sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DESTAQUE DO EDITOR: Devolução ou Desistência de um Filho? - Hália Pauliv de Souza

 Hália Pauliv de Souza
Hália Pauliv de Souza é Docente em vários pontos do Brasil com cursos de Sexualidade; Docente "Ensino a distância" via Internet (Infoco - Uninter, 2007); Palestrante para adultos, professores e jovens em várias localidades do Brasil com temas de sexualidade; Participante ativa dos ENAPAs - Encontros Nacionais de Adoção, desde 2001; Fundadora do Curso de Preparação para Pretendentes as Adoções em Curitiba e divulgado para todo Brasil; Participante em redes de TV, Jornal e Rádio, entrevistas várias desde 1986 tanto sobre sexualidade quanto adoção. Professora de Ciências (aposentada).

Capa do livro: Adoção - O Amor faz o Mundo Girar mais Rápido
Adoção - O Amor faz o Mundo Girar mais Rápido
Hália Pauliv de Souza e Renata Pauliv de Souza Casanova, 4ª Tiragem, 134 pgs.
Publicado em: 9/4/2012
ISBN: 978853623112-9
Preço: R$ 34,90
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Capa do livro: Adoção Tardia – Devolução ou Desistência de um Filho? - A Necessária Preparação para Adoção - Prefácio de Lídia Weber
Adoção Tardia – Devolução ou Desistência de um Filho? - A Necessária Preparação para Adoção - Prefácio de Lídia Weber
Hália Pauliv de Souza, 138 pgs.
Publicado em: 12/9/2012
ISBN: 978853623934-7
Preço: R$ 29,90


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Capa do livro: Estrelinha  Distraída, A
Estrelinha Distraída, A
Hália e Renata Pauliv de Souza, 31 pgs.
Publicado em: 23/4/2003
ISBN: 853620391-9
Preço: R$ 14,90
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Capa do livro: Orientação Sexual - Conscientização, Necessidade e Realidade
Orientação Sexual - Conscientização, Necessidade e Realidade
Hália Pauliv de Souza, 124 pgs.
Publicado em: 30/8/2010
ISBN: 978853623106-8
Preço: R$ 24,70
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HOMENAGEM DO EDITOR: Arthur Virmond de Lacerda Neto - fala o que pensa, pensa o que fala e, em épocas de politicamente correto, não tem medo de ser polêmico.

Arthur Virmond de Lacerda Neto
Filho de Luiz Avelino Paquet de Lacerda e Josefina Maria Castellano Biscaia, nasceu em Curitiba-PR em 31 de maio de 1966. Diplomou-se em Direito pela Universidade Federal de Brasília [1989] e cursou Mestrado em História do Direito na Universidade de Lisboa. Especialista em Filosofia Política pela Universidade Federal do Paraná. Professor de Direito. Membro do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico do Paraná, do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e da Igreja Positivista no Brasil. No seu blog, aborda de forma objetiva temas polêmicos sempre de forma contundente e sempre bem embasado teoricamente. O leitor pode até não concordar com as ideias dele mas nunca sairá ileso da leitura. Sempre sobrará uma reflexão, um questionamento íntimo, um repensar seus próprios paradigmas e valores. Bendito o que semeia livros e manda o povo pensar! Bendito Arthur Virmond de Lacerda. A luta continua!


Veja alguns temas que aborda em seu blog: http://arthurlacerda.wordpress.com/


VEJA ALGUNS DE SEUS LIVROS:

Capa do livro: Dilema em Braga
Dilema em Braga
Arthur Virmond de Lacerda Neto, 2ª Edição, 72 pgs.
Publicado em: 9/7/2007
ISBN: 978853621633-1
Preço: R$ 16,90
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Capa do livro: História Breve das Codificações Jurídicas
História Breve das Codificações Jurídicas
Arthur Virmond de Lacerda, 120 pgs.
Publicado em: 1/1/2000
ISBN: 857394018-2
Preço: R$ 24,40
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Capa do livro: Ouvidorias do Brasil Colônia, As
Ouvidorias do Brasil Colônia, As
Arthur Virmond de Lacerda, 194 pgs.
Publicado em: 5/5/2000
ISBN: 857394343-2
Preço: R$ 29,90
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Capa do livro: República Positivista , A
República Positivista , A
Arthur Virmond de Lacerda Neto, 3ª Edição revista e atualizada, 182 pgs.
Publicado em: 26/6/2003
ISBN: 853620493-1
Preço: R$ 34,70
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O NEGRO NO SÉCULO XXI: Luislinda de Valois nos põe a refletir, com ânsia de mudança, que é preciso curar as feridas, mas não poderemos esquecer as cicatrizes se elas continuarem a sangrar

Capa do livro: Negro no século XXI, O, Eder Bomfim RodriguesNegro no século XXI, O
Luislinda Dias de Valois Santos, 84 pgs.
Publicado em: 12/5/2009
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853622488-6
Preço: R$ 19,90

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.             


SINOPSE

Com sensibilidade ímpar para entender a necessidade mais básica da alma humana – ser acolhida, a autora compreendeu o real sentido do amor crístico: acolher amorosamente. 

Pode parecer até fácil de dizer e entender, mas, acreditem, é algo de difícil prática, principalmente em uma sociedade alicerçada em estereótipos dos mais diversos e ininteligíveis. 
Estereótipos que segregam as pessoas e as classificam em aceitáveis ou inaceitáveis, ignorando a verdadeira natureza humana que é a diferenciação. 
O ser diferente é inerente à nossa natureza, entretanto a violência segregacionista se instala de forma indelével até mesmo em discursos aparentemente inofensivos e politicamente corretos. 
Com uma capacidade intelectual privilegiada, “a nossa Ruy Barbosa de saia”, como já foi apropriadamente classificada, a magistrada Luislinda de Valois lança luzes onde, na rotina do dia a dia, as trevas do discernimento torto ofuscam a verdade. 
A verdade, essa senhora de alma pura – mas não necessariamente branca, podendo até mesmo sê-la, porque a brancura não a excluiria dessa qualidade e de nenhuma outra – nos retém, nos faz reduzir o passo e prestar atenção ao que nos acostumamos a ignorar. 
A escritora e magistrada há décadas agrega à atividade da magistratura, com recursos próprios e ajuda de amigos, a atenção social às camadas mais carentes da população, notadamente a população negra, com palestras educativas, doações de gêneros alimentícios e de higiene, entre muitos outros cuidados. 
Com maestria, de forma direta e objetiva, nos conduz à luz do reconhecimento de uma verdade dolorosa, que se mantém escondida atrás de cortinas imateriais, porém pesadas, à realidade da dor secular que atinge a todo um povo que, refém de leis hipócritas, é mantido de mãos atadas, mesmo com os enferrujados grilhões aparentemente rompidos. 
Luislinda de Valois nos põe a refletir, com ânsia de mudança, que é preciso curar as feridas, mas não poderemos esquecer as cicatrizes se elas continuarem a sangrar.

Pastor Márcio Marinho
CURRÍCULO DO AUTOR
Luislinda Dias de Valois Santos é Juíza desde 1984, atuando na Bahia, realizou diversos projetos em defesa de seu povo oprimido e discriminado, conquistando respeito e credibilidade, além de vários prêmios. Entre suas realizações estão a criação e instalação de vários juizados (inclusive itinerantes) em várias cidades da Bahia, além de participação no lançamento do Relatório Nacional Brasileiro em cumprimento à CEDAW – Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher – realizado no Palácio Planalto em Brasília.

A Cor da Pele: na sociedade racista do Brasil o normal é ser branco?

