quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A Cor da Pele: na sociedade racista do Brasil o normal é ser branco?

A Cor da Pele: na sociedade racista do Brasil o normal é ser branco
Autor: Almiro Sena
Páginas: 239 pgs.
Ano da Publicação: 2010
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 45,00

 
SINOPSE
A exclusão social de grande parcela da população brasileira, sobretudo das pessoas de fenótipo negro, classificadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como pretas ou pardas, é um fato constatado em inúmeros estudos das mais diversas e importantes instituições nacionais e estrangeiras. Este livro busca assinalar como   a cor da pele das pessoas influencia diretamente na existência dessa exclusão. Sendo o racismo no Brasil decorrente do fenótipo e não, como ocorre nos Estados Unidos,   relacionado ao genótipo, o conjunto de caracteres físicos superficiais, dos homens, mulheres e crianças, irá facilitar ou dificultar a vida de cada um deles no país.  Assim, destaca-se como o discurso hipócrita da negação do racismo, produz e reproduz inúmeras barreiras sociais contra o desenvolvimento humano da população negra no Brasil. Ressalta-se também: a importância de compreender-se, à luz da ciência contemporânea, os conceitos fundamentais para o debate acadêmico acerca do desenvolvimento humano e da questão étnico/racial; a ocultação das barreiras institucionais contra a população negra no Brasil; a condescendência da legislação brasileira com o racismo no país;  o sistema de cotas e a meritocracia brasileira; a  especificidade do racismo no Brasil; e  o racismo e sua relação com o sistema de justiça criminal no país. O livro, nuclearmente, utiliza-se, da Dissertação apresentada, pelo autor,  ao curso de Mestrado Profissional Multidisciplinar em Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social da Fundação Visconde de Cairu, Salvador-Bahia, em 2009, para fazer uma reflexão crítica, sob a perspectiva étnico/racial, acerca da sociedade brasileira. 

Utilizou-se a abordagem metodológica qualitativa, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, aliada à observação participante, usando-se, como referencial teórico, autores clássicos no estudo do tema,  ao lado de outros, cuja produção acadêmica nessa área é mais recente. Usou-se, também como fonte de coleta de dados e informações: a) instituições públicas e privadas de elevada credibilidade nacional e internacional; b) leis, já revogadas ou em vigor, destacando-se a análise da Lei n° 11.343 de 23 de agosto de 2006(Lei de Tóxicos); c) pronunciamentos de autoridades públicas e pessoas de destaque social sobre a desigualdade social e o racismo no Brasil.  Sustenta-se, ainda, que o discurso da negação do racismo no país funciona como defesa importante na manutenção dos privilégios auferidos em decorrência do preconceito e da discriminação racial e, ao mesmo tempo, serve como instrumento contra a implementação de medidas efetivas de promoção da igualdade. Por fim, entende-se que a presente obra possa ser útil como um indicativo para a formulação de políticas públicas que contribuam efetivamente para o desenvolvimento humano das pessoas agredidas pelo preconceito e pela discriminação racial, bem como para o estudo da sociedade brasileira,considerando-se devidamente a importância da questão étnico-racial no país.
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 Almiro de Sena Soares Filho - Secretário de Justiça do Estado da Bahia

Mestre em Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social pela Faculdade Visconde de Cairu em Salvador-BA. Especialista em Políticas e Gestão em Segurança Pública pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Especialista em Gestão Estratégica em Segurança Pública pela Universidade Estadual da Bahia (UNEB) e Academia da Polícia Militar da Bahia.  Graduado em Direito pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL). Coordenador da Pós-Graduação de Direito, na modalidade de Ensino a Distância, da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTCead). Professor Universitário em nível de Graduação e Pós-Graduação. Palestrante e conferencista sobre Direitos Humanos, e sobre Direito e Relações Étnico/Raciais no Brasil

Promotor de Justiça do Ministério Público da Bahia. Coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate Ao Racismo e à Intolerância Religiosa do Ministério Público da Bahia, e, simultaneamente, Promotor de Execução Titular da 2ª Promotoria de Cidadania, desde maio de 2006 até março de 2010. Conselheiro do Conselho Estadual da Consciência Negra da Bahia, representando o Ministério Público do Estado da Bahia, desde maio de 2006 até dezembro de 2007. Conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado da Bahia, representando o Ministério Público do Estado da Bahia, desde o mês de maio de 2006 até outubro de 2009. Coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – CEAF, do Ministério Público da Bahia, desde abril de 2009; Assessor Especial do Procurador Geral de Justiça da Bahia, no período de março a setembro de 2000; Coordenador do Centro de Apoio ao Combate dos Crimes Contra a Ordem Tributária do Ministério Público da Bahia, no período de agosto de 2000 a agosto de 2001. Representante do Ministério Público Brasileiro, no Seminário Iberoamericano de Proteção de Vítimas e Testemunhas, promovido pelo Ministério da Justiça da Espanha, pela Embaixada da Espanha e pela Organização das Nações Unidas, com a participação de integrantes do Ministério Público de Portugal, Espanha, Itália e diversos países da América Latina, realizado na Cidade de Cartagena das Índias, na Colômbia, no período de 12 a 16 de março de 2007.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

