreja Católica, São Valentim, foi proibido de realizar casamentos pelo imperador romano Claudius II. Porém, o bispo desrespeitou a ordem imperial e continuou com as celebrações de matrimônio, porém de forma secreta. Foi preso pelos soldados e condenado à morte. Enquanto estava na prisão, recebeu vários bilhetes e cartões, de jovens apaixonados, valorizando o amor, a paixão e o casamento. O bispo Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro do ano 270. Em sua homenagem, esta data passou a ser destinada aos casais de namorados, principalmente, na Europa e, posteriormente (século XVII), nos Estados Unidos.

No Brasil, o Dia dos Namorados começou a ser celebrado em 1949. A ideia de trazer a data para o País foi do publicitário João Dória. A diferença, porém, é que a data foi transferida para junho, um mês de fraco movimento no comércio, exatamente para estimular as vendas. O dia 12 foi escolhido por ser véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

NOVA POLÍTICA DE RELACIONAMENTO COM O AUTOR


Caro Autor;
A partir desta data – 13/02/2013 – adotamos uma nova política comercial que visa gerar a tão necessária sinergia e ao mesmo tempo promover as nossas obras a partir de uma estratégia que valoriza o esforço de cada autor na divulgação da obra, sua e de seus colegas de editora.
A livraria virtual (site) do Instituto Memória era terceirizada e funcionava igual a qualquer livraria, virtual ou física. Então, nosso autor, na prática, não tinha nenhuma vantagem real em indicar o site, pois ganhava os mesmos percentuais de direitos autorais sobre a venda.
Como não trabalhamos com traduções de livros já testados e sim com autores brasileiros e cultura nacional, onde o filtro de publicação é a qualidade da obra e não a fama do autor, a nossa dificuldade nas livrarias eram imensas e o resultado comercial era pífio... principalmente para o autor, visto que a editora ganhava no volume de todas as obras (500 obras vezes 10 exemplares vendidos de cada já totaliza 5000 exemplares vendidos no mês).
Pois bem, assumimos a administração do site ( e da livraria virtual) e adotamos a seguinte política:
1 – Sobre o valor de capa de cada livro comercializado no site da editora (exclusivamente), a editora ficará com 60% e o autor ficará com até 40% do valor recebido.  Os custos operacionais são exclusivos da editora.
2 - Se algum autor entender que deve repassar um percentual, ou até todo o seu percentual, como desconto na sua obra, bastará enviar-nos um e-mail documentando e assim será. EX. Se um livro tem seu preço de capa estabelecido em R$ 10,00 o rateio ficará R$ 6,00 para a Editora e R$ 4,00 para o autor. Se o autor desejar pode transferir 20% do seu percentual para o leitor, ficando o livro pelo valor de R$ 8,00, podendo transferir até 100% do seu percentual como desconto no valor do livro, ficando o livro R 6,00 (da editora no caso).
3 – Nas vendas ocorridas em outras livrarias (virtuais ou físicas) o valor que o autor receberá é de 10% sobre o valor de capa, conforme contrato. Ou seja, para cada exemplar de R$ 10,00 vendido, o autor receberá R$ 1,00 (ou seja, R$ 5,00 para a livrarias, R$ 4,00 para a editora e R$ 1,00 para o autor).
4 – Se as livrarias, pelo menos, promovessem as nossas obras ou sequer as comprassem, ainda valeria a pena, mas na verdade elas pegam em consignação e praticamente as escondem dentro da livraria. Como competir com livros de bruxos, vampiros e prostitutas? Ou de famosos? Ou traduções?
5 – Então, nosso foco é promover o site pois assim divulgamos a editora, seus autores e suas obras. Quanto mais forte forem as partes mais forte será o todo! Quanto mais forte for a editora e suas obras, mais prestígio terão os autores! E mais dinheiro!
6 - Uma relação limpa, transparente, democrática e boa para todos os envolvidos. Afinal, editora não pode ser uma “caixa-preta” e mercado editorial não pode ser um enigma...
7 – Esta política entra em vigor hoje – 13/02/2013 – e funcionará experimentalmente até 28/02/2013. Como salvaguarda e aumenta as vantagens e direitos do autor, não precisamos de autorização dos autores para implementá-la.
8 – Para que funcione precisamos que cada autor divulgue a obra nas suas redes de relacionamento (e-mail, facebook, twiter, grêmios, associações, clubes, etc).
Não basta ser autor, tem que ser cúmplice! Ou você prefere fazer de conta que está sendo valorizado pela sua editora, que seu livro tem o merecido destaque nas livrarias e você recebe o justo valor pelos seus Direitos Autorais? 
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Anthony Leahy – Editor
41.4009 3919 / 9911 2217
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SITE: www.institutomemoria.com.br
BLOG: http://teiadehistorias.blogspot.com.br/
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Publique o seu livro: o que não se compartilha, se perde!

