terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Editora curitibana lança quatro livros e inaugura o selo Saber & Sabor.

Universidade Federal do Paraná
História da Alimentação

Através da editora curitibana, Instituto Memória, e inaugurando o selo editorial Saber & Sabor, criado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em História e Cultura da Alimentação da Universidade Federal do Paraná, foram lançados em dezembro desse ano quatro livros, frutos de estudos realizados nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em História da UFPR, sob orientação do professor Dr. Carlos Roberto Antunes dos Santos.

Seguem abaixo os resumos de cada uma das obras, entre outros dados.

A Arte de receber. Distinção e poder à boa mesa: 1900-1970 
Maria Cecília Pilla
O presente estudo tem como principal objeto de investigação e análise o domínio hábil das boas maneiras à mesa como forma de obtenção de prestígio e conseqüente fornecedor de símbolos de distinção, diferenciação e integração social, relacionadas que estão tais questões à cultura e ao poder. A análise das fontes, manuais de administração do lar, livros de cozinha e guias de civilidade e etiqueta que circulavam no Brasil desde os primeiros anos do século XX até o final da década de 1960, serviram para compreender as mudanças e permanências dos preceitos considerados como “adequados” perante os alimentos no que diz respeito ao gosto e tudo o que envolve as boas maneiras à mesa. O estudo abrange o período da virada do século XX, época em que se verifica a implementação das reformas urbanas nas principais capitais do país, até o final da década de 1960. Apresenta inicialmente o referencial teórico-metodológico para o desenvolvimento do estudo, conceitos como os de civilização, cortesia e civilidade, sob o enfoque do processo civilizador. Na seqüência, a ênfase recai sobre o resgate dos conceitos de cortesia, civilidade, etiqueta e polidez ao longo do tempo. Também examina o trajeto de alguns dos principais manuais de civilidade na história do mundo ocidental, apresenta também as fontes da pesquisa. Segue-se então relacionando as normas de civilidade à alimentação procurando mostrar como se dão as transformações dos hábitos e costumes à mesa, tratando também das questões relativas à arte de receber. Por último, o estudo trata de articular o conceito de gosto às estratégias da obtenção do prestígio e da distinção social.


 

A Polenta como forma de expressão da cultura italiana. 
Giovanna Piffar
A presente obra transita por uma delicada e persistente relação entre alimento e comida embalada pela história cultural da alimentação, demonstrando que um alimento ao se transformar em comida revela a identidade de um grupo. Através da História da Alimentação foi possível pesquisar um elemento gastronômico da cultura italiana, no caso a polenta e o seu desenvolvimento destacando-a como símbolo de identificação para os descendentes de imigrantes vênetos do tradicional Bairro de Santa Felicidade. A apropriação deste prato da culinária italiana constrói todo um universo simbólico, instrumento de legitimação para que a tradição não se perca diante da modernidade.
Percorrendo a trilha da memória foi possível resgatar lembranças pessoais que demonstram que a história da polenta devolve aos descendentes suas origens, transpassando o espaço privado para o público, onde o alimento de carestia se torna símbolo de legitimação. Ao buscar o passado festejam “invenção” deste passado para o presente. Onde o passado, presente se entrelaçam na mais perfeita harmonia. A polenta é a história do Bairro de Santa Felicidade. 

Confeitaria das Famílias: servindo o doce
sabor à sociedade curitibana.
Iara Lis Nunes.