HOMENAGEM DO EDITOR: JOCELINO FREITAS


Capa do livro: Vida em Verso e Prosa - Contos, Crônicas e Poemas Selecionados, Neuza CorassaVida em Verso e Prosa - Contos, Crônicas e Poemas Selecionados - 2ª Edição
Jocelino Freitas, 89 pgs.
Publicado em: 29/5/2012
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853623806-7
Preço: R$ 19,70

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.         
SINOPSE
“Carta a Andorinha” foi o meu primeiro conto. A partir da singela história de uma árvore que sonha com a liberdade de uma andorinha, muitos romances surgiram. Porém o pequeno conto, por não ser muito extenso, jamais foi publicado. O mesmo posso dizer de “Zé Mané e a Estrelinha”, uma historinha infantil escrita durante a infância de minhas filhas, tentando transmitir algumas lições de bom procedimento diante da vida e do mundo. “Carta de Meu Pai” é um texto que sofri muito ao escrever, até hoje não consigo lê-lo sem chorar.

Este livro é uma coletânea de textos de minha autoria, escritos nos últimos vinte e cinco anos. Não estão em ordem cronológica, cada qual reflete minha visão de mundo no momento em que foi escrito. Angústias, frustrações, esperanças, dúvidas e certezas é o que procurei transmitir em cada um deles.

Quando lancei meu primeiro romance, “O Cristo da Periferia”, em 2006, muitos buscavam algo de autobiográfico nele. Hoje, depois de quatro romances, três antologias e várias participações em livros e eventos literários, quando meus leitores já entenderam que sou um ficcionista, sinto-me à vontade para publicar algo mais intimista, que revela um pouco de quem sou.

Agradeço ao meu editor, Anthony Leahy, que se tornou um grande amigo, por nunca desistir de mim, tornando-se meu confidente nas frustrações deste ingrato mundo da literatura.

Jocelino Freitas


Susto

Já passava da meia-noite quando o editor Anthony Leahy parou de trabalhar. Sua atividade realmente tomava muito do seu tempo. Atender autores, transformar seus projetos em livros e, ainda, vender, não era tarefa fácil. Melhor teria sido permanecer em seu emprego de diretor numa grande editora, com as regalias que o cargo proporcionava. Mas o sonho falara mais alto e, agora, não podia se queixar de sua opção de vida. Tudo ia bem, mas sua vida de dono de editora pequena exigia muito trabalho.

Esses pensamentos lhe tomavam a mente enquanto descia do carro para fechar o portão. Precisava falar com o senhorio para colocar um motor naquele portão. Em pleno século XXI não se admite um portão que não se abra e feche com controle remoto. É mais que uma questão de conforto, é segurança. Mal pensou isso, sentiu uma mão em seu braço, um homem com roupas escuras o abordava. Seus reflexos de professor de capoeira reagiram instintivamente e o homem foi jogado ao chão sem dizer palavra. Anthony pulou sobre ele e o socou, só então percebendo que era um mendigo, implorando para que parasse. Queria apenas pedir uma moeda e levara uma surra. Era o preço por tocar num desconhecido, distraído, de dois metros de altura.

- Nunca mais me toque – disse o ainda irritado editor. - Se o encontrar passando por esta rua de novo, dou-lhe outra coça. - Não era um homem violento, mas o susto que lhe dera o mendigo fez com que seu sangue subisse à cabeça e a ameaça foi apenas um desabafo de quem ainda estava nervoso.

Muito tempo se passou e o caso já havia sido esquecido. Anthony saía da reunião do Instituto Histórico e Geográfico e conversava empolgadamente com um de seus colegas intelectuais. Eram muito bons aqueles encontros, nos quais podia conversar com os moradores mais antigos da cidade e ouvir histórias muito interessantes, aventuras do tempo em que eram crianças, vivendo numa capital com ar provinciano, bem diferente da metrópole em que se transformou.

Percebeu que alguém o olhava, uma dessas situações em que se sente a perturbação com o canto do olho, como se a presença da pessoa atraísse a sua atenção. Era o mendigo, paralisado, branco como um cadáver que, quando o editor olhou para ele, perguntou com um fio de voz:

- O senhor disse para não passar só naquela rua, ou nesta daqui também?
Jocelino Freitas

DESTAQUE DO EDITOR: BERNADETE ZAGONEL - PARIS

Quem já não passou pela experiência de, ao viajar a um país estrangeiro, começar a falar o português com toda a liberdade, como se ninguém o compreendesse. Aí então, comenta sobre o rapaz sentado ao lado, que seu sapato é feio, que a moça da  frente tem o nariz torto, o menino ali perto é um chato porque não pára de se mexer e assim por diante. Na loja, faz os comentários abertamente sobre o modelo, a qualidade do produto, o preço e tudo o mais. Afinal, quem está entendendo o que dizemos? A gente deita e rola. Até dar uma xingadinha naquele que nos esbarrou é permitido, só pra tirar a desforra de todas as ocasiões era que isso não foi possível. Só que, às vezes, pode-se não ficar imune a uma situação desse tipo, se a pessoa alvo dos comentários entender tudo. E é claro que quando se mora durante muito tempo fora, um dia acaba acontecendo, não com turistas, porque estes são reconhecidos de longe. 