A Cor da Pele: na sociedade racista do Brasil o normal é ser branco
Autor: Almiro Sena
Páginas: 239 pgs.
Ano da Publicação: 2010
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 45,00

 
SINOPSE
A exclusão social de grande parcela da população brasileira, sobretudo das pessoas de fenótipo negro, classificadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como pretas ou pardas, é um fato constatado em inúmeros estudos das mais diversas e importantes instituições nacionais e estrangeiras. Este livro busca assinalar como   a cor da pele das pessoas influencia diretamente na existência dessa exclusão. Sendo o racismo no Brasil decorrente do fenótipo e não, como ocorre nos Estados Unidos,   relacionado ao genótipo, o conjunto de caracteres físicos superficiais, dos homens, mulheres e crianças, irá facilitar ou dificultar a vida de cada um deles no país.  Assim, destaca-se como o discurso hipócrita da negação do racismo, produz e reproduz inúmeras barreiras sociais contra o desenvolvimento humano da população negra no Brasil. Ressalta-se também: a importância de compreender-se, à luz da ciência contemporânea, os conceitos fundamentais para o debate acadêmico acerca do desenvolvimento humano e da questão étnico/racial; a ocultação das barreiras institucionais contra a população negra no Brasil; a condescendência da legislação brasileira com o racismo no país;  o sistema de cotas e a meritocracia brasileira; a  especificidade do racismo no Brasil; e  o racismo e sua relação com o sistema de justiça criminal no país. O livro, nuclearmente, utiliza-se, da Dissertação apresentada, pelo autor,  ao curso de Mestrado Profissional Multidisciplinar em Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social da Fundação Visconde de Cairu, Salvador-Bahia, em 2009, para fazer uma reflexão crítica, sob a perspectiva étnico/racial, acerca da sociedade brasileira. 

Utilizou-se a abordagem metodológica qualitativa, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, aliada à observação participante, usando-se, como referencial teórico, autores clássicos no estudo do tema,  ao lado de outros, cuja produção acadêmica nessa área é mais recente. Usou-se, também como fonte de coleta de dados e informações: a) instituições públicas e privadas de elevada credibilidade nacional e internacional; b) leis, já revogadas ou em vigor, destacando-se a análise da Lei n° 11.343 de 23 de agosto de 2006(Lei de Tóxicos); c) pronunciamentos de autoridades públicas e pessoas de destaque social sobre a desigualdade social e o racismo no Brasil.  Sustenta-se, ainda, que o discurso da negação do racismo no país funciona como defesa importante na manutenção dos privilégios auferidos em decorrência do preconceito e da discriminação racial e, ao mesmo tempo, serve como instrumento contra a implementação de medidas efetivas de promoção da igualdade. Por fim, entende-se que a presente obra possa ser útil como um indicativo para a formulação de políticas públicas que contribuam efetivamente para o desenvolvimento humano das pessoas agredidas pelo preconceito e pela discriminação racial, bem como para o estudo da sociedade brasileira,considerando-se devidamente a importância da questão étnico-racial no país.
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 Almiro de Sena Soares Filho - Secretário de Justiça do Estado da Bahia

Mestre em Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social pela Faculdade Visconde de Cairu em Salvador-BA. Especialista em Políticas e Gestão em Segurança Pública pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Especialista em Gestão Estratégica em Segurança Pública pela Universidade Estadual da Bahia (UNEB) e Academia da Polícia Militar da Bahia.  Graduado em Direito pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL). Coordenador da Pós-Graduação de Direito, na modalidade de Ensino a Distância, da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTCead). Professor Universitário em nível de Graduação e Pós-Graduação. Palestrante e conferencista sobre Direitos Humanos, e sobre Direito e Relações Étnico/Raciais no Brasil