A História da Confeitaria Das Famílias, esta inserida no universo curitibanodesde a sua fundação no ano de 1945, através doimigrante espanhol Jesus Terzado. Num contexto onde as últimas décadas do século XX trouxeram a Curitiba transformações profundas, culturais, sociais e nas paisagens urbanas. Tais mudanças levaram outros estabelecimentos comerciais tradicionais na mesma rua a fecharem suas portas. Apesar dessas transformações, conseguiu manter-se no mesmo endereço por 61 anos, constituindo-se em um dos pontos gastronômicos mais conhecidos da cidade.A fama de seus doces, entre eles o famoso folhado de maçã produzidos com as receitas que seu fundador trouxe da Espanha e que permanecem nas mãos da família, extrapolam os limites da cidade. Tem clientes fiéis em outros Estados e até fora do paísé lembrada com carinho, conferindo uma identidade única a Confeitaria Das Famílias. Esta pesquisa  esta inserida na História da Alimentação, e levando-se em consideração que a comida envolve emoção, assim sendo trabalha com a memória e com sentimentos. Buscamos através das falas dos depoentes, resgatar o passado, e perceber a continuidade da tradição de se frequentar a Confeitaria.Quer para sociabilizar entre amigos, famílias ou simplesmente comer seus doces, mas não qualquer doce, e sim aqueles  que se relacionam com sua memória gustativa,  transmitidas pelas famílias curitibanas de geração à geração, traduzidas pela fidelidade de seus clientes, pela manutenção da qualidade, pelo bom atendimento, e pela permanência da empresa nas mãos da família.São as doces lembranças do cotidiano década um, ideias que parecem ter se mantido na memória de gerações que se sucederam, o que leva a Confeitaria Das Famílias a fazer parte da identidade da Cidade de Curitiba e constituir-se em patrimônio  da sociedade curitibana.
 


Do público ao privado: o universo do Restaurante Bolonha.
Daniele Rocha Saucedo
O presente estudo tem como base conceitos referentes à história da alimentação. De forma específica tem como objeto de estudo de caso o Restaurante Bologna o que o faz inserido, portanto no universo da micro-história. O objetivo principal do trabalho é buscar o entendimento da passagem de um saber culinário próprio do espaço privado para o espaço público. Onde o privado é justamente um elemento de domesticidade, o ato, o saber de cozinhar com receitas de família, com segredos de gerações e o público é o Restaurante Bologna que vende sua comida, seu saber doméstico. Para o entendimento dessa passagem privado/público foi feita a análise de fontes escritas localizadas na imprensa, aliada a testemunhos orais da família Caliceti e de frequentadores. A história oral foi de fundamental importância para a construção do presente trabalho, ou mesmo a base para a realização dessa análise. O estudo abrange o período que vai de 1969, data da fundação, da 1a sede do Restaurante Bologna até o ano de 2002. De certa forma está incluído no Universo do Restaurante Bologna, além de elementos da História da Alimentação e de seus simbolismos, história de família, da Família Caliceti dentro da questão maior, do entendimento da passagem do privado/público.

PINGA FOGO com Anthony Leahy, Editor do Instituto Memória:

"Sou movido a paixão! Estou sempre lutando por ideais e acredito que as nossas lutas nos definem. Pobre daqueles que só lutam por dinheiro. Prefiro morrer em pé do que viver de joelhos, afinal, como dizia Kant, quem se arrasta como verme não pode reclamar de ser pisoteado! Sou um editor e, antes, um Autor. Não sou um burocrata dos livros. Faço questão de conhecer, acompanhar, ler todos os meus autores. Faço questão de rir e chorar junto. Não é uma mera relação jurídica, mas, antes, e principalmente, de cumplicidade. Repito sempre que sem autores não existiriam editoras e livrarias, mas autores existirão sempre."


Anthony Leahy


1 - POR QUE PUBLICAR SEU LIVRO? Porque a gente passa e os livros ficam! E, de alguma forma, ficamos juntos em um exercício imortalidade e em um legado para as futuras gerações e descendência. Afinal, o que não se compartilha, se perde.


2 - POR ONDE LANÇAR SEU LIVRO? Por uma editora cujo valores você se identifique. Um bom referencial é conhecer a luta do editor responsável. Afinal, nossas lutas nos definem. E hoje, com o "Google", nada mais fácil do que pesquisar a realizações dos outros...

3 - TANTO FAZ GRÁFICA OU EDITORA? Não. Gráfica não publica livros, apenas imprime, enquanto Editora avalia e endossa sua obra diante da sociedade.  Afinal, livro sem editora é como uma "Lacoste" sem o famoso "jacaré".

4 - É FÁCIL PUBLICAR UM LIVRO? Por uma editora séria e responsável, não! Tem que ser analisado-aprovado por um conselho editorial. Agora, se for por gráfica, como não é livro, apenas um impresso, basta pagar e receber sua "obra"...

