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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Grandes - Álvaro de Campos
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.
Grandes são os desertos, minha alma!
Grandes são os desertos.
Grandes são os desertos.
Não tirei bilhete para a vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,
Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ser que ser assim.
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ser que ser assim.
Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.
Mas tenho que arrumar mala,
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.
Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.
Tenho que arrumar a mala de ser.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Ergo-me de repente todos os Césares.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.
Grandes são os desertos e tudo é deserto,
Salvo erro, naturalmente.
Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!
Salvo erro, naturalmente.
Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!
Mais vale arrumar a mala.
Fim.
Fim.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Aprendendo com os Gansos!
Quando os gansos selvagens voam em formação de “V”, eles o fazem a uma velocidade 70% maior do que se estivessem voando sozinhos. Acontece que, à medida que cada pássaro bate suas asas, é criado um vácuo que gera a sustentação para o pássaro que o segue.
Quando o ganso que está no ápice do “V” fica cansado, ele passa uma para trás da formação e o outro ganso voa para a posição de ponta.
Durante o voo, os gansos de trás grasnam para encorajar aqueles que vão à frente a manterem o rítmico e a velocidade.
Quando um ganso adoece ou seja se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem para ajudá-lo e protegê-lo. Eles o acompanham até a solução do problema e então os três reiniciam a jornada ou juntam-se a outra formação, até encontrarem o grupo original.
Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos!
Quando o ganso que está no ápice do “V” fica cansado, ele passa uma para trás da formação e o outro ganso voa para a posição de ponta.
Durante o voo, os gansos de trás grasnam para encorajar aqueles que vão à frente a manterem o rítmico e a velocidade.
Quando um ganso adoece ou seja se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem para ajudá-lo e protegê-lo. Eles o acompanham até a solução do problema e então os três reiniciam a jornada ou juntam-se a outra formação, até encontrarem o grupo original.
Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos!
No seu trabalho, você é tigre ou leão?
Em uma florestas conviviam pacificamente os tigres e os leões. Cada qual tinha o seu território e hábitos e respeitava o do outro. Esta harmonia durou muito tempo pois a floresta era muito rica e tinha alimentação farta para os dois vorazes carnívoros.
Nisto veio a seca e a alimentação escasseou. Os tigres e os leões tiveram que buscar alimentação em qualquer local onde pudesse. O confronto era inevitável! O tigre era muito mais forte e feroz do que o leão. O que era esperado era que os leões fossem extintos na florestas...
Mas o que se notou foi o inverso: a comunidade de leões aumentou e a de tigre foi extinta. O que aconteceu? Bem, apesar de ser mais forte e feroz, o tigre luta sozinho e combate a sua própria espécie, enquanto o Leão trabalha organizado em bando e sob liderança. Isto fez toda a diferença!
Nisto veio a seca e a alimentação escasseou. Os tigres e os leões tiveram que buscar alimentação em qualquer local onde pudesse. O confronto era inevitável! O tigre era muito mais forte e feroz do que o leão. O que era esperado era que os leões fossem extintos na florestas...
Mas o que se notou foi o inverso: a comunidade de leões aumentou e a de tigre foi extinta. O que aconteceu? Bem, apesar de ser mais forte e feroz, o tigre luta sozinho e combate a sua própria espécie, enquanto o Leão trabalha organizado em bando e sob liderança. Isto fez toda a diferença!
No seu trabalho, você é tigre ou leão?
O presente livro, em uma linguagem clara, objetiva, direta, simples e franca, permeada por narrativas verídicas – algumas engraçadas, outras tristes –, traz um verdadeiro depoimento-manual do autor, advogado militante há mais de 45 anos.
SINOPSE
Muitos livros e muitas obras tratam do Direito. Mas, enfim, o que é advogar? Como se exerce a advocacia? Como tratar o cliente? Como o advogado deve relacionar-se com o Juiz, com o Promotor e com os assistentes da Justiça? Como deve ser sua postura social? Estas e tantas outras perguntas são comuns aos jovens advogados. Muitas vezes o jovem profissional não tem a quem recorrer para esclarecer estas dúvidas. O presente livro, em uma linguagem clara, objetiva, direta, simples e franca, permeada por narrativas verídicas – algumas engraçadas, outras tristes –, traz um verdadeiro depoimento-manual do autor, advogado militante há mais de 45 anos.
CURRÍCULO DO AUTOR
José Roberto Martins Garcia - Foi Professor de Prática Forense, Presidente da TRANSERP (Cia. de Trólebus) e gestor de todo transporte coletivo em Ribeirão Preto, Chefe de Gabinete da Prefeitura de Ribeirão Preto e Secretário de Governo do Município, tendo advogado por quase todos os Estados da União, excetuando quatro deles.
MANUAL DE ORATÓRIA
| Como Falar em Público Melhor - 2ª Edição Autor: Enos de Castro Deus Filho Páginas: 126 pgs. Ano da Publicação: 2011 Editora: Instituto Memória Preço: R$ 35,00 | |
SINOPSE
É tolice pensar que o bom orador nasce feito. “Os poetas nascem, mas os oradores se fazem”. A história demonstra que poucos foram os que conseguiram proeminência em oratória apenas por dons inatos. O que a hereditariedade oferece ao individuo é secundário, quando se trata de treinamento e preparação. A afirmativa de que o bom orador nasce feito é uma bobagem. Falar em público há muito tempo deixou de ser preocupação e iniciativa apenas de homens públicos. A vida moderna exige que todas as pessoas desenvolvam a nobre arte de comunicação. O objetivo deste manual básico de oratória é dar a você, de forma singela e despretensiosa, algumas idéias que, por certo, serão de grande valia em sua vida, no tocante ao uso da palavra. Qualquer dos usos estéticos da linguagem representa a literatura, vale dizer, a literatura é composta de palavra falada e palavra escrita. Qual delas é a mais importante: a palavra falada ou a palavra escrita? Há superioridade de uma forma sobre a outra?
Constatei, olhando atentamente a meu redor, que a maioria das pessoas bem sucedidas tem uma coisa em comum: SABEM FALAR! Elas sabem verbalizar suas ideias, de modo que são ouvidas, entendidas e, consequentemente, produzem efeito. Ministrando oratória por mais de 20 anos, ajudando centenas de pessoas a se comunicarem melhor, recebemos inúmeros pedidos para que o nosso curso básico de oratória fosse impresso em livro. Das anotações e experiências colhidas nesse tempo, surgiu este manual de “Como Falar em Publico Melhor”.
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