Brasileiro em viagem não consegue passar desapercebido, primeiro porque anda sempre em bando,  conversando alto, dando risada, o que na Europa, por exemplo, quase não existe. E depois porque a maneira de se vestir, as cores que usa, os cortes de cabelo, e o jeito todo de ser, não enganam.  Quando se trata de um brasileiro residente no exterior a coisa fica mais difícil, pois ele já se integrou à nova cultura, e se mistura na multidão, com uma aparência disfarçada. E é numa dessas que a gente se enrosca. Além do mais, não se pode esquecer que existem também portugueses soltos pelo mundo. Eles obviamente entendem nossa língua. 

Lógico que um pequeno episódio aconteceu comigo também enquanto morava na França. Conversávamos animadamente, eu e um amigo brasileiro, que criticava a maneira sisuda de os franceses se portarem no metrô. “Como essa ali", disse apontando para nossa vizinha de banco. "Olha só a cara dela, parece que está de mal com o mundo. Nem desgruda o olho do livro. Não suporto gente assim.” Ao que a outra respondeu, sem pestanejar, num bom e claro português: “Mesmo que seja uma brasileira?”. Dá para imaginar com que cara ficamos, não? Por isso, atenção! Antes de dar uma bola fora, pense duas vezes. E só pense. Fique quietinho no seu canto, e não diga nada. Porque depois, não tem como consertar. 
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Capa do livro: Em Paris Tudo Acontece - Crônicas, Coordenadores: André Trindade e Germano SchwartzEm Paris Tudo Acontece - Crônicas - 2ª Edição
Bernadete Zagonel, 109 pgs.
Publicado em: 29/5/2012
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853623805-0
Preço: R$ 19,70

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.         
SINOPSE

As crônicas escolhidas e compiladas para este livro foram todas publicadas no jornal Gazeta do Povo, de circulação em Curitiba e no restante do Paraná. Elas foram resultado de observações e percepções durante minha estada de quase cinco anos em Paris, onde fui fazer meu Doutorado na área de música.
O olhar de um estrangeiro pode, muitas vezes, captar situações imperceptíveis para os moradores do local, ao ver a sociedade e as relações interpessoais de acordo com seus próprios parâmetros. Assim aconteceu também comigo.

Não procurei, de forma alguma, fazer julgamentos sobre o que eu via e sentia. Apenas relatei e, claro, não pude me furtar a comparar e temperar os casos com minhas opiniões. Presenciei algumas situações engraçadas, outras inusitadas e muitas bem comuns, mas que, de alguma forma, me impulsionaram a compartilhar com meus compatriotas.

A cidade de Paris é única. Sempre linda, imponente, cativante, repleta de gente de todos os cantos. Por isso convido você, que se dispõe a ler esses relatos, a conhecê-la, e aos seus habitantes, com esse olhar de amor e de paixão. Que a leitura destas crônicas lhe desperte estes mesmos sentimentos, e lhe tragam momentos de agradável e divertido lazer.

Bernadete Zagonel

QUEM É BERNADETE ZAGONEL

Doutora em Musica pela Universidade Sorbonne (Université de Paris IV ). Mestre em Educação pela UFPR. Diploma de Estudos Avançados em Música e Musicologia do Séc. XX pela Ecole des Hautes Études/IRCAM, Paris, França. Diploma de Estudos Avançados em Musicologia pela Sorbonne, Paris, França. Graduada em Licenciatura em Música pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná.

Durante sua estada em Paris, dedicou-se também à composição de música eletroacústica, e freqüentou estágios no Atelier des Enfants do Centro Georges Pompidou, no GRM (Grupo de Pesquisas Musicais), no IRCAM (Instituto de Pesquisas Musicais), na Associação Orff e no Instituto Martenot.

Professora Titular de Educação Musical da UFPR (1978-2004). Professora Titular da Escola de Música e Belas-Artes do PR (1978- 2002). Coordenadora e professora do curso de Pós-graduação a distância de Metodologia do Ensino de Artes, FACINTER- Grupo Uninter, desde 2008. Professora de cursos de Pós-graduação na área de Artes e de Música do IBPEX desde 1998.

Foi chefe do Departamento de Artes da UFPR e Coordenadora do Curso de Educação Artística. Criou e implantou os Cursos de Graduação em Música (Produção Sonora e Educação Musical) da UFPR. Presidente do Conselho de Curadores da UFPR (que faz a fiscalização econômico-financeira) de 2001 a 2003. Membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - CEPE - da UFPR em 1996. Membro da diretoria da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM), com a função de tesoureira (2000-2003). Membro do Conselho Editorial da Associação Brasileira de Educação Musical (1999-2001). Presidente do IX Encontro Nacional da ABEM, em Curitiba (1999), Presidente do V Encontro Internacional de Computação e Música, PUC (2000). Pesquisadora do CNPq de 1996 a 1999. Professora visitante na Universidade Federal da Bahia, atuando no Programa de Pós-Graduação em Música - Mestrado e Doutorado de 1996-1999.

Tem proferido cursos e palestras em diversas instituições de ensino superior como: UNICAMP, UFMG, UFRGS, IBPEX, FACINTER, UFES, Sorbonne, Itaú Cultural, entre outras. Escreveu como colaboradora no jornal Gazeta do Povo, no Paraná, desde 1985.

Vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP) – gestão 2004-2006. Coordenadora da Universidade Livre do Comércio da ACP de 2004 a 2006.

Atualmente é Diretora da Universidade Livre do Comércio e Vice-Presidente da ACP Cultural, da Associação Comercial do Paraná.

DESTAQUE DO EDITOR: BERNADETE ZAGONEL - MÚSICA


Capa do livro: Pausa Para Ouvir Música - Um Jeito Fácil e Agradável de Aprender Ouvir Música Clássica, Fabiano Bley FrancoPausa Para Ouvir Música - Um Jeito Fácil e Agradável de Aprender Ouvir Música Clássica - 2ª Edição
Bernadete Zagonel, 159 pgs.
Publicado em: 29/5/2012
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853623804-3
Preço: R$ 37,90

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.       


SINOPSE

O livro Pausa para ouvir música, elaborado pela pesquisadora e doutora em Música Bernadete Zagonel, atende ao desejo, muitas vezes oculto, de uma grande parte do público que tem vontade de saber mais sobre os aspectos que envolvem a elaboração da composição musical.

Realmente Um jeito fácil e agradável de ouvir música clássica. Entretanto, convém notar que não se trata de um livro escrito exclusivamente para leigos. Certamente este trabalho será de grande valia para estudantes, professores de apreciação musical, formadores de platéia e público em geral.

Maestro Norton Morozowicz
Membro da Academia Brasileira de Música.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

INDICAÇÃO DO EDITOR: NOEL NASCIMENTO

Capa do livro: Arcabuzes - Prêmio Nacional de Romance, Carlos ZattiArcabuzes - Prêmio Nacional de Romance - 2ª Edição
Noel Nascimento, 280 pgs.
Publicado em: 31/10/2007
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853621777-2
Preço: R$ 59,90

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.           
SINOPSE
O romance "Arcabuzes" esclarece a história, a realidade social brasileira em movimento. A Pátria nascida em luta contra o colonialismo, a revolução das massas urbanas em busca da Independência, da Abolição e da República. Como conseqüência destas duas últimas revela a guerra civil com a qual a contra-revolução envolveu o país. Forças legalistas e forças rebeldes travaram batalhas, verdadeiras chacinas de combatentes, de prisioneiros e, quando vitoriosas, caçavam os adversários políticos para degolá-los.
É, por excelência, o Romance Épico do Brasil. Conta os fatos decisivos na formação do Brasil, partindo do ponto de vista do povo, personagem principal da História. Tendo como cenário os 3 Estados do Sul do Brasil, o leitor tem diante de si um livro que tenta decifrar o Brasil real na transição da Monarquia para a República.
Afinal, deflagradas as lutas, a morte faz a colheita dos ódios plantados pelo poder.



Capa do livro: Casa Verde, José Roulien de Andrade JuniorCasa Verde
Noel Nascimento, 174 pgs.
Publicado em: 27/8/2010
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853623077-1
Preço: R$ 39,90

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.           
SINOPSE
Casa Verde é o romance que revela o Contestado como a grande guerra camponesa do Brasil, ocorrida no início do século passado na região disputada pela Argentina e a antiga questão de fronteiras entre Paraná e Santa Catarina.
Monges recebidos e seguidos como santos pelos camponeses, em maioria pobres, pregavam e conduziam-nos à luta contra a opressão do coronelismo, das oligarquias e das companhias estrangeiras, luta pela terra e a implantação de uma monarquia que lhes garantisse os direitos. Essa Guerra tomou enormes proporções e nela se envolveram cerca de dois terços do Exército Nacional, tropas policiais do Paraná e Santa Catarina, forças de capangas a serviço das companhias estrangeiras e das oligarquias regionais.
No Contestado há semelhanças com as guerras camponesas ocorridas quatrocentos anos antes na Europa, como as descreve Engels em “As guerras Camponesas na Alemanha”.
Casa Verde esclarece que a essência da grande guerra camponesa no Contestado é a luta pela terra, e o chamado messianismo nada mais de que consequência da miséria no latifúndio.
CURRÍCULO DO AUTOR
Noel Nascimento - Natural de Ponta Grossa/PR formou-se em Direito pela UFPR, fez carreira no Ministério Público e se aposentou como Procurador de Justiça. É romancista, ensaísta e poeta. Colaborou durante décadas em jornais e revistas com ensaios, poemas e textos literários. Foi premiado nacionalmente com o romance “Arcabuzes” em que revela a guerra civil ocorrida no país. Em “Casa Verde” retrata o Contestado caracterizado como grande guerra camponesa do Brasil. Publicou “Coreto de Papel” e “Cosmonave” (poesias); “A escola Humanista”, defesa de um sistema protecional mediante o exercício da não violência, a persuasão, a solidariedade e a educação”; “A Nova Estética e o Novo Período Literário”; “A Revolução do Brasil”; “A Nova Civilização” e “Contos Fantásticos”.É Noel uma pensador inconformado com a realidade que o rodeia, as contradições sociais que atormentam a humanidade. É membro da Academia Paranaense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e do Centro de Letras.