Promotor de Justiça do Ministério Público da Bahia. Coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate Ao Racismo e à Intolerância Religiosa do Ministério Público da Bahia, e, simultaneamente, Promotor de Execução Titular da 2ª Promotoria de Cidadania, desde maio de 2006 até março de 2010. Conselheiro do Conselho Estadual da Consciência Negra da Bahia, representando o Ministério Público do Estado da Bahia, desde maio de 2006 até dezembro de 2007. Conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado da Bahia, representando o Ministério Público do Estado da Bahia, desde o mês de maio de 2006 até outubro de 2009. Coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – CEAF, do Ministério Público da Bahia, desde abril de 2009; Assessor Especial do Procurador Geral de Justiça da Bahia, no período de março a setembro de 2000; Coordenador do Centro de Apoio ao Combate dos Crimes Contra a Ordem Tributária do Ministério Público da Bahia, no período de agosto de 2000 a agosto de 2001. Representante do Ministério Público Brasileiro, no Seminário Iberoamericano de Proteção de Vítimas e Testemunhas, promovido pelo Ministério da Justiça da Espanha, pela Embaixada da Espanha e pela Organização das Nações Unidas, com a participação de integrantes do Ministério Público de Portugal, Espanha, Itália e diversos países da América Latina, realizado na Cidade de Cartagena das Índias, na Colômbia, no período de 12 a 16 de março de 2007.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

HOMENAGEM DO EDITOR: JOCELINO FREITAS


Capa do livro: Vida em Verso e Prosa - Contos, Crônicas e Poemas Selecionados, Neuza CorassaVida em Verso e Prosa - Contos, Crônicas e Poemas Selecionados - 2ª Edição
Jocelino Freitas, 89 pgs.
Publicado em: 29/5/2012
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853623806-7
Preço: R$ 19,70

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.         
SINOPSE
“Carta a Andorinha” foi o meu primeiro conto. A partir da singela história de uma árvore que sonha com a liberdade de uma andorinha, muitos romances surgiram. Porém o pequeno conto, por não ser muito extenso, jamais foi publicado. O mesmo posso dizer de “Zé Mané e a Estrelinha”, uma historinha infantil escrita durante a infância de minhas filhas, tentando transmitir algumas lições de bom procedimento diante da vida e do mundo. “Carta de Meu Pai” é um texto que sofri muito ao escrever, até hoje não consigo lê-lo sem chorar.

Este livro é uma coletânea de textos de minha autoria, escritos nos últimos vinte e cinco anos. Não estão em ordem cronológica, cada qual reflete minha visão de mundo no momento em que foi escrito. Angústias, frustrações, esperanças, dúvidas e certezas é o que procurei transmitir em cada um deles.

Quando lancei meu primeiro romance, “O Cristo da Periferia”, em 2006, muitos buscavam algo de autobiográfico nele. Hoje, depois de quatro romances, três antologias e várias participações em livros e eventos literários, quando meus leitores já entenderam que sou um ficcionista, sinto-me à vontade para publicar algo mais intimista, que revela um pouco de quem sou.

Agradeço ao meu editor, Anthony Leahy, que se tornou um grande amigo, por nunca desistir de mim, tornando-se meu confidente nas frustrações deste ingrato mundo da literatura.

Jocelino Freitas


Susto

Já passava da meia-noite quando o editor Anthony Leahy parou de trabalhar. Sua atividade realmente tomava muito do seu tempo. Atender autores, transformar seus projetos em livros e, ainda, vender, não era tarefa fácil. Melhor teria sido permanecer em seu emprego de diretor numa grande editora, com as regalias que o cargo proporcionava. Mas o sonho falara mais alto e, agora, não podia se queixar de sua opção de vida. Tudo ia bem, mas sua vida de dono de editora pequena exigia muito trabalho.

Esses pensamentos lhe tomavam a mente enquanto descia do carro para fechar o portão. Precisava falar com o senhorio para colocar um motor naquele portão. Em pleno século XXI não se admite um portão que não se abra e feche com controle remoto. É mais que uma questão de conforto, é segurança. Mal pensou isso, sentiu uma mão em seu braço, um homem com roupas escuras o abordava. Seus reflexos de professor de capoeira reagiram instintivamente e o homem foi jogado ao chão sem dizer palavra. Anthony pulou sobre ele e o socou, só então percebendo que era um mendigo, implorando para que parasse. Queria apenas pedir uma moeda e levara uma surra. Era o preço por tocar num desconhecido, distraído, de dois metros de altura.