91 ANOS DA SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922

"... seria uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulista" - DI CAVALCANTI
Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano de 1922 (ano do centenário da Independência brasileira), nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, no Teatro Municipal da cidade. Cada dia foi dedicado a um aspecto cultural: pintura e escultura,poesia, literatura e música. Seu principal objetivo foi discutir a identidade nacional, compreender a cultura brasileira e os rumos das artes. É considerada o marco inicial do movimento modernista no Brasil. Houve vaias e críticas, especialmente dos defensores do academicismo.  O evento marca mudança de atitude dos artistas que de deixa de ser alienada da realidade social do pais e passa a criticar a alienação das camadas cultas/elites em relação à realidade do país. É a arte engajada. Representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora, na ruptura com o passado.
Participaram da Semana nomes consagrados do modernismo brasileiro, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos,Tácito de Almeida, Di Cavalcanti entre outros.
EFEMÉRIDES:
  • 13 de fevereiro (Segunda-feira) - Teatro Municipal de São Paulo - várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna". 
  • 15 de fevereiro (Quarta-feira) - Enquanto Menotti Del Picchia expunha as linhas e objetivos do movimento e Mário de Andrade recitava sua "Paulicéia desvairada", inclusive a "Ode ao burguês", a vaia era generalizada. O mesmo aconteceu com Os sapos, de Manuel Bandeira, que criticava frontalmente o parnasianismo. Sob um coro de relinchos e miados, gente latindo como cachorro ou cantando como galo, Sérgio Milliet nem conseguiu falar. Oswald de Andrade debochou do fato, afirmando que, naquela ocasião, revelaram-se "algumas vocações de terra-nova e galinha d'angola muito aproveitáveis"... Ronald teve de declamar o poema pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise de tuberculose.
  • 17 de fevereiro (Sexta-feira) - apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado…

OS SAPOS
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
'- Meu pai foi à guerra
- Não foi! - Foi! - Não foi!' O sapo-tanoeiro
Parnasiano aguado
Diz: - 'Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinqüenta anos
Que lhe dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma. Clame a sapataria
Em críticas céticas:
'Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas...'

Brada de um assomo
O sapo-tanoeiro:
'A grande arte é como 
Lavor de Joalheiro'

Urra o sapo-boi:
'- Meu pai foi rei - Foi!
- Não foi! - Foi! - não foi!'



Ode ao burguês

Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, 

o burguês-burguês! 

A digestão bem-feita de São Paulo! 

O homem-curva! o homem-nádegas! 
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, 
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas! 

Os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros! 

que vivem dentro de muros sem pulos; 

e gemem sangues de alguns mil-réis fracos 
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês 
e tocam os "Printemps" com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto! 

O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições! 

Fora os que algarismam os amanhãs! 

Olha a vida dos nossos setembros! 
Fará Sol? Choverá? Arlequinal! 
Mas à chuva dos rosais 
o èxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura! 

Morte às adiposidades cerebrais! 

Morte ao burguês-mensal! 

ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi! 
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano! 
"–Ai, filha, que te darei pelos teus anos? 
–Um colar... –Conto e quinhentos!!! 
Mas nós morremos de fome!"

Come! Come-te a ti mesmo, oh gelatina pasma! 

Oh! purée de batatas morais! 

Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas! 

Ódio aos temperamentos regulares! 
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia! 
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados! 
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos, 
sempiternamente as mesmices convencionais! 
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia! 
Dois a dois! Primeira posição! Marcha! 
Todos para a Central do meu rancor inebriante 
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio! 
Morte ao burguês de giolhos, 
cheirando religião e que não crê em Deus! 
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico! 
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burguês!...