HOMENAGEM DO EDITOR: LÍDIA WEBER


Capa do livro: Adote com Carinho - Um Manual sobre Aspectos Essenciais da Adoção
Adote com Carinho - Um Manual sobre Aspectos Essenciais da Adoção
Lidia Weber, 156 pgs.
Publicado em: 2/6/2011
ISBN: 978853623366-6
Preço: R$ 37,90
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Capa do livro: Aspectos Psicológicos da Adoção
Aspectos Psicológicos da Adoção
Lidia Weber, 2ª Edição, 186 pgs.
Publicado em: 1/12/2003
ISBN: 853620588-1
Preço: R$ 37,90
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Capa do livro: Eduque Com Carinho - Para Pais - Equilíbrio entre Amor e Limites
Eduque Com Carinho - Para Pais - Equilíbrio entre Amor e Limites
Lidia Weber, 3ª Edição, 162 pgs.
Publicado em: 12/5/2009
ISBN: 978853622467-1
Preço: R$ 29,90
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Capa do livro: Eduque com Carinho - Para Pais e Filhos
Eduque com Carinho - Para Pais e Filhos
Lidia Weber, 2ª Edição - Revista e Atualizada, 192 pgs.
Publicado em: 7/3/2007
ISBN: 978853621492-4
Preço: R$ 34,90
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Capa do livro: Família e Desenvolvimento - Visões Interdisciplinares
Família e Desenvolvimento - Visões Interdisciplinares
Organizadora: Lidia Weber, 208 pgs.
Publicado em: 20/5/2008
ISBN: 978853622000-0
Preço: R$ 44,90
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Capa do livro: Filho por  Adoção, O - Um Manual para Crianças
Filho por Adoção, O - Um Manual para Crianças
Lidia Weber, 28 pgs.
Publicado em: 16/4/2004
ISBN: 853620727-2
Preço: R$ 19,90


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Capa do livro: Laços de Ternura - Pesquisas e Histórias de Adoção
Laços de Ternura - Pesquisas e Histórias de Adoção
Lidia Weber, 3ª Edição Revista e Ampliada, 218 pgs.
Publicado em: 9/2/2004
ISBN: 853620657-8
Preço: R$ 44,40
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Capa do livro: Pais e  Filhos por Adoção no Brasil - Características, Expectativas e Sentimentos
Pais e Filhos por Adoção no Brasil - Características, Expectativas e Sentimentos
Lidia Weber, 274 pgs.
Publicado em: 4/5/2001
ISBN: 857394812-4
Preço: R$ 54,90


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Capa do livro: Pesquisando a Família - Instrumentos para Coleta e Análise de Dados
Pesquisando a Família - Instrumentos para Coleta e Análise de Dados
Organizadoras: Lidia Weber e Maria Auxiliadora Dessen, 282 pgs.
Publicado em: 18/3/2009
ISBN: 978853622430-5
Preço: R$ 57,90
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Capa do livro: Programa de Qualidade na Interação Familiar - Manual para Aplicadores - Um livro para diferentes profissionais usarem no aconselhamento e preparação de Grupos de Pais
Programa de Qualidade na Interação Familiar - Manual para Aplicadores - Um livro para diferentes profissionais usarem no aconselhamento e preparação de Grupos de Pais
Lídia Weber, Ana Paula Salvador e Olivia Brandenburg, 2ª Edição – Revista e Atualizada, 112 pgs.
Publicado em: 2/9/2011
ISBN: 978853623464-9
Preço: R$ 24,90
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INDICAÇÃO DO EDITOR: EDUQUE COM CARINHO - Este livro traz o que há de mais recente em pesquisas científicas sobre educação de filhos e uma nova abordagem que se chama de Disciplina Positiva. Disciplinar é ensinar autocontrole para os filhos poderem se virar quando chegarem à adolescência e, mais tarde, na vida adulta. Disciplinar é ensinar como estar no mundo, disciplinar é educar com afeto, com carinho. Em verdade, Eduque com Carinho não serve somente para pais e para filhos, mas também, para as pessoas e profissionais que trabalham com crianças. É um livro que traz reflexões, histórias interessantes, exercícios para treinamento de certos comportamentos e atitudes essenciais, além de detalhar os 12 princípios da Educação Positiva embasados em pesquisas científicas. Além disso, há deliciosos textos poéticos e bem humorados sobre o desenvolvimento dos seus filhos: leia as peripécias do bebê, da criancinha que começa a andar e a falar, do menino pequeno, da menina pequena, da menina pré-adolescente e do menino pré-adolescente.

Capa do livro: Eduque com Carinho - Para Pais e Filhos, Marília Antunes DantasEduque com Carinho - Para Pais e Filhos - 2ª Edição - Revista e Atualizada
Lidia Weber, 192 pgs.
Publicado em: 7/3/2007
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853621492-4
Preço: R$ 34,90

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.           

SINOPSE
Kit com 2 livros na caixinha
1 para pais 162 pgs / 1 para filhos 30 pgs...total 192 pgs
Baseado no princípio da psicologia positiva (amor e limites), a doutora em psicologia Lidia Weber, guia os pais de forma objetiva e com fácil linguagem para que sejam mais seguros e participativos, e, assim, ajudem seus filhos a se tornarem responsáveis, autônomos, competentes, autoconfiantes e afetivos.
A edição vem em uma caixa com dois exemplares: um, para os pais, e outro, de textos e atividades, para crianças onde você poderá ler para o seu filho, ler com o seu filho, pedir para ele ler para você ou deixá-lo ler sozinho.
Mais do que um livro, é um manual de relacionamento da família.
São dois livros juntos, um para você e outro para o seu filho pequeno, que terá mais facilidade para entender a idéia da disciplina positiva ( amor e limites).
"Não há um manual de perfeição, mas atualmente existem respostas claras e precisas sobre como a criança aprende a se comportar e o que é importante para o desenvolvimento infantil nas interações entre filhos e pais", afirma Lidia Weber
Eduque com carinho, para pais, com textos leves, mas embasados em pesquisas científicas sobre Educação e Disciplina Positiva, é direcionado a pais e profissionais que trabalham com crianças.

Eduque com Carinho, para pais e filhos, com textos que ajudarão seu filho a entender os princípios da Disciplina Positiva. Um livro que você pode ler para o seu filho, ler com o seu filho, pedir para ele ler para você ou deixá-lo ler sozinho. Os cartuns desenhados por Benett falam por si, e pais e filhos irão se divertir com eles.
CURRÍCULO DO AUTOR
Lidia Weber é psicóloga há 24 anos e professora de cursos de graduação e pós-graduação na Universidade Federal do Paraná há 23 anos. Tem mestrado e doutorado em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo e é coordenadora do Núcleo de Análise do Comportamento da UFPR, onde realiza inúmeras pesquisas com centenas de pais, crianças e adolescentes sobre interações familiares. Além disso, orienta alunos e coordena Grupos de Capacitação para Pais por meio do seu Programa de Qualidade de Interação Familiar. Lidia atua como palestrante, consultora e parecerista das mais importantes revistas e jornais do país (e algumas internacionais) e tem sido convidada para participar como especialista em inúmeros programas regionais e nacionais de rádio e televisão. Além de ser presença constante em congressos científicos nacionais, Lidia já ministrou palestras a convite e recebeu prêmios de viagem para apresentar suas pesquisas em diferentes países: Argentina, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Marrocos, Portugal e Suécia. Este livro não é fruto de opiniões pessoais, mas, do que há de mais recente em pesquisas científicas sobre educação de filhos.
ENTREVISTA NA VEJA
O que falta é afeto
Psicóloga diz que educar dá trabalho e que
os pais fazem mal aos filhos com punições
sem lógica e às vezes até cruéis

Daniela Pinheiro

Jair da Rocha
"Tem-se a impressão de que os pais são tolerantes demais com os filhos. Descobri o contrário"
A maioria dos pais se martiriza com questionamentos intermináveis sobre como criar os filhos. Por mais que evitem, estão sempre esquadrinhando seu comportamento. Estariam sendo muito duros? Muito permissivos? Muito autoritários? Como agir em determinada situação? Para a psicóloga Lidia Weber, de 46 anos, o tema é uma fonte inesgotável de indagações das quais já se consolidaram, felizmente, algumas certezas. Autora de seis livros sobre relações intrafamiliares, coordenadora de um programa de dinâmica familiar na Universidade Federal do Paraná, ela costuma aconselhar seus alunos e os pais que a procuram da seguinte maneira: "Siga sua consciência, obedeça a seus valores". É essa a maneira de educar. Para ela, o sucesso na criação passa pelo fortalecimento da auto-estima das crianças. E isso se faz, ao contrário do que diz o senso comum, mais com elogios do que com punições. "Muitos pais não sabem elogiar. Têm vergonha", diz. Casada, mãe de três filhos entre 10 e 16 anos, Lidia – que nunca apanhou dos pais e nunca bateu nos filhos – é uma entusiasta do castigo e uma inimiga da palmada, que ela considera dispensável mesmo nas situações de limites.
Veja – Por que os pais parecem tão assustados com a tarefa de educar os filhos?

Lidia – Acho que há duas razões principais. Primeiro, pela realidade mesmo. Somos todo o tempo bombardeados com notícias sobre violência. Isso dá muito medo. Outra razão eu acho que se deve ao que chamo de quebra da solidariedade entre os adultos. Antes, tínhamos a sensação – e era verdade – de que poderíamos contar com outras pessoas para cuidar do bem-estar de nossos filhos. Os vizinhos, os parentes, os professores faziam parte dessa rede de segurança. Hoje isso não existe mais. É cada um por si. O perigo pode morar ao lado. Esse medo do "outro" é a expressão mais tangível da paranóia dos pais.
Veja – Qual a melhor maneira de os pais lidarem com esses medos?

Lidia – Acho fundamental a retomada da rede de segurança. Contar com os avós, com amigos próximos. Voltar a aprender a confiar. Isso conforta e dá segurança. Os pais também têm de se focar. Gasta-se muito tempo com preocupações menores. Se o filho não comeu verdura, se o outro deixou os tênis espalhados pelo quarto, se a filha saiu sem casaco, e por aí vai. Isso não quer dizer nada. Só provoca angústia e insegurança nos pais e nos filhos. Antes de fazer tantas ressalvas, questione-se: "Isso realmente é crucial?" ou "Que lição meu filho vai levar disso?". Às vezes, a obsessão com a segurança pode ser mais danosa que os próprios riscos.
Veja – Livros de auto-ajuda ou de como criar os filhos vendem como nunca. Eles são úteis?

