domingo, 5 de agosto de 2012

Se caráter custa caro... pago o preço!

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Parar, não paro. 
Esquecer, 
esquecer não esqueço. 
Se caráter custa caro, 
pago o preço. 
Pago, embora seja raro. 
Mas homem não tem avesso 
e o peso da pedra
eu comparo à força do arremesso.
 Um rio, só se for claro. 
Correr sim, mas sem tropeço. 
Mas se tropeçar não paro, 
não paro, nem mereço. 
E que ninguém me dê amparo, 
nem me pergunte se padeço. 
Não sou, nem serei avaro. 
Se caráter custa caro, 
pago o preço. 

Sidónio Muralha

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