E LEMBRE-SE: como apregoava o Leminski: "Sem produção não há salvação!"

Forte abraço do Anthony
editora@institutomemoria.com.br

Diga-me com quem andas e eu te direi quem tu és... 
... ou, no mínimo, se irei junto!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo! Obrigado 2012, Bem vindo 2013!

Para mim, existem, basicamente, 3 tipos de pessoas no mundo: as boas, e as más - minorias absolutas - e a grande maioria de indiferentes. Pois bem, a indiferença gera cumplicidade com os maus. Por isto, parece, cada vez mais, que os maus são maioria. Que em 2013 tomemos posição e tenhamos coragem de escolher um lado - de preferência sejamos bons, não só com palavras e mensagens, mais em ações e realizações. Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

MENSAGEM DO EDITOR: JÁ QUE O MUNDO NÃO ACABOU EM 2012, O QUE FAREMOS DE 2013!?

Esta mensagem eu escrevi em 2001 e, infelizmente, tem-se mantido atual. Todo ano nesta época ao tentar escrever outra mensagem que não sejam desejos vazios e protocolares, descomprometidos com uma proposta de mudança efetiva, vejo-me repetindo-a. O bom é que, neste mundo frívolo, superficial e cínico, como quase ninguém lê, quase ninguém nota!

2012 passou... e como foi rápido!
Tantos fizemos e tanto ficou por fazer. Ano complicado e desafiador. Perdemos muito (o centanário casarão histórico onde funcionava a nossa sede foi condenado, perdemos mais de 2000 livros para a água, etc), mas nunca desistimos da luta. Com sede ou sem sede não deixamos de realizar nosso evento mensal! Nossas lutas definem e conseguimos chegar vivos e, o mais importante, com nossos sonhos e ideais vivos.

Fizemos muito!
Neste ano foram mais de 80 títulos novos entregues à sociedade em 10 eventos no Palacete dos Leões, cercados de livros e amigos, cúmplices deste semear por um futuro melhor. 

2013 CHEGOU!

Vivemos em pleno Século XXI... 3º Milênio!
E, diferentemente do preconizado pela ficção científica; em vez de tele-transportes e veículos voadores pessoais; em vez de maquinas do tempo e contatos com outros mundos; em vez da estabilidade gerada em laboratórios no Admirável (?!) Mundo Novo de Huxley; temos a Guerra, a Fome, a Indiferença, a Intolerância ... e horrores velhos conhecidos da Humanidade.

Cada dia mais acompanhamos, perplexos e passivos, a toda hora e em cada noticiário, o ódio e o seu filho primogênito, o terror! Vemos o orgulho aconselhando-se com a inveja, e esta se associando à perfídia! E as três, juntas, tecendo as rédeas da intriga e gerando mais ódio. Vimos o interesse deformando a verdade, torcendo as consciências e a covardia amordaçando as almas. Vimos o rancor gerando cólera; a cólera gerando violência; e a violência humilhando, escarnecendo e matando.

A Humanidade, paradoxalmente, faz a guerra em nome da paz; mata e persegue em nome de Deuses de amor, vida, perdão e compaixão; cria a tecnologia da comunicação e esquece-se de comunicar-se (“É terrível verificar que nossa tecnologia é maior que nossa humanidade.” já dizia Einstein.). Diminuímos as distâncias e nunca estivemos tão afastados ... Parece que nos comunicamos demais e sentimos de menos!

Temos que tomar consciência de que os tempos vindouros serão esculpidos por nossa vontade e atitude! Somos nós que daremos, desde o 1º segundo, a fisionomia do novo ano. Ele é o nosso “ALTER-EGO”, o nosso espelho, a nossa própria personalidade na expressão dos acontecimentos, bons ou maus, que suscitaremos no mundo. Nada podemos esperar dele, visto que é ele que espera e depende de nós... Por ação ou por omissão.

Lembremo-nos que, ofendendo ao nosso próximo, ofendemos a própria essência humana de que somos participantes. Portanto, todo crime contra um só homem é crime contra toda humanidade. E não existe crime maior e mais covarde do que a indiferença e omissão ! Afinal, para que o mau vença, basta que os bons nada façam! Silêncio é cumplicidade!

Que nenhum homem se diga digno e justo enquanto existirem pessoas morrendo de fome...

E não precisamos de grandes desastres naturais para ser solidários e corretos em relação à vida e à sociedade. A miséria e desespero estão à nossa volta. Basta querer notar! Ou só merece atenção se for calamidade natural?!?!? E não é com esmola, mas com comprometimento e envolvimento que melhoramos, mesmo, a sociedade. Com atitude. Saber o certo de nada adianta, mas fazer o certo é promover mudanças!

Espero que consigamos esculpir em 2013 a silhueta de um novo, tempo, um novo futuro, mais humanizado e digno, com menos discursos e mais atitudes, com menos esmolas e mais promoção humana. Que consigamos criar um mundo que caiba todo mundo.

O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons. 

Martin Luther King

Um feliz 2013 repleto de Paz, Saúde, Prosperidade e Consciência.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Feliz Natal!

Concede-me, senhor, a graça de ser boa,
de ser o coração singelo que perdoa,
a solícita mão que espalha,
sem medidas, estrelas
pela noite escura doutras vidas
e tira d'alma alheia o espinho que magoa.
Helena Kolody

Que neste Natal, a mensagem de Cristo não seja apenas uma referência teórica em nossas vidas e sim, antes, uma exemplo do que fazermos na prática do nosso viver e conviver.

Neste Natal, transforme seus bons sentimentos em boas ações, pois só ações fazem a diferença e podem modificar o mundo. Feliz Natal!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

HOJE, BATEL SOHO... AMANHÃ, CHAMPAGNAT SOHO! ?! um lugar inventado (Soho), num bairro que não existe (Champagnat), emprestado a um bairro ao qual não pertence (Batel).


Não existe nada mais tabaréu, mais jaguara, mais jacu, mais cafona do que ficar tentando imitar os outros apenas para parecer chique. Uma lástima! Todo processo cultural é dinâmico e se oxigena no caminhar da humanidade, inclusive refletindo os avanços da tecnologia da comunicação. Mas o que estamos vendo é forçar a barra! Agora, Batel Soho é o cúmulo dos cúmulos! Chamar o Bigorrilho de Champagnat já é uma tentativa de elitizar mas, pelo menos, tem um contexto histórico que é o antigo internato Champagnat dos Maristas. 

E O QUE É SOHO? Soho é um termo que surge da união das iniciais de South e Houston. Em Nova York, SoHo é a região que fica ao sul da Rua Houston. Daí o nome. Soho também é uma badalada região central de Londres.

Você conhece a música abaixo?


Bigorrilho (1964) - Sebastião Gomes, Paquito e Romeu Gentil

Lá em casa tinha um bigorrilho
Bigorrilho fazia mingau
Bigorrilho foi quem me ensinou
A tirar o cavaco do pau

Trepa Antônio
O siri tá no pau
Eu também sei tirar
O cavaco do pau

Dona Dadá, Dona Didi
Seu marido entrou aí

Ele tem que sair
Ele tem que sair
Ele tem que sair


Muitos lembram desta canção. 

Mas o que significa Bigorrilho?

O Dicionário de Sinônimos e Antônimos, de Francisco Fernandes, define:

Bigorrilho Sin. Biltre, coisa-à-toa, safardana.

No Houaiss, bigorrilho ou bigorrilha ganham contornos mais amplos:

1ª acepção
n substantivo de dois gêneros
Uso: informal, pejorativo.
1 indivíduo vil, desprezível, baixo
2 indivíduo sem importância; joão-ninguém
3 indivíduo malvestido

Alguns acreditam que o nome do bairro pode ser conseqüência do apelido da dona de um bordel que tinha por aqui... Tem lógica se cruzarmos esta informação com as definições dos dicionários. Será? Outros atribuem a um passarinho de mesmo nome... Ou ainda um rio que corria pelo bairro... Será? Seja o que for,

Só espero que não inventem um tal de 

CHAMPAGNAT SOHO!!!! (argh!!!)

O BUGRINHO - O GOLPE DE 64 - O EMPRESÁRIO: EXEMPLO DE VIDA, DE LUTA E DE SUPERAÇÃO!


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Valmor Weiss: o prisioneiro da cela 310 - o bugrinho, o prisioneiro, o empresário
Autor: Milton Ivan Heller
Páginas: 300 pgs.
Ano da Publicação: 2011
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 50,00

SINOPSE

A HISTÓRIA VIVA!

Marcante, esclarecedor e emocionante é ter o privilegio de, em vida, conviver com quem fez e é parte da história na luta pela recuperação da democracia deste nosso BRASIL. É difícil acreditar que um ser humano, oriundo de uma vida de sacrifícios e desafios pudesse se tornar partípice da reconquista do processo democrático.
Jovem vindo do interior do Estado de Santa Catarina, onde naquela comunidade já dava demonstração de que  tinha coragem, astúcia e era um verdadeiro guerreiro, comprovando naquela época, já ser líder, na sua comunidade em que nasceu e viveu.
No exército, onde cumpriu seus deveres militares, esse ser humano revelou a continuidade de seu espírito de luta, na defesa do direito de todos e pagou, quase com sua vida, por essa sua luta e coragem. Foi encarcerado, torturado e humilhado por muito tempo. No entanto, nunca perdeu a esperança de um dia vencer a esse desafio.
A HISTÒRIA não mente e nem deixa de registrar o grande feito desse e de outros bravos brasileiros que lutaram impiedosamente, muitos tombaram, perdendo suas vidas, outros, a exemplo deste brasileiro,VALMOR WEISS, viveram e vivem, para, em vida, prindar-nos com essa história, muitas vezes chocante, mas com um exemplo que por todos deve ser seguido. Teve a felicidade de construir maravilhosa família, por ter, nessa trajetória, encontrado uma companheira fiel, mãe, amiga e com uma também visão empreendedora, a exemplo de Valmor, construíram, hoje, um excelente alicerce de vida, tanto familiar, quanto empresarial. Com essas passagens em sua vida, Valmor é o exemplo vivo, tanto familiar, quanto empresarial. Valmor é o exemplo vivo de um coração amigo, sem mágoa, mas, voltado, através de um trabalho silencioso, para o bem dos mais necessitados.
Caro Amigo, irmão e Família Weiss, ao ler e conhecer esse registro de VIDA, creio que muitos que lerão e conhecerão essa HISTÒRIA, registrarão, como brasileiros, seus agradecimentos, tornando-se, sem dúvida, seus admiradores, como eu, que nesse momento deixo esse registro.

Paulo Maia de Oliveira. Grão Mestre de Honra do Grande Oriente do Brasil, Paraná.
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 Resgate da história
“O Prisioneiro da Cela 310”, escrito pelo jornalista Milton Ivan Heller, conta a história desse catarinense de Rio do Sul, onde nasceu a 8 de outubro de 1937, que enfrentou perseguição em dose dupla com o golpe civil-militar de 64. 
Afinal, além de trabalhar como jornalista da Última Hora/Paraná, era sargento do Exército. E assinava na UH a coluna Plantão Militar, que também existia nas demais edições da rede de jornais de Samuel Wainer.
Milton Ivan Heller relata que a intenção do sargento Weiss era divulgar as atividades da Associação dos Subtenentes e Sargentos do Exército, da qual acabaria sendo eleito vice-presidente.
Em 1964, o general Ernesto Geisel comandava a 5.ª Região Militar, em Curitiba. Walmor foi preso como “subversivo” logo após o golpe, acusado de insuflar a indisciplina nas Forças Armadas. 
Após tortura e ameaças de fuzilamento, depois de 16 meses de prisão incomunicável foi libertado por decisão do Tribunal Superior Militar (STM). 
Weiss, que viraria preso político da cela 310 no Presídio do Ahú, em Curitiba, recorda que eram tempos de radicalização, de ódios exacerbados e de violência por todos os lados. 
- Adversários eram inimigos que deveriam ser exterminados e a UDN batia à porta dos quartéis em busca de apoio para derrubar o governo.