Lidia – Depende. A maioria dos pais ignora a fase de desenvolvimento dos filhos. Se soubessem como são os comportamentos típicos de cada idade, educar ficaria mais fácil. Por exemplo: é normal um menino de 6 anos querer comer com a mão. É normal chegar à adolescência e, durante uma briga, dizer que odeia os pais. Ciente disso, fica mais fácil gerenciar, lidar com essas questões. Ao contrário, tudo pode se tornar um drama. A mãe pensa: "Ah, vou deixar minha filha fazer o que ela quiser, porque eu não agüento ouvir isso". Os livros são úteis para isso. Para informar como é uma criança, um adolescente. Mas livros que falam como fazer seu filho ficar rico ou virar um gênio não podem ser levados a sério.
Veja – Por quê?

Lidia – Porque não existe um padrão, um modelo em que se possa enquadrar todo mundo. Esses livros servem para aliviar a culpa de alguns pais. Eles acham que lendo um manual vão aprender a ser perfeitos. Os pais sentem muita culpa porque passam muito tempo longe dos filhos. Mas é uma realidade hoje. É preciso ter noção de que seu filho não vai virar um desajustado porque não está 24 horas a seu lado. Nem ele nem os amiguinhos ficam tanto com os pais. Dito assim, parece óbvio, mas os pais devem educar os filhos de acordo com seus valores pessoais, não pelo valor dos autores de livros. Têm de entender que só eles são capazes de tomar decisões e passar valores para suas crianças.
Veja – A senhora costuma dizer que não há pais permissivos, há pais negligentes e com pouco afeto. Por quê?

Lidia – Fizemos várias pesquisas na Universidade Federal do Paraná com cerca de 1 500 crianças de escolas públicas e particulares. Hoje, tem-se a impressão de que a maioria dos pais é tolerante demais. Descobrimos o contrário. Há muito pouco afeto em jogo.
Veja – Qual o maior dilema dos pais?

Lidia – Sem dúvida, é a questão de bater ou não bater. Porque a maioria apanhou, e quem apanhou acha normal bater. A outra dificuldade é sobre questões cotidianas, que a gente chama de supervisão inadequada, excessiva. Os pais estão estressados, têm pouca paciência. É muito mais eficiente dizer: "Olhe, eu vou chamar você uma vez para almoçar. Se não vier agora, só vai comer na próxima refeição".
Veja – A senhora coloca a palmadinha de leve no mesmo patamar de uma surra? Não é exagero?

Lidia – O princípio é o mesmo: eu uso o poder e a força para obrigar você a parar de fazer alguma coisa. Em 99% dos casos a palmada é usada quando os pais estão com raiva. Isso aumenta o risco de a punição se transformar em maus-tratos porque você está descontrolado. O único resultado positivo da palmada é que a criança pára de perturbar na hora. E esse é um dos aspectos perversos do tapa: por ter efeito imediato, os pais o utilizam com muito mais facilidade e freqüência. Há um estudo da professora Elizabeth Gershoff, da Universidade Columbia, provando o mal da palmada a longo prazo. Há dez aspectos negativos observados para cada um positivo. Mulheres que apanharam dos pais na infância costumam encarar com mais naturalidade a violência do marido, por exemplo. Há uma ligação estreita com o aumento de agressividade, de comportamento delinqüente e anti-social.
Veja – Estamos falando de uma palmadinha...

Lidia – Ainda assim. No estudo de Gershoff é feita essa diferença. São várias análises que levam em conta o que se chama de punição normativa e o abuso físico de fato. Então, alguém pode dizer: "Eu apanhei dos meus pais e não sou anti-social". Tudo bem. Mas isso não prova muita coisa. A pesquisa é mais esclarecedora nesses casos porque reflete o que ocorre com a maioria das pessoas. É claro que, se você leva um tapinha mas é estimulado em casa a ter uma boa auto-estima, não vai virar um marginal. Se os pais forem muito competentes e usam uma palmadinha de vez em quando, isso não causa prejuízo. Mas eu pergunto: se são tão competentes, por que precisam bater?
Veja – E o castigo?

Lidia – O castigo é muito eficiente. A retirada de privilégios é uma conseqüência lógica: "Você chegou às 11 da noite, era para chegar às 10, então da próxima vez vai chegar às 9". O filho precisa de regras, pois a vida adulta é cheia delas. Com adolescente, saber negociar também é vital. Outro dia, minha filha foi advertida na escola porque não fez a tarefa. Ela mesma veio até mim e disse: "Então, vamos ver o castigo que eu posso ter. Vai ter a festa da fulana, então eu não vou à festa". Causa e conseqüência. Isso vem de berço. É uma doutrina que se ensina desde pequeno.
Veja – Qual o grande erro dos pais na hora de castigar?

Lidia – É quando não conseguem estabelecer regras coerentes de acordo com a idade, e consistentes de acordo com sua conduta. Você não pode dar um castigo conforme o seu humor. Por exemplo, aquela mãe que, depois que uma criança aprontou algo, começa a berrar: "Vai ficar um mês sem usar a internet!" ou "Vai ficar uma semana sem sair de casa!". É quase impossível manter isso. Então, só imponha castigos que você pode cumprir. Do contrário, seu filho vai perder a confiança e o respeito por você.
Veja – Há técnicas eficientes de castigo para cada idade?

Lidia – Com crianças menores, há técnicas eficientes como otime out. É o famoso ficar no quarto trancado ou sentado sem levantar ou falar por alguns minutos. É preciso ter muito controle porque a criança pode chorar e berrar e você tem de se manter firme. Crianças nessa idade querem muita atenção. É nesses poucos minutos que elas vão sentir a pena. Calcule um minuto por ano. Três anos, três minutos de castigo. O que conta é que haja conseqüências imediatas.
Veja – E se você está no shopping com seu filho de 6 anos, ele se joga no chão, começa a berrar feito louco porque quer um tênis de 300 reais? Como falar "Vamos conversar, meu filho" com o menino dando um escândalo?

Lidia – Você não vai falar isso na hora. Até porque vai estar com raiva também. Segure-o pelo braço e leve-o embora dali. Quando ele se acalmar, mostre as conseqüências da má atitude dele. Criança não nasce chata. Ela fica chata por causa dos pais. Se a criança faz birra e os pais cedem para se ver livres do escândalo, eles estão recompensando esse comportamento. Aí vira aquela criança insuportável, da qual os pais mesmos vão se afastar e dizer: "O gênio dela é ruim". Não existe isso.
Veja – Os pais têm preguiça de ensinar?

Lidia – Eles têm de argumentar, o que é mais complicado. Dá muito mais trabalho do que simplesmente dizer não. Se seu filho quer um tênis de 300 reais "porque todos os amigos têm" e você não vai comprar, explique as razões. Diga que não é com um tênis que ele vai se tornar alguma coisa ou que é contra seus princípios pagar tão caro por um sapato ou simplesmente que você não tem o dinheiro. Mas diga o motivo sincero. Você não pode sair de lá e cinco minutos depois comprar uma bolsa de 500 reais para você.
Veja – Como convencer pais que trabalharam o dia todo, brigaram com o chefe, passam por uma crise no casamento a chegar em casa e ter ânimo de argumentar com as crianças?

Lidia – Educação é trabalho. Se você tem um relatório para entregar para seu chefe no dia seguinte, você vai virar a noite, mas vai escrevê-lo. Se está com TPM mas tem uma reunião decisiva, você toma um comprimido e vai. Por que muitas pessoas não têm esse empenho quando se trata de educar suas crianças? É o que chamamos de "investimento parental". Tem de investir, tem de fazer um esforço, tem de dar a real importância a esse tempo com os filhos. Mas, se você não conseguir um dia ou outro, também não é o fim do mundo.
Veja – E se os pais nunca fizeram isso? É possível mudar o comportamento depois de muitos anos?

Lidia – Há uma técnica que chamamos de quadrinho de recompensas, em que você foca nas coisas positivas feitas pela criança. É muito eficiente se usada depois dos 4 anos. Liste todas as tarefas que você considera positivas. Pode colocar até arrumar a cama, escovar os dentes, comer tudo. Quando a criança fizer isso, ela mesma vai até o quadrinho e se dá uma estrela. Quando um pai permissivo resolve mudar de atitude, a criança piora o comportamento no primeiro momento. Ela vai tentar obter a atenção com as armas que usava antes. Se fazia birra, vai fazer ainda mais. Então, tem-se de agüentar esse começo.
Veja – Existe um caminho de como fazer de seu filho um adulto feliz?

Lidia – Fortalecer a auto-estima. É surpreendente, mas a maioria dos pais tem dificuldade de elogiar seu filhos. Eles temem parecer falsos. Mas é preciso insistir até conseguir. Se dois irmãos estão brincando e eles costumam brigar, em vez de dizer "Até que enfim, vocês estão brincando", diga: "Que bom, vocês estão brincando juntos". Sem sarcasmo, sem provocação. Os pais devem sempre mostrar que o amor deles pelos filhos é incondicional. Aquela coisa de dizer: "Ah, se você não comer tudo não vou mais gostar de você" mina a auto-estima da criança de um jeito quase irreversível. A criança tem de contar com o seu amor, mesmo que ela faça algo errado.
Veja – Como fazer com que seu filho confie em você?

Lidia – Ouça, não julgue. Não avalie seu filho pelos seus padrões. Se sua filha vier lhe contar que "ficou" com dois meninos numa festa, não faça escândalo. O mundo mudou. Hoje isso é plenamente aceitável. Se você brigar, ela nunca mais lhe contará nada. Mas, se ela contar que transou com dois, aí é outra coisa. Seu papel é explicar que isso não é aceitável. Exponha as causas e as conseqüências de tal atitude, mas sem puni-la. Ensine desde a tenra idade seu filho a falar sobre si próprio.
Veja – O que é fundamental na relação entre pais e filhos?

Lidia – Afeto, envolvimento, participação, saber quem são os amigos. É preciso monitorar. Não é ligar para o celular da criança ou adolescente a cada dez minutos. É mostrar que você se importa, que participa da vida deles, mesmo que, num primeiro momento, isso pareça intromissão. Não tenha dúvida: no futuro, eles agradecerão.