quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Grandes - Álvaro de Campos

Grandes são os desertos, e tudo é deserto.  
 Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto  
 Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.  
 Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes  
 Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,  
 Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu. 
 Grandes são os desertos, minha alma!
 Grandes são os desertos. 
 Não tirei bilhete para a vida,
 Errei a porta do sentimento,
 Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
 Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
 Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
 Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
 Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
 Senão saber isto:
 Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
 Grande é a vida, e não vale a pena haver vida, 
 Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
 Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
 Acendo o cigarro para adiar a viagem,
 Para adiar todas as viagens.
 Para adiar o universo inteiro. 
 Volta amanhã, realidade!
 Basta por hoje, gentes!
 Adia-te, presente absoluto!
 Mais vale não ser que ser assim. 
 Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
 E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito. 
 Mas tenho que arrumar mala,
 Tenho por força que arrumar a mala,
 A mala. 
 Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
 Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
 Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
 A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino. 
 Tenho que arrumar a mala de ser.
 Tenho que existir a arrumar malas.
 A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
 Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
 Sei só que tenho que arrumar a mala,
 E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
 E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci. 
 Ergo-me de repente todos os Césares.  
 Vou definitivamente arrumar a mala.  
 Arre, hei de arrumá-la e fechá-la; 
 Hei de vê-la levar de aqui,
 Hei de existir independentemente dela. 
 Grandes são os desertos e tudo é deserto,
 Salvo erro, naturalmente.
 Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado! 
 Mais vale arrumar a mala.
 Fim.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Aprendendo com os Gansos!

Quando os gansos selvagens voam em formação de “V”, eles o fazem a uma velocidade 70% maior do que se estivessem voando sozinhos. Acontece que, à medida que cada pássaro bate suas asas, é criado um vácuo que gera a sustentação para o pássaro que o segue.

Quando o ganso que está no ápice do “V” fica cansado, ele passa uma para trás da formação e o outro ganso voa para a posição de ponta.

Durante o voo, os gansos de trás grasnam para encorajar aqueles que vão à frente a manterem o rítmico e a velocidade. 


Quando um ganso adoece ou seja se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem para ajudá-lo e protegê-lo. Eles o acompanham até a solução do problema e então os três reiniciam a jornada ou juntam-se a outra formação, até encontrarem o grupo original.

Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos!

No seu trabalho, você é tigre ou leão?

Em uma florestas conviviam pacificamente os tigres e os leões. Cada qual tinha o seu território e hábitos e respeitava o do outro. Esta harmonia durou muito tempo pois a floresta era muito rica e tinha alimentação farta para os dois vorazes carnívoros.

Nisto veio a seca e a alimentação escasseou. Os tigres e os leões tiveram que buscar alimentação em qualquer local onde pudesse. O confronto era inevitável! O tigre era muito mais forte e feroz do que o leão. O que era esperado era que os leões fossem extintos na florestas...

Mas o que se notou foi o inverso: a comunidade de leões aumentou e a de tigre foi extinta. O que aconteceu? Bem, apesar de ser mais forte e feroz, o tigre luta sozinho e combate a sua própria espécie, enquanto o Leão trabalha organizado em bando e sob liderança. Isto fez toda a diferença!

No seu trabalho, você é tigre ou leão?

O presente livro, em uma linguagem clara, objetiva, direta, simples e franca, permeada por narrativas verídicas – algumas engraçadas, outras tristes –, traz um verdadeiro depoimento-manual do autor, advogado militante há mais de 45 anos.

Capa do livro: Confissões de Um Advogado - Vivência da Rotina Advocatícia, Elisa  EsperanciniConfissões de Um Advogado - Vivência da Rotina Advocatícia
José Roberto Martins Garcia, 106 pgs.
Publicado em: 2/12/2011
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853623572-1
Preço: R$ 29,90

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.           



SINOPSE
Muitos livros e muitas obras tratam do Direito. Mas, enfim, o que é advogar? Como se exerce a advocacia? Como tratar o cliente? Como o advogado deve relacionar-se com o Juiz, com o Promotor e com os assistentes da Justiça? Como deve ser sua postura social? Estas e tantas outras perguntas são comuns aos jovens advogados. Muitas vezes o jovem profissional não tem a quem recorrer para esclarecer estas dúvidas. O presente livro, em uma linguagem clara, objetiva, direta, simples e franca, permeada por narrativas verídicas – algumas engraçadas, outras tristes –, traz um verdadeiro depoimento-manual do autor, advogado militante há mais de 45 anos.
CURRÍCULO DO AUTOR
José Roberto Martins Garcia - Foi Professor de Prática Forense, Presidente da TRANSERP (Cia. de Trólebus) e gestor de todo transporte coletivo em Ribeirão Preto, Chefe de Gabinete da Prefeitura de Ribeirão Preto e Secretário de Governo do Município, tendo advogado por quase todos os Estados da União, excetuando quatro deles.

MANUAL DE ORATÓRIA

Como Falar em Público Melhor - 2ª Edição
Autor: Enos de Castro Deus Filho
Páginas: 126 pgs.
Ano da Publicação: 2011
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 35,00

 
SINOPSE
É tolice pensar que o bom orador nasce feito. Os poetas nascem, mas os oradores se fazem”. A história demonstra que poucos foram os que conseguiram proeminência em oratória apenas por dons inatos. O que a hereditariedade oferece ao individuo é secundário, quando se trata de treinamento e preparação. A afirmativa de que o bom orador nasce feito é uma bobagem. Falar em público há muito tempo deixou de ser preocupação e iniciativa apenas de homens públicos. A vida moderna exige que todas as pessoas desenvolvam a nobre arte de comunicação. O objetivo deste manual básico de oratória é dar a você, de forma singela e despretensiosa, algumas idéias que, por certo, serão de grande valia em sua vida, no tocante ao uso da palavra.  Qualquer dos usos estéticos da linguagem representa a literatura, vale dizer, a literatura é composta de palavra falada e palavra escrita. Qual delas é a mais importante: a palavra falada ou a palavra escrita? Há superioridade de uma forma sobre a outra?
Constatei, olhando atentamente a meu redor, que a maioria das pessoas bem sucedidas tem uma coisa em comum: SABEM FALAR! Elas sabem verbalizar suas ideias, de modo que são ouvidas, entendidas e, consequentemente, produzem efeito. Ministrando oratória por mais de 20 anos, ajudando centenas de pessoas a se comunicarem melhor, recebemos inúmeros pedidos para que o nosso curso básico de oratória fosse impresso em livro. Das anotações e experiências colhidas nesse tempo, surgiu este manual de “Como Falar em Publico Melhor”.

INCRÍVEL!