- Nunca mais me toque – disse o ainda irritado editor. - Se o encontrar passando por esta rua de novo, dou-lhe outra coça. - Não era um homem violento, mas o susto que lhe dera o mendigo fez com que seu sangue subisse à cabeça e a ameaça foi apenas um desabafo de quem ainda estava nervoso.

Muito tempo se passou e o caso já havia sido esquecido. Anthony saía da reunião do Instituto Histórico e Geográfico e conversava empolgadamente com um de seus colegas intelectuais. Eram muito bons aqueles encontros, nos quais podia conversar com os moradores mais antigos da cidade e ouvir histórias muito interessantes, aventuras do tempo em que eram crianças, vivendo numa capital com ar provinciano, bem diferente da metrópole em que se transformou.

Percebeu que alguém o olhava, uma dessas situações em que se sente a perturbação com o canto do olho, como se a presença da pessoa atraísse a sua atenção. Era o mendigo, paralisado, branco como um cadáver que, quando o editor olhou para ele, perguntou com um fio de voz:

- O senhor disse para não passar só naquela rua, ou nesta daqui também?
Jocelino Freitas

DESTAQUE DO EDITOR: BERNADETE ZAGONEL - PARIS

Quem já não passou pela experiência de, ao viajar a um país estrangeiro, começar a falar o português com toda a liberdade, como se ninguém o compreendesse. Aí então, comenta sobre o rapaz sentado ao lado, que seu sapato é feio, que a moça da  frente tem o nariz torto, o menino ali perto é um chato porque não pára de se mexer e assim por diante. Na loja, faz os comentários abertamente sobre o modelo, a qualidade do produto, o preço e tudo o mais. Afinal, quem está entendendo o que dizemos? A gente deita e rola. Até dar uma xingadinha naquele que nos esbarrou é permitido, só pra tirar a desforra de todas as ocasiões era que isso não foi possível. Só que, às vezes, pode-se não ficar imune a uma situação desse tipo, se a pessoa alvo dos comentários entender tudo. E é claro que quando se mora durante muito tempo fora, um dia acaba acontecendo, não com turistas, porque estes são reconhecidos de longe. 

Brasileiro em viagem não consegue passar desapercebido, primeiro porque anda sempre em bando,  conversando alto, dando risada, o que na Europa, por exemplo, quase não existe. E depois porque a maneira de se vestir, as cores que usa, os cortes de cabelo, e o jeito todo de ser, não enganam.  Quando se trata de um brasileiro residente no exterior a coisa fica mais difícil, pois ele já se integrou à nova cultura, e se mistura na multidão, com uma aparência disfarçada. E é numa dessas que a gente se enrosca. Além do mais, não se pode esquecer que existem também portugueses soltos pelo mundo. Eles obviamente entendem nossa língua. 

Lógico que um pequeno episódio aconteceu comigo também enquanto morava na França. Conversávamos animadamente, eu e um amigo brasileiro, que criticava a maneira sisuda de os franceses se portarem no metrô. “Como essa ali", disse apontando para nossa vizinha de banco. "Olha só a cara dela, parece que está de mal com o mundo. Nem desgruda o olho do livro. Não suporto gente assim.” Ao que a outra respondeu, sem pestanejar, num bom e claro português: “Mesmo que seja uma brasileira?”. Dá para imaginar com que cara ficamos, não? Por isso, atenção! Antes de dar uma bola fora, pense duas vezes. E só pense. Fique quietinho no seu canto, e não diga nada. Porque depois, não tem como consertar. 
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Capa do livro: Em Paris Tudo Acontece - Crônicas, Coordenadores: André Trindade e Germano SchwartzEm Paris Tudo Acontece - Crônicas - 2ª Edição
Bernadete Zagonel, 109 pgs.
Publicado em: 29/5/2012
Editora: Juruá Editora
ISBN: 978853623805-0
Preço: R$ 19,70

* Desconto não cumulativo com outras promoções e P.A.P.         
SINOPSE

As crônicas escolhidas e compiladas para este livro foram todas publicadas no jornal Gazeta do Povo, de circulação em Curitiba e no restante do Paraná. Elas foram resultado de observações e percepções durante minha estada de quase cinco anos em Paris, onde fui fazer meu Doutorado na área de música.
O olhar de um estrangeiro pode, muitas vezes, captar situações imperceptíveis para os moradores do local, ao ver a sociedade e as relações interpessoais de acordo com seus próprios parâmetros. Assim aconteceu também comigo.

Não procurei, de forma alguma, fazer julgamentos sobre o que eu via e sentia. Apenas relatei e, claro, não pude me furtar a comparar e temperar os casos com minhas opiniões. Presenciei algumas situações engraçadas, outras inusitadas e muitas bem comuns, mas que, de alguma forma, me impulsionaram a compartilhar com meus compatriotas.

A cidade de Paris é única. Sempre linda, imponente, cativante, repleta de gente de todos os cantos. Por isso convido você, que se dispõe a ler esses relatos, a conhecê-la, e aos seus habitantes, com esse olhar de amor e de paixão. Que a leitura destas crônicas lhe desperte estes mesmos sentimentos, e lhe tragam momentos de agradável e divertido lazer.

Bernadete Zagonel

QUEM É BERNADETE ZAGONEL

Doutora em Musica pela Universidade Sorbonne (Université de Paris IV ). Mestre em Educação pela UFPR. Diploma de Estudos Avançados em Música e Musicologia do Séc. XX pela Ecole des Hautes Études/IRCAM, Paris, França. Diploma de Estudos Avançados em Musicologia pela Sorbonne, Paris, França. Graduada em Licenciatura em Música pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná.

Durante sua estada em Paris, dedicou-se também à composição de música eletroacústica, e freqüentou estágios no Atelier des Enfants do Centro Georges Pompidou, no GRM (Grupo de Pesquisas Musicais), no IRCAM (Instituto de Pesquisas Musicais), na Associação Orff e no Instituto Martenot.

Professora Titular de Educação Musical da UFPR (1978-2004). Professora Titular da Escola de Música e Belas-Artes do PR (1978- 2002). Coordenadora e professora do curso de Pós-graduação a distância de Metodologia do Ensino de Artes, FACINTER- Grupo Uninter, desde 2008. Professora de cursos de Pós-graduação na área de Artes e de Música do IBPEX desde 1998.

Foi chefe do Departamento de Artes da UFPR e Coordenadora do Curso de Educação Artística. Criou e implantou os Cursos de Graduação em Música (Produção Sonora e Educação Musical) da UFPR. Presidente do Conselho de Curadores da UFPR (que faz a fiscalização econômico-financeira) de 2001 a 2003. Membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - CEPE - da UFPR em 1996. Membro da diretoria da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM), com a função de tesoureira (2000-2003). Membro do Conselho Editorial da Associação Brasileira de Educação Musical (1999-2001). Presidente do IX Encontro Nacional da ABEM, em Curitiba (1999), Presidente do V Encontro Internacional de Computação e Música, PUC (2000). Pesquisadora do CNPq de 1996 a 1999. Professora visitante na Universidade Federal da Bahia, atuando no Programa de Pós-Graduação em Música - Mestrado e Doutorado de 1996-1999.

Tem proferido cursos e palestras em diversas instituições de ensino superior como: UNICAMP, UFMG, UFRGS, IBPEX, FACINTER, UFES, Sorbonne, Itaú Cultural, entre outras. Escreveu como colaboradora no jornal Gazeta do Povo, no Paraná, desde 1985.

Vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP) – gestão 2004-2006. Coordenadora da Universidade Livre do Comércio da ACP de 2004 a 2006.

Atualmente é Diretora da Universidade Livre do Comércio e Vice-Presidente da ACP Cultural, da Associação Comercial do